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Usando grifes como Prada, Balenciaga e Louis Vuitton a atriz Naomi Scott posou em um photoshoot vintage sendo fotografada por Collier Schorr para Another Magazine na edição Setembro 2019. Scott também concedeu uma entrevista para revista onde ela conversou sobre sua sua carreira, origens e muito mais. Confira a entrevista completa e traduzida abaixo: 

Através de seus pais pastores, sua casa conjugal em Essex e um papel no próximo As Panteras de Elizabeth Banks, essa atriz indiana-britânica está construindo os tipos de modelos que ela uma vez almejou

Em prateleiras de lojas de brinquedos ao redor do mundo, réplicas de 30cm de altura da Naomi Scott estão no mesmo nível que Ariel e Barbie, graças ao empoderamento que a atriz deu à Princesa Jasmine em Aladdin esse ano. Pessoalmente, ela prefere roupas de caminhada a organzas brilhantes e laços de fita; faz parte de seu considerável charme que ela consiga chegar ao tapete vermelho com um vestido rosa-chiclete do comprimento de um quarteirão em uma semana e estar servindo chá vestida com um moletom em Woodford na outra. Ela é a princesa da Disney que conhece a regra do impedimento e alegremente conversa com jornalistas sobre seu eczema, a atriz que nunca colocou um pé em uma aula de teatro (a não ser que você considere as peças da escola), e a protegida de Hollywood que fez seu lar a mil léguas de Tinseltown.

A mulher de 26 anos tem estado em sets de gravação desde sua adolescência, mas foi a audição para Aladdin que a levou para grandes letreiros ao pôr do sol. Após derrotar milhares de esperançosos, a atriz indiana-britânica fechou contrato com o filme de contos de fadas sem o clichê das danças do ventre enjoadas da versão animada de 1992, interpretando uma princesa madura menos interessada em encontrar um marido do que dominar sua voz política. Fato, não estamos falando Os Monólogos da Vagina – isso é a força da Disney, no fim das contas – mas quando você pensa nas milhares de meninas (e meninos) que compõe o público alvo da Disney, a mensagem que a vida é muito mais do que casar-se com um príncipe – voar em tapetes, acariciar tigres e se tornar sultana, para começar – tem um poderoso alcance.

Em 2017, o ano em que Scott fez o teste, 70,7% dos papéis principais nos filmes da Disney eram brancos. O que faz tudo mais doce pois, hoje, quando nos encontramos no café em Soho, Aladdin tinha acabado de alcançar 920 milhões de dólares na bilheteria mundial, enterrando o conceito de que um elenco diverso não possa fazer fortuna. “Nada mal, né?” ela diz com uma gargalhada. “Em audições no passado eu recebi esses comentários – ‘Ela é meio exótica, não sabemos exatamente o que ela é…’ Ou certas pessoas dizendo que quando se trata de protagonismo em um estúdio cinematográfico, essa garota venderá mais do que a outra. Mas esta concepção está sendo desafiada. Estamos vendo filmes com mulheres protagonistas fazendo milhões de dólares, filmes com um elenco predominantemente negro fazendo milhões, e isso é empolgante.” Esse ano, uma ninhada de recentes contratos – incluindo a Halle Bailey como A Pequena Sereia, e Lashana Lynch de Capitã Marvel supostamente no papel de uma negra, mulher 007 – sugere que Hollywood esteja progredindo. “Será na direção correta,” concorda Scott. “Um negócio como esse leva tempo para mudar. No início será uma reação ao que está acontecendo na cultura, com o passar do tempo você vai ver – talvez os executivos tenham que ser mais diversos, as pessoas tomando as decisões precisam ter diferentes perspectivas.”

Após nossa entrevista hoje, está fora para gravar algumas falas em seu próximo blockbuster – este outono ela estará seguindo sua emancipação dada à Princesa Jasmine com um modernizado As Panteras para a geração atual. “Eu sei, é hilário,” ela diz. “Estou fazendo um monte de reboots. É como se fosse, ‘Precisamos fazer o reboot desse filme com uma pessoa morena – Nay, tá livre?’” A franquia seguiu em frente a partir de Farrah Fawcett, e do esforço um pouco tolo dirigido por McG em 2000 (que focou um pouco demais na Cameron Diaz). A atriz e diretora Elizabeth Banks governa o filme de 2019 de maneira mais consciente, com Kristen Stewart, Scott e a londrina Ella Balinska como o persistente trio de detetives que combatem o crime “Eu acho que mulheres podem fazer qualquer coisa,” Stewart diz firmemente na abertura do trailer, antes de socar o sujeito misógino três vezes na cara.

É um filme sobre mulheres no trabalho,” Scott diz simplesmemte. “Integrantes de um grupo que erguem umas às outras.” Não é inflexível, Banks contou ao The Hollywood Reporter esse ano, sobre “os namorados que elas não viam muito, ou os gatos que elas não alimentavam, ou a mãe que elas não chamavam”. Em verdade, foi a ética de trabalho de Scott nas telonas da adaptação de Power Rangers em 2017 (ela interpretou a super-heroína rosa, protegendo a terra das gargalhadas da feiticeira de Banks, Rita Repulsa) que chamou a atenção da diretora. “Ela sabia como eu trabalhava e me comportava no set, e isso é realmente importante pois você estará nas trincheiras com essas pessoas,” diz Scott. No filme de Banks, gravado entre a Alemanha e Istanbul, haviam armas e sessões de treinamentos de acrobacia e não sequências de corrida na praia em câmera lenta. “Quando criança eu queria tanto fazer esse tipo de papel,” diz Scott com entusiasmo. “Eu e minhas amigas sempre brincávamos de espiãs, mas ver uma mulher na tv resolvendo seus próprios problemas, sendo durona, uma super-heroína, era tão raro. Eu me senti emocionada quando vi Robin Wright e Gal Gadot em Mulher Maravilha. Não importa o tipo de filme que você gosta, isso é empoderador.”

Voltando à Hounslow dos anos noventa, onde Scott nasceu com uma mãe Gujarati-Indiana e um pai inglês, os modelos nas televisões eram raríssimos, até Bend It Like Beckham de Gurinda Chadha ser lançado. Na adolescente Jesminder obcecada por futebol, que vivia em uma casa geminada debaixo da rota de pouso de Heathrow, Scott encontrou uma parente de espírito – ela tinha jogado bola naqueles mesmos campos. “Eu nunca tinha visto um filme sobre uma indiana-britânica, vinda desse não tão glamuroso lugar que eu vim,” ela diz. “Era tão difícil de encontrar algo assim.” Em sua própria família, entretanto, as mulheres forneceram um formidável exemplo: sua avó, nascida em Uganda de pais indianos, deixou o país durante o regime brutal de Idi Amin na década de setenta e viajou até a Inglaterra com suas dez crianças. “Minha avó, em toda a sua força, veio para a Inglaterra e disse às suas filhas – eram nove delas – ‘Vocês podem se casar com quem quiserem.’ Ela sabia que partes de sua tradição não eram saudáveis, e ela era capaz de pensar a frente, o que é incrível. Minhas tias realmente integram isso agora – estão todas ao redor do mundo, fazendo todo tipo de coisa, e elas são tão representativas de quem minha avó foi, e daquilo que talvez ela não fosse capaz de fazer. E isso se estende até mim.”

Os pais de Scott são ambos pastores e ela cresceu ouvindo gospel, imersa na rica vida musical da igreja deles. A família trocou Hounslow por Woodford quando ela tinha oito anos, e a Bridge Church, uma comunidade multicultural que começou no salão de uma escola, tornou-se o lar doce lar onde Scott encontrou sua voz. “Eu tinha amigos na escola, mas eu nunca estava em um grupo. Tinham momentos em que eu não tinha ninguém com quem passar o tempo, então eu andava por todo o intervalo como se eu tivesse algum lugar para onde ir. Coitada de mim!” ela brinca. “Mas era por isso que eu gostava de ir para a prática de banda ou o coral, porque todo mundo era legal com os outros lá.” Ela tinha 11 anos quando cantou I Say a Little Prayer e percebeu, junto com o restante da congregação, que poderia cantar. Alguns anos depois, a antiga membro da Eternal, Kélle Bryan apareceu na igreja e encontrou a Scott de 15 anos no palco. “Eu estava cantando If I Ain’t Got You da Alicia Keys, com um MIDI terrível no fundo,” ela recorda. Bryan inscreveu a adolescente à sua agência de talentos no centro e Scott se lançou em audições – às vezes sem ter ideia de para que ela estava fazendo o teste – com a mesma energia entusiasta que ela traz hoje para o set. “Foi quando gravadora estavam chamando pessoas para estarem em bandas de meninas ou bandas de meninos, e eu sempre era a mais nova lá. Tinham essas mulheres com saltos e eu cheguei, em uma longa e larga camiseta e minhas botinhas, cantando um soul,” ela lembra. “Teve uma vez –isso é tão vergonhoso – nós tínhamos que fazer estilo livre em frente aos jurados. Eu dancei Summertime da Wiley, e como eu juntei dinheiro no início, eu bati na minha cara. Eu lembro de pensar, aguenta firme, aguenta firme… não consegui o trabalho.” Mas ela recebeu o aviso estranho (“Eu acho que tem um seguro comercial holandês algum lugar por aí”) e então seu primeiro encontro com a Disney, o programa de esquetes Life Bites, que Scott gravou durante suas provas de finalização do Ensino Fundamental – ela faria suas provas pela madrugada, e então iria trabalhar. O filme adolescente Lemonade Mouth veio em seguida, um tipo de encontros matinais de Rock na escola, antes dela desaparecer em uma rachadura no espaço-tempo para 85 milhões de anos no passado, na série de ficção científica Terra Nova produzida por Spielberg. Então o que seus pais pensaram sobre sua filha faltar as provas de conclusão para combater carnotauros de computação gráfica na Austrália? “Eu vi dois extremos,” Scott responde. “Tem a clássica questão étnica de, ‘O que é essa atuação? Doutora, não?’ E também tem os pais que forçam – e acredite em mim, eu vi alguns assim em LA, não é legal de assistir. Mas meus pais são super legais, e não ficaram chocados também. Nós só nos sentamos na minha cama e conversamos sobre tudo antes de tomarmos qualquer decisão.” Se os holofotes não a cegaram, parte parece ser graças aos seus pais e à fé com a qual cresceu, menos força limitante do que a base que garantiu que a loucura do último ano nunca acabasse com cliques de paparazzis de Scott desmaiando em uma balada às cinco da manhã. De qualquer forma, esse é mais como o fim desses dias. “Eu acho que quando você não é autorizado a questionar, é quando você se rebela. Eu sempre fui muito aberta com meus pais, sempre poderia falar com eles, então eu não me sentia reprimida. Com certeza eu tenho esse espírito aventureiro. Eu quero tentar coisas, essas sou eu. Mas existem certas coisas que eu sei na minha cabeça – isso não é bom para você.”

Ela continua frequentando a igreja (quando o cronograma de filmagens permite) e ela é aberta sobre sua fé em entrevistas. “Esse é meu sistema de crença e você tem o seu e nós podemos coexistir e aceitar um ao outro por quem nós somos. Isso soa correto para mim. Mas ainda estou descobrindo, eu sempre estarei questionando. Meu pai e eu temos longas conversas. Eu tenho mais interesse em sentar e conversar do que ficar gritando coisas no Twitter. A igreja é frequentemente vista como uma instituição que está lá para manter as pessoas em uma caixa. Eu acho que deveria ser o contrário. Deveria ser o local onde você possa ser completamente quem você é e dizer, ‘Yo, eu estou uma bagunça.’ Onde as pessoas podem falar honestamente, onde tudo vem do amor, em oposição a julgar você quando eles sequer o conhecem.”

Se a igreja foi onde ela encontrou sua fé, sua música, e até sua primeira agente, também a uniu ao seu marido, o jogador de futebol Jordan Spence – a dupla se conheceu quando adolescentes. Scott se casou aos 21, e julgando pelas fotos que ela e Spence postam no instagram, eles continuam apaixonados (apesar de eternamente condenados a serem abordados por fãs obsessivos da Disney que não conseguem digerir a Princesa Jasmine amando ninguém que não seja o Aladdin). “Nós éramos muito novos quando nos casamos. Falamos sobre isso hoje, e se uma jovem de 21 anos viesse até mim dizendo ‘estou pensando em me casar,’ eu diria ‘Er, não,'” ela ri. “Mas somos tão próximos, nós conduzimos para que possamos crescer juntos mais do que separados. Somos muito honestos um com o outro –provavelmente honestos demais! – e damos um jeito. Ele é incrível. Se você o conhecesse, veria que não é difícil. Eu era a noiva mais tranquila de todas pois eu não estava nervosa de modo algum sobre isso.”

Sentada perto de Scott hoje – e ocasionalmente acotovelando-a de lado, sem expressão, quando ela passa dos limites de entusiasmo – está a sua donzela de honra, prima e agora assistente, Tiffany Pope. As amigas viajam juntas, transformando os olhos avermelhados e o descanso do aeroporto, quartos de hotéis e conferências de imprensa em uma aventura compartilhada. “Nós rimos tanto quando estamos juntas, ela é uma criaturinha muito divertida,” diz Pope, que recorda da dupla colocando performances de horas de duração quando crianças, tudo instigado por Scott. “Temos apenas duas semanas de diferença, e crescemos basicamente inseparáveis.” Manter sua prima ao seu lado é um meio de Scott permanecer presa às raízes com a escalada de celebridade. “Minha família cuida de mim,” diz Scott. “Trabalhar com a Tiffany significa que tem alguém que pode manter minha perspectiva, que pode dizer ‘Sai dessa, para de ser besta.’ É ter pessoas ao seu redor que serão honestas, que não serão puxa-saco,” ela diz, “e não viver em LA ajuda.”

Seu lar está a um mundo de distância – em Essex por hora, embora tenha sido nômade por alguns anos. “Nós somos tão acostumados em pular de lugar para lugar, com o futebol de Jordan e minha atuação,” ela diz. “Quando chegarmos no ponto de uma casa de família, então eu comprarei algo bem legal em uma loja de antiguidades, mas por agora são prateleiras da Ikea.”

Com muitos roteiros chegando na sua porta, uma casa fixa não é provável tão cedo, mas Scott está claramente saboreando o momento. Ainda que nova, ela trabalhou duro para chegar aqui e teve alguns contratempos – sua aparição em Perdido Em Marte de Ridley Scott atingiu o quarto das cenas cortadas, um fato que ela só descobriu quando sentou, bem vestida, na premiere. “Meu marido sempre diz para mim, é uma maratona, não uma corrida. Especialmente na atuação, My husband tem essa pressão de olhar para a esquerda e para a direita e se comparar, mas mesmo aquelas garotas que você sempre vê nos mesmos testes que você, elas são tão diferentes de você. Você precisa focar em o que você tem para trazer,” ela diz. “Eu tive esses momentos em que você pensa, ‘eu quero ir agora, estou pronta,’ mas eu olho para trás e percebo que eu não estava. Agora eu tenho a perspectiva das coisas – agora sou uma mulher. Aos 17, 18 anos você é um bebê, de verdade. Kristen [Stewart] é um ponto fora da curva, passando por aquilo que ela passou tão jovem. Ela me falou quão assustadores os paparazzis poderiam ser quando ela era mais nova. Mas ela está agora em uma posição com essas escolhas espertas de filmes, como Personal Shopper, e ela está tipo, ‘Isso é quem eu sou'”

Stewart emergiu de seus anos de Crepúsculo redefinindo o que é ser uma estrela de Hollywood, em todo o seu nervoso e imperdoável esplendor. E à sua maneira, Scott está fazendo o mesmo. Como se os blockbusters não fossem o suficiente, ela lançou dois EPs (e está trabalhando em música nova), dirige videoclipes e produz. Hollywood continuará chamando – e ela não desperdiçou a voz que lhe foi dada – mas La-La Land não é o coração pulsante do universo. Ela recentemente postou uma foto de si mesma aos 15 anos sorrindo para a câmera, com a legenda: “O único conselho que eu gostaria de dar para minha versão adolescente seria: não tenha medo de pedir pelo que você quer.” Ela está seguindo esse conselho agora, esculpindo um idiossincrático e multifacetado papel para si mesma que defende a definição e permanece verdadeiro a quem ela é.

Fonte: Another Magazine
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Quase no final da Semana de Moda de Londres, Naomi Scott marcou presença no evento de lançamento dos relógios ‘Serpenti Seduttori’ da Bulgari na noite de ontem, 16, em Londres! Previsualizada na Baselworld este ano, a coleção de relógios fez sua estréia oficial e foi exibida em todas as suas diferentes iterações no local da RoundHouse, que organizou o jantar privado e a festa seguinte que viu Ellie Goulding se apresentando ao vivo e Heron Preston DJ até tarde.

Concebida pelo diretor de relógios da empresa, Fabrizio Buonamassa Stigliani, a linha Serpenti Seduttori apresenta uma cabeça em forma de gota inspirada na coleção cult Serpenti Tubogas, mas o novo estojo é mais fino e decorado com pedras preciosas lapidadas em cabochão. O estilo é em ouro rosa, branco e amarelo, além de opções de pavé de diamante ultrapreciosas, além de combinações mais acessíveis de aço e ouro rosa. Babin disse que, devido à sua composição de ouro, a linha tem como alvo um cliente mais maduro, em comparação com o projeto de torção Serpenti de pulseira de couro personalizável que a empresa lançou em 2017 para atrair a geração do milênio à categoria.

A atriz passou pelo red carpet junto com seu marido Jordan Spence e também posou ao lado de Laura Harrier, Lucy Boynton, Lily Aldridge, Ellie Goulding, Maya Hawke, Lily James e Carey Mulligan com Jean-Christophe Babin, onde ela usou um conjunto de corpete e calça de seda azul estilizado pela grife Prada.


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Sendo fotografada pelas lentes de Juliette Cassidy, Naomi Scott posa em frente de diversas paredes artísticas usando blazer, jaqueta de couro e vestido das grifes Burberry, Miu Miu e Louis Vuitton. Além de um photoshoot incrível e sendo a capa de Setembro da Teen Vogue, a atriz britânica marcada por seus papéis em filmes “blockbusters” se abre sobre sua improvável caminhada até o topo. Confira entrevista completa e traduzida abaixo:

Mal passou a hora do almoço e Naomi Scott já está mostrando fotos de seu eczema para mim, rolando a tela por um álbum completo de sua condição dérmica que a deixa com coceiras, feridas e sangue. “Antes, eu diria ‘esconde, esconde tudo!’” ela diz, dando play em um vídeo em que sua assistente Tiff está cuidadosamente enfaixando a sua cabeça ensanguentada. Naomi parecia muito mal e exausta. Assistimos por alguns segundos, e Naomi se mantém alegre com um comentário: “Quando as pessoas pensam sobre eczema, elas pensam ‘oh, é só um arranhãozinho’, ou ‘bebês pegam eczema’. Tipo, não garota!”

Não era assim que eu esperava passar a tarde com a estrela de As Panteras, mas outra vez mais a Naomi é uma inesperada inspiração de ar fresco. Para uma legítima Princesa Disney – a atriz inglesa-indiana interpretou a Jasmine no remake de Aladdin desse ano –  ela tem zero de arrogância. Quando ela me apresentou seu marido, Jordan Spence, um jogador profissional de futebol, ela brinca que ele é o que recebe escolta de modelo, quando eles saem. “As pessoas ficam tipo ‘quem é essa?’ e eu fico tipo, bem, eles não me perceberam,” ela ri. “Só a pequena, baixinha ‘eu’, tipo -” ela acena freneticamente como se tentasse chamar a atenção de alguém “-heeeey!”

Mas tudo isso vem depois. No momento, Naomi está convicta – convicta – de que eu preciso ver essas fotos. Ela mostra uma foto em que seu rosto está ferido com violentas e escamosas manchas. Parece doloroso, eu observo, ciente de que isso provavelmente é seja a coisa a dizer que menos ajuda alguém com uma séria condição médica. Naomi afasta o meu constrangimento. “Acho que é importante não esconder todas as nossas imperfeições. Você sabe, faz parte de quem eu sou.”

Essa é a Naomi inteiramente – ela não poderia ser nenhuma outra pessoa se tentasse. A mulher de 26 anos me atraiu com sua pura força de personalidade no instante em que ela se afundou perto de mim no sofá como uma amiga perdida há tempos. O diretor Guy Ritchie de Aladdin teve uma palavra para seu carisma: “intergalático.” Não são só os seus grandes e expressivos olhos castanhos ou o seu hábito de dar ‘toca aqui’ toda vez que ela concorda com você. É uma superpoderosa relacionabilidade – a Naomi põe você num dia muito, muito bom. Você se recarrega até o 11. Não, 14. No mínimo.

Não é de se surpreender que a diretora Elizabeth Banks de As Panteras a selecionou como Elena, a técnica informante de olhos arregalados que cai na organização de espionagem – uma perfeita representante da audiência enquanto redescobrimos a Agência Townsend, 16 anos após o últimos lançamento da franquia nos cinemas. “Ela realmente te capacita a fazer suas próprias escolhas,” Naomi diz sobre a direção de Banks no set ao lado de suas co-estrelas Kristen Stewart e Ella Balinska. “Isso é ótimo pois você não está procurando por alguém que te diga o que fazer o tempo inteiro.”

Crescida em Essex, um condado inglês mais conhecido por reality shows como TOWIE (pense: Jersey Shore com mais manicures), Naomi era uma assumida “deslocada” que não se encaixava bem na escola. “Eu ficava às vezes um pouco fora da curva e eu não tinha um grupo ou uma panelinha,” ela conta à Teen Vogue. “Onde eu imaginei que mais se parecia com o meu lugar era a prática de banda. Ou no drama. Esses eram os lugares onde eu me sentia confortável.”

Seu pai é um pastor em uma igreja local, que ela ainda frequenta com Jordan. “Nos conhecemos quando eu tinha 15 ou 16 anos. Foi uma daquelas situações em que nós éramos amigos, e então namoramos por quatro anos, e estamos casados há cinco anos.” Pensando no esteriótipo sobre ser uma filha de pastor, eu precisei perguntar – ela era rebelde? “Eu acho que eu era mais focada no que eu queria fazer,” Naomi diz diplomaticamente, “então eu sentia que eu não tinha tempo para essas coisas.”

O que ela queria fazer era cantar. Naomi cresceu ouvindo gospel, mas é um sinal distintivo de quão descontraída é sua igreja que “Don’t Speak” do No Doubt foi o primeiro solo que ela performou. “Eu deveria ter uns 11, 12,” ela diz. “Essa foi a primeira vez que meus pais disseram ‘oh, hmmm, OK.’

Quando adolescente, ela se colocou em audições musicais, inclusive algumas que ela mal fazia ideia de para que estava fazendo o teste. Aos 17, ela até tentou entrar numa girl band em frente a um painel de experts da indústria incluindo Pete Wentz do Fall Out Boy. “Fiquei tipo, eh?” Todos os outros esperançosos estavam na casa dos 30 “calçando botas até o joelho, dando muito o [ar de] ‘eu serei o próximo Pussycat.'” Naomi apareceu em um casaco sem maquiagem e cantou Stevie Wonder. “Eu lembro de alguém vindo atrás de mim e dizendo tipo, ‘Todo mundo te amouu – só que você  é muito nova.'”

Mesmo agora, Naomi está trabalhando com música. Seus últimos singles tiveram mais em comum com R&B calmo de Jorja Smith e Jessie Ware do que melodias de grandes programas da Disney, apesar de que qualquer fã da trilha sonora de Aladdin saberá que ela tem competência para esses, também. “Eu acho que foi uma verdadeira bênção disfarçada no fato de eu não ter apertado esse botão de exposição,” ela diz sobre o seu quase-erro com o estrelato popular. “Eu me sinto tão abençoada por ter sido meio protegida disso […] Agora eu sei em que posição estou e o que quero dizer, eu sei quem eu sou.”

Em 2011, Hollywood acenou com um papel em Terra Nova, a série de ficção científica da Fox produzida executivamente por Steven Spielberg. “Eu deixei a escola na metade do meu Nível-A [provas]. Eu fui ver o diretor e ele foi ótimo – muita gratidão por ele – ele foi tipo ‘Eu acho que você deveria ir.'” Terra Nova foi cancelada depois de uma temporada, e isso iniciou um período que Naomi descreve como sendo o “garota quase”; perdendo oportunidades, papéis que ela desejava desesperadamente indo para as mãos de outras pessoas. Em um caso particular desolador, ela foi para o elenco e equipe em cena para o Perdido em Marte apenas para descobrir que sua cena foi cortada (“Não os culpo, eu provavelmente fui  horrível”).

Seu passado multirracial – o pai de Naomi é branco e sua mãe é Gujarati por meio de Uganda – também confundiu Hollywood. “Tem uma coisa sobre alguém [ser] como… ‘ela não é branca, ela não é negra, ela não é latina, o que ela é?’” Naomi diz. “Tiveram alguns destaques que eu tentei que eu acho, recentemente, que eu era talvez a outra escolha, a escolha ‘exótica’, ou a ‘outra’.”

Naomi não viu muitas pessoas na TV que parecessem com ela durante sua infância – daí o seu bem documentado amor na adolescência pelo filme inglês-indiano Bend It Like Beckham, Mulan (“em termos de personalidade, eu me senti conectada [a ela]”) e, claro, Aladdin. Quando ela visita seu lar, ela vai direto para o dahl e o curry de quiabo de sua mãe. “Não me entenda mal, tinham momentos na infância em que você fica ‘oh eu não me sinto indiana o suficiente.’ Mas agora eu estou em um lugar onde fico, ‘quer saber, está tudo bem. Isso não me faz menos indiana, ou menos meio-indiana,” ela diz. “Meus dois pratos favoritos – um é o curry da minha mãe e outro sendo um jantar assado. E isso sou eu em poucas palavras.”

A fase de “garota quase” da Naomi terminou uma vez que a Disney veio batendo na porta na forma de Aladdin, mas também coincidiu com sua pior crise do eczema. “Eu pensei que talvez depois das filmagens, isso tudo iria acalmar, mas entrou em erupção,” ela disse, mostrando suas cicatrizes e crostas de feridas em suas articulações. “Estava por todo o meu corpo, eu ficava coçando à noite, e toda noite [havia] sangue nos lençóis.” Ela só parou de esconder com maquiagem em sua última tour de imprensa de Aladdin, dizendo a si mesma: “Espera um segundo, Nay, você quer esconder [isso] porque você está jogando nos mesmos padrões de beleza.”

Essa inocência – que se sente igualmente sem cuidados e considerada – é previsível para Naomi. Eu tenho amigos com eczema, mas eu nunca os escutei falar dessa maneira sobre isso – muito menos mostrarem fotos de seus piores dias. Ela tem um recado para qualquer um com circunstâncias debilitantes semelhantes: “Eu escuto você. Não é legal. Sabe aqueles dias em que você quer ficar na cama, onde você não pode mexer seu pescoço pois está tão machucado – eu estou com você. E eu te garanto, quanto mais você reconhecer isso, mais confiante irá se sentir.”

Por que falar sobre isso agora? “Isso era algo que eu queria falar especificamente nessa entre entrevista pois para a Teen Vogue  para mim, existe uma verdadeira “droga de falta de honestidade,” Naomi explica. “Se eu, de todas as pessoas, sou honesta sobre minhas imperfeições, então eu talvez possa fazer…” ela fraqueja. “Eu acho em uma garotinha de 14 anos e [como] isso poderia fazê-la sentir só um pouquinho melhor: ‘oh, ela tem isso e ela interpreta a Jasmine.’”

Hollywood é uma longa jornada desde sua igreja em Essex, mas é difícil de sentir como se sua cidade natal não estivesse orgulhosa dela. “Minha mãe sempre diz, ‘Melhor do que ter sucesso, eu prefiro que você seja significante,'” ela diz, antes erguendo as mãos em testemunho. “É tipo, ‘sim, mãe!'”

Fonte: Teen Vogue
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Mergulhar em um animação e transforma-la num live-action não é novidade; entretanto, nos últimos anos esse ramo têm se desenvolvido significantemente. Enquanto alguns clamam por um lacre no conteúdo original, outros recebem de braços abertos esses novos reboots, principalmente para avaliar os novos sabores que os cineastas dão nas adaptações atualizadas da mídia acalentada.

O último reboot em live action, “Aladdin”, chegou aos cinemas dia 24 de maio. Uma das principais mudanças no novo filme é a transformação da Princesa Jasmine, interpretada por Naomi Scott. A THM sentou-se com Scott para discutir essa moderna iteração de sua personagem.

Desde que passou pela porta, Scott estava animada e ansiosa para conversar sobre o filme. Sua ênfase enquanto atuava, ela explicou, era mostrar que a Jasmine faz parte da família real, mostrando que ela não é só uma líder de nascença, mas também uma jovem inteligente. “Eu quis ter certeza que existiriam momentos no filme onde ela apresenta habilidades de liderança,” diz Scott. “Ela está fazendo isso por se importar e por saber ter o que é necessário para isso.”

Por conta de seu gênero, não são à Princesa Jasmine o poder que seu título merece. Ao invés disso, ela é tratada como um mero objeto peão cujo casamento pode ser usado para o benefício político de seu reino. Todavia, recusando a aderir o caminho projetado a sua frente, Jasmine ativamente contra-ataca a discriminação sexista, ficando mais envolvida com os problemas de seu reino. Ela está ciente de seu próprio valor, confiante ao tomar decisões e destemida em sua luta pela liderança.

Essa é uma grande mudança do original de 1992, no qual a Jasmine está primeiramente lutando por seu direito de escolher um marido. O amor romântico é o foco principal da animação, enquanto que a nova história também enfatiza o amor de Jasmine por seu povo. “Ela está lutando contra a injustiça para todos [e] pela liberdade de seu reino, o que é uma mudança muito legal e também a faz mais ambiciosa e ainda mais altruísta,” falou Scott. Essa Jasmine moderna não só luta por si mesma, mas reconhece sua posição e luta por aqueles sob seus cuidados, ela diz.

Entretanto, não é uma proeza fácil, mesmo para uma princesa. Uma das novas canções, intitulada “Speechless”, mostra Jasmine cantando sobre como ela rejeita calar-se frente às adversidades e dúvidas. “É palpável quando às vezes você está indo se colocar contra algo e você será repreendido, mas você pode acabar abrindo a porta para outra pessoa no percurso,” Scott fala.

Scott também diz ter almejado uma poderosa performance enquanto recitava a letra, demonstrando que a Jasmine está decidida a contornar as probabilidades. “Eu definitivamente tinha uma veia saltando,” disse Scott. “Eu quis fazer disso um rugido. Eu não queria que fosse uma performance bonitinha.”

Outro aspecto importante da personagem é como ela acolhe sua própria feminilidade. Ela se envergonha de seu título como princesa, mas reconhece a influência e autoridade que vem com isso, Scott falou. Scott disse que ela espera que a audiência saia dos cinemas com “a ideia de que a força sempre surge do conflito.”

“Há essa ideia de qualidades femininas que a sociedade diz não combinarem bem com liderança”, ela diz. “Na verdade, eu penso o completo oposto. Eu acho que tudo o que nos faz uma mulher, o que quer que se encaixe nas características femininas… são coisas que líderes precisam, especialmente nesse tempo.”

Como realeza, Jasmine é uma líder natural para seu povo e ela trabalha duro para fazer o máximo em sua posição, oferecendo discernimento e compreensão. Sua personagem oferece um exemplo essencial de coexistência entre o feminino e o legislativo. Uma mulher pode usar um vestido e manter uma posição de autoridade, os dois não excluem um ao outro, como é ilustrado pela Princesa Jasmine.

“A força que temos como mulheres, precisamos percebê-la, entendê-la e usá-la,” disse Scott, que também contou esperar que sua performance inspire essa força latente.
Fonte: The Miami Hurricane
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil