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Naomi Scott é uma Princesa da Disney vinda do exótico reino de… Essex.

Scott me cumprimentou em uma suíte no Ham Yard Hotel em Soho. Ela estava descansando em um sofá, tendo chegado há apenas algumas horas de Los Angeles, onde esteve trabalhando no live action da Disney, Aladdin, dirigido por Guy Ritchie.

Um par de saltos stiletto estava no chão, entretanto seus pés calçavam os chinelos brancos e fofinhos do hotel. ‘Será que ela vai levá-los consigo?’, pensei. Ela balançou a cabeça. “Eu roubei as canetas”, disse solenemente.

Scott, cujos pais são pastores de uma igreja em Redbridge, interpreta a Princesa Jasmine, uma jovem mulher presa em um mundo luxuoso em Aladdin, que estréia aqui em 22 de Maio.

“Tem um senso de restrição na vida dela, até nas roupas,” Naomi me falou da personagem. “Tudo o que ela deseja é algo real – uma chance de experimentar a vida real.”

“Seu objetivo no início do filme não é o sonho de que um homem a salvará – ela não encontrará felicidade nisso. Ela precisa ordenar-se primeiro, antes que um homem entre em cena.”

Todas as músicas da animação estão no filme, também, mas o grande momento de Scott vem quando Jasmine precisa se posicionar contra a injustiça em sua terra.

Ela o faz com uma poderosa música chamada Speechless (sem palavras), escrita por Benj Pasek e Justin Paul, a dupla de compositores por trás dos premiados musicais em Londres: Dear Evan Hansen, The Greatest Showman e La La Land.

Eu pude escutar a uma prévia do número (apesar de ter visto apenas algumas cenas do trailer) e é formidável.

“Para as meninas e os meninos, é uma música com uma mensagem. Você tem uma voz, e você pode falar,” Naomi falou, adicionando que mesmo quando a batalha está perdida “é importante falar”.

Ela riu e então acrescentou: “Não é bonito. Eu literalmente tenho veias saltando do meu pescoço quando canto Speechless.”

Mesmo assim, seria muito legal se a música crescesse e se tornasse um sucesso como This Is Me de The Greatest Showman.

Eu estava bebendo com Pasek e Paul no Covent Garden Hotel pouco depois de ter escutado à Scott cantando a trilha criada por eles.

Os dois falaram animados: “Ela é ótima! Nós a amamos!! Ela será uma grande estrela!!!”

Além de Aladdin, Scott (que apareceu em séries de TV, teve um papel no filme dos Power Rangers e cantou em albuns e clipes) será vista no novo filme de As Panteras, ao lado de Kristen Stewart e Ella Balinska, com um número de estrelas interpretando a tropa de Bosleys.

Scott nasceu em Hounslow. Aos nove anos seus pais, Usha e Chris Scott, mudaram a família para Ilford.

“Aí eu virei uma garota do leste de Londres,” ela falou, cantarolando: “Leste de Lon-dun”.

Ela teve seu início aos 11 anos, cantando na banda da igreja. Ela nunca fez aulas de canto, mas me contou que ela foi inspirada por cantoras gospel como Mary Mary, Kim Burrell e Kirk Franklin. “Eu escutava e replicava aquilo que ouvia.”

Quando a vi na capa da Vogue Britânica de abril eu fiquei satisfeito que aquela filha de uma mãe indiana, de Uganda e descendência Gujarati, e pai branco e inglês parecia completamente em casa naquela revista estonteante. Aquilo certamente mandou uma forte mensagem.

Sua falecida avó – a mãe de sua mãe – estaria orgulhosa. “Ela me disse para sempre me esforçar por que nada será, simplesmente, dado a você,” ela falou.

“Minha vó se casou aos 15 anos,” acrescentou Scott, que inclusive é casada: com seu amorzinho da infância, o defensor do Ipswich Town, Jordan Spence.

“Ela teve dez crianças. E ela amava e adorava aquelas crianças. Minhas tias estão em todo o mundo, fazendo grandes coisas. Eu acho que ela realmente quis empoderar suas meninas a terem a decisão sobre quem elas gostariam de ser, e com quem elas queriam casar. Eu não subestimo isso.”

“Ela morava perto de Heathrow e eu tenho as melhores lembranças da casa dela. Fazia chapatis com ela. Eu sempre os associo a ela.”

“Ela se foi alguns anos atrás, mas a influência permanece.”


Fonte: DailyMail
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil