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Por 27 anos nós nos acostumamos à versão animada de Princesa Jasmine de Aladdin, mas a moderna, interpretada agora por Naomi Scott, é ainda melhor. No novo longa em live action, dirigido por Guy Ritchie, a Jasmine é linda, mas ela é muito mais. Na animação original ela está lutando pelo poder de escolher casar-se com quem ela queira, “mas, neste filme, ela na verdade está lutando contra a injustiça com todo mundo,” explica a atriz nascida britânica. É uma progressão natural que se encaixa perfeitamente com os tempos em que vivemos, também.

A PRINCESA JASMINE DA NAOMI SCOTT É FORTE, ESPERTA E UMA LÍDER

“Para mim foi tudo sobre mostrar quão esperta ela é, mostrando que ela estava 10 passos a frente de todos os outros,” diz a deslumbrante e articulada Naomi Scott, que é também uma cantora talentosa. Se você tem alguma dúvida, escute à sua música Speechless, que é extremamente poderosa. É uma das minhas partes favoritas do filme, e a Naomi simplesmente te ilumina e te faz irradiar.

Eu quis ter certeza de que haveria esses momentos no filme nos quais ela realmente apresenta habilidades de liderança. Então não é só porque ela está chateada e está falando, eu quero liderar e por que não posso liderar? Ela está fazendo tudo isso por se importar e ela sabe que tem todas as características necessárias.”

Agora crianças de todos os lugares irão associá-la com a Princesa Jasmine e podem vê-la como como um modelo. A atriz britânica aproxima-se dessa responsabilidade de maneira bastante realista. “É algo que você pensa demais sobre. Eu acho que definitivamente, você leva em consideração em certas situações e em certos contextos, só por ser uma audiência mais nova. Entretanto, eu não acho que você queira pensar demais sobre isso também, pois por outro lado, você criará uma versão se si mesmo que não será verdadeira e não existe realmente,” ela diz.

COMPARANDO O NOVO ALADDIN À VERSÃO ORIGINAL

Naomi Scott também está bem ciente de que os fãs de Aladdin têm altas expectativas para essa nova versão. “Na verdade eu penso que se você ama o original, então amará esse filme pois tem tudo do original, só que esse é em pessoa,” ela explica. “Está humanizando as personagens, dando a elas mais profundidade; e em termos de extras, você tem todas as músicas que ama e mais. Você tem uma música nova, tem toda a ação que você deseja e mais,” ela adiciona entusiasmada.

Sua animação é real: afinal, ela esteve esperando por dois anos para que o filme chegasse aos cinemas. “Eu gostaria de pensar que as pessoas sairiam com a vontade de assistir outra vez,” diz Scott.

O live action de Aladdin parece ter algo para todo mundo e o Will Smith está muito divertido como o amado Gênio. Trabalhar com ele foi uma alegria para Scott, e ele até tentou que ela viajasse até a Jordânia quando o resto da produção estava lá. Não funcionou, mas Naomi Scott recomenda fortemente que todo mundo deveria visar ser amigo do Will Smith. Eu acho que podemos todos concordar com essa meta de vida.

MAIS SOBRE ALADDIN

Aladdin está em todos os cinemas. É o empolgante conto do charmoso ladrão de rua, Aladdin, a corajosa e determinada Princesa Jasmine e o Gênio que talvez seja a chave para o futuro deles. Dirigido por Guy Ritchie, o filme apresenta Will Smith como o Gênio; Mena Massoud como Aladdin; Naomi Scott como Jasmine; Marwan Kenzari como Jafar; Navid Negahban como o Sultão; Nasim Pedrad como Dalia e Billy Magnussen como Príncipe Anders.

Vencedor de oito Oscars, o compositor Alan Menken é responsável pelas partituras, que inclui novas gravações das músicas originais escritas por Manken e os liristas vencedores do Oscar, Howard Ashman e Tim Rice e inclui duas novas músicas compostas por Manken e de letras dos compositores vencedores do Oscar e Tony Awards, Benj Pasek e Justin Paul.


Fonte: Hispana Global
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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De Off-White na noite da primeira premiere a Burberry e Valentino para as paradas europeias, o guarda-roupa de Naomi Scott para a press tour de Aladdin tem sido um passeio de tapete mágico alimentado por grandes marcas. Com Dior, Armani Privé e Emilio Pucci usados no México e na Jordânia, o maior estava marcado para a estréia mundial em Los Angeles em 21 de maio. O que a princesa Jasmine usaria na noite anterior da estreia do clássico da Disney em todo o mundo e fez Scott se tornar um nome familiar?

Uma foto da jovem atriz indiana-britânica de Gujarati sentada em uma caixa gigantesca, apoiada por seu estilista, Zadrian Smith, significava que o vestido seria: a) enorme e b) showstopper (viu o sorriso iluminando o rosto de Smith?) Dentro do contêiner de papelão havia um vestido rosa Brandon Maxwell que a dupla sonhava desde fevereiro.

“Depois de analisar todos os desfiles recentes de ready-to-wear e alta costura, ficou óbvio que Brandon foi o estilista que poderia nos dar um vestido que sintetizasse a princesa moderna, mantendo a Disney feliz e Naomi se sentindo confiante”, Smith diz à Vogue. “Brandon tem a precisão e o olhar de um estilista [ele era o principal colaborador de moda de Lady Gaga antes de se expandir para desenvolver sua marca epônima]. Ele pensa em como um vestido vai ficar nas fotos e como uma mulher pode posar quando ele desenha.”

A confecção de sacarina foi projetada para imitar a antiga Hollywood, mas com um “pouco de glamour e um elemento artístico para galvanizá-la”. A tradicional silhueta de baile foi complementada por um bolero de um tecido do Maxwell, que teve a ideia de cobrir a pele de Scott – um tema que Smith e Scott tiveram que explorar de perto devido às nações árabes que viajaram durante a turnê.

“Eu me aproximei do guarda-roupa da Naomi como um ensaio de revista com Aladdin como tema”, diz Smith, que começou sua carreira ajudando a Fran Burns na Vogue. “Eu olhei para a história dos contos de fadas árabes, da realeza do Oriente Médio e do mapa cultural que os liga a Aladdin.” Três dos seis looks do tapete vermelho foram feitos sob encomenda para alcançar a missão de Smith de levar essa herança e torná-la relevante para hoje. Os looks da passarela, no entanto, foram não menos “exaustivamente pensada”.

O vestido Off-White era particularmente “desafiador” porque a fiação na saia tornava a viagem tão difícil para Paris, que a equipe de Smith precisou refazê-lo com estruturas internas maleáveis. “Valeu 100%, porque deu uma reviravolta moderna para vestir uma princesa”, diz ele. O vestido Valentino para a estreia em Berlim foi decidido imediatamente após o desfile de outono/inverno de 2019, já que era o visual favorito de Scott e Smith. Scott, no entanto, insistiu em experimentar todas as outras opções do Valentino antes de voltar ao original.

O compromisso de Scott com a turnê mundial é emblemático de sua ética de trabalho. Ao escolher a estrela em ascensão para cobrir a edição de abril da Vogue, Edward Enninful disse: “Estou animado para ver como ela vai energizar toda uma geração de garotas e jovens britânicas, que vão olhar para sua história, sua religião [ela é uma cristã comprometida e casada aos 21 anos], seu estilo e ética de trabalho, e ver um tipo diferente de ingênua do tipo que Hollywood costumava se apaixonar”.

A sinopse de Smith sobre a relação de trabalho dos dois não é menos sedutora. “Ela é a cliente do sonho”, diz ele. “Quando comecei a trabalhar com Naomi, ela não sabia o que era um corte de viés de um enfeite. Agora, ela quer saber de todos os detalhes para fazer a moda funcionar para ela sem mudar quem ela é.”

O lançamento de As Panteras, no qual ela estrela ao lado de Ella Balinska e Kristen Stewart, está chegando e, sem dúvida, Smith e Scott vão embarcar no mesmo processo meticuloso de meses para o planejamento dos looks. “Trazemos o nosso A-game em todos os tapetes vermelhos, porque é uma oportunidade única na vida”, continua ele.


Fonte: VOGUE UK
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Crescida na Inglaterra, Naomi Scott, como tantas jovens garotas, apaixonou-se quando bem nova pelas heroínas em animação da Disney – especialmente Mulan, Pocahontas e Jasmine de Aladdin. Mas enquanto essas três são oficialmente parte da franquia midiática e de brinquedos da Disney, ao lado de Cinderella, da Bela Adormecida, da Bela e da Ariel, não foram essas armadilhas ostensivas de princesinha que encantaram Scott. Foi algo mais profundo.

A Scott de 26 anos havia sequer nascido quando o “Aladdin” de 1992 chegou aos cinemas, um dentre a maré de êxitos que abasteceram a renascença animada dos anos 90 na Disney. Agora a atriz e cantora encontra-se trazendo vida tridimensional à personagem que uma vez ela brincou ser quando criança, imagens que incontáveis crianças tiveram coladas em suas paredes e cabeceiras. É muita coisa a desafiá-la.

“A Jasmine era a minha favorita, então eu não posso realmente conciliar essas duas coisas,” disse Scott. “Você precisa ter um saudável respeito com o que te antecedeu, mas eu continuo vendo essas coisas como distintas. É mais como um caso de ser capaz de criar essa versão humana dela. É assim que eu vi.”

Na verdade, a nova pegada de Scott para a Jasmine se destaca da versão original de maneiras que vão além de simplesmente a média narrativa. Enquanto que a Jasmine do filme original estava principalmente preocupada em escolher um esposo, a versão de Scott sonha em quebrar com as arcaicas tradições patriarcais e governar o seu reino de Agrabah. Essa é a Jasmine para a era de candidatas à presidência e o movimento #MeToo, refletindo amplas mudanças sociais em modelos de gênero e expectativas durante os últimos 27 anos.

Scott vê a evolução da personagem como um progresso natural. “Não parece como se estivéssemos colocando algo que não deveria ser colocado,” ela diz. “No filme original, por maior que seja o fato dela estar lutando pela escolha de com quem ela quer se casar, é aí que sua ambição meio que termina. Nesse filme, ela é mais ambiciosa e ela olha para fora de si. Ela está tentando proteger seu reino contra esse perverso ditador [Jafar]. Está mostrando que você pode liderar e você também pode ter romance. Vocês podem ter os dois, meninas, e os dois não são mutualmente exclusivos.”

Nos anos recentes, como a Disney tem procurado alavancar seu catálogo remanescente de animações com novas versões em live-actions, o estúdio descobriu que representações de papéis de gênero que eram aceitas nas décadas anteriores podem agora induzir arrepios. Mas imaginando como acertar a correta medida, fornecendo à audiência um conserto na nostalgia enquanto reflete o aumento da conscientização das questões de identidade e poder, está longe de ser fácil.

“Obviamente nós lidamos com gênero e como essas histórias têm mudado bastante com o tempo, seja ‘Cibderella,’ ‘A Bela e a Fera,’ ‘Aladdin’ ou ‘A Pequena Sereia,’ que estamos trabalhando agora’,” disse Sean Bailey, o presidente de produção da Disney. “Você teve algumas questões reais que você precisa se aprofundar e examinar por bastante tempo.”

Com o remake de Aladdin, essas questões surgiram no início do processo de desenvolvimento, como o diretor Guy Ritchie, o roteirista John August e o restante da equipe criativa buscava por meios de espanar alguma poeira da história e fazê-la mais alinhada com o dia a dia da audiência. “Nós assistimos ao filme original e falamos, ‘nos dias de hoje, isso parece fora de época?’ E há momentos de sábio relacionamento em que isso parece sim um pouco fora de seu tempo,” disse o produtor Dan Lin. “Sentimos como se tivéssemos uma real oportunidade de fazer a Jasmine ser uma líder feminina realmente forte nesse filme que talvez ela não fosse tanto no original.”

De acordo com um estudo de 2016 dos linguistas do Pritzker College e da Universidade Estadual da Carolina do Norte que analisava a separação do diálogo entre gêneros em numerosos filmes da Disney, personagens masculinos tinham 90% das falas no “Aladdin” original. (Muito dessa disparidade foi contabilizada pela famosa performance do Robin Williams como Gênio.)

Para ajudar a endireitar esse desequilíbrio e alimentar essa personagem poderosa que é a Jasmine, o compositor Alan Menken de “Aladdin”, em colaboração com a dupla de compositores Benj Pasek e Justin Paul, escreveram uma música para Scott performar, uma poderosa canção chamada “Speechless” na qual a Jasmine expressa seu desejo de libertar sua voz.

“Nós fomos muito inspirados por uma frase bastante misógena do filme original em que Jafar diz, ‘Você está calada, eu vejo. Uma boa qualidade em uma esposa,'” disse Pasek. “No mundo em que vivemos, tantas pessoas precisam libertar sua voz – ou clamá-la pela primeira vez – e ser sinceras sobre quem são e no que acreditam. Foi uma oportunidade emocionante de colocar essa mensagem na voz da Jasmine.”

Construindo a letra dessa música em meados de 2017 antes do escândalo da má conduta sexual de Harvey Einstein estourar, Pasek e Paul não poderiam prever como iriam ressoar com o espírito do momento. “A música foi escrita antes do movimento Time’s Up,” disse Paul. “Eu acho que é só confirmação de que existe uma antiga luta das pessoas que se sentiam marginalizadas e continuam a ser.” Ressaltando os perigos de reimaginar um querido clássico, o novo “Aladdin” enfrentou múltiplas críticas no caminho para as telonas. Após o lançamento do primeiro trailer, muitos apontaram defeitos no Gênio de Will Smith, enquanto outros reclamavam sobre o casting de Marwan Kenzari como o vilanesco Jafar, julgando o ator como bonito demais e não ameaçador o suficiente. A escolha de Scott como Jasmine não ficou livre de controvérsias também.

Apesar de Agrabah ser um país fictício, algumas pessoas usaram as redes sociais para rebaixar a decisão por Scott no elenco, argumentando que a atriz, que é descendente de uma gujarati indiana e um britânico, estaria pegando o papel que deveria ser dado a uma atriz árabe.

“Tantas atrizes árabes no planeta e eles contratam a meio-branca, meio-indiana Naomi Scott como Jasmine,” escreveu um usuário do Twitter. “A Índia não é árabe, Hollywood.”

Scott, provavelmente mais conhecida por espectadores americanos por seu papel no reboot de Power Rangers em 2017, diz que lidar com a pesada crítica que acompanha um projeto de alto escalão como “Aladdin” tem sido “uma boa curva de aprendizado.”

“Você só precisa estar confortável sabendo em si mesmo o que você está fazendo e não permitir que vozes externas alcancem essa parte,” ela diz, apontando para próprio coração. “Eu estou muito orgulhosa desse filme, de quão diverso é o nosso elenco, do que isso representa e da mensagem do filme. Todo mundo é intitulado à sua opinião. Eu não olhava tanto para a esquerda ou para a direita ou escutava o que as pessoas estavam dizendo. Você não pode entrar nesse costume, pode?”

Mesmo enquanto ela espera para ver o que a audiência fará com sua versão de Jasmine, Scott já está olhando adiante para outro papel que vai sair no final desse ano como uma das estrelas no reboot de As Panteras da Elizabeth Banks e cultivando uma carreira paralela como cantora-compositora. Não diferente de Jasmine, ela tem ambições que não serão sufocadas ou contidas. “Eu amo o despencar dos muros que alguém como Donald Glover faz,” Scott diz. “Eu definitivamente não sou alguém que deseja ficar numa caixa. Se você me colocar lá dentro, eu provavelmente romperei tudo de alguma forma. Então seria melhor apenas deixar-me livre.”


Fonte: Los Angeles Times
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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A ‘Gurls Talk’ se sentou para um café da manhã com a atriz e cantora britânica Naomi Scott em uma coletiva de mulheres para discutir seu papel como a ‘Princesa Poderosa’ na adaptação em live action de Aladdin, dirigida por Guy Ritchie e produzida por Dan Lin e Jonathan Eirich. Nós perguntamos à Naomi uma série de questões sobre raça, gênero e empoderamento feminino.

A Princesa Jasmine definitivamente não é uma princesa comum, ela exala força tanto física quanto mental. Como você fez para ter certeza de que estava apta para retratá-la da maneira que fez?

A Jasmine era a princesa que eu mais podia me conectar quando mais nova, eu me sentia mais forte ao assistí-la pois ela era sincera. Ela era a princesa que eu podia interpretar, aquela que eu mais podia me identificar, em termos de aparência e personalidade. Quando surgiu a oportunidade, minha mente começou a fluir pois eu estava pensando em todas as coisas que eu poderia fazer com a personagem para humanizá-la. Como uma atriz eu senti como se eu realmente pudesse fazer algo grande. Eu não sei o que eles estão pensando mas eu tenho um bom pressentimento pois eu amo o que a Disney tem feito com suas heroínas e eu realmente aproveitei o processo de audição.

Tinham algumas coisas que eu queria focar na Jasmine; eu queria trazer um pouco de maturidade. Não queria fazê-la tão nova, ela sabe o que está fazendo, ela é uma política. Eu queria que ela tivesse essa consciência de fundamentos, um sentimento de que ela está resolvida, ela sabe quem ela é mesmo enquanto está tentando encontrar a sua voz e eu queria que ela encontrasse essa voz. Algumas vezes no passado, ao criar esses papéis femininos, havia aquela percepção de que ‘ah, ela é forte porque falou algo astuto para um cara pois ela é audaciosa’ mas não, não é assim para mim. Ela está, na verdade, lutando pelo povo de Agrabah (O país fictício de Aladdin). Isso é feminismo e é importante, e também é o que a faz forte. Você também pode ser forte em sua fraqueza; você pode ser forte e chorar, você pode ser séria e divertida, as mulheres podem ser um monte de coisas diferentes. Mesmo quando as pessoas falam comigo sobre a Jasmine e dizem ‘ah, ela é tão audaciosa,’ o que é ótimo (quero dizer, ela tem algumas sacadas excelentes) mas para mim era sobre a sua profundidade e trazer isso para a dianteira.

Mesmo detalhes pequenos como andar no tapete mágico importaram. É muito fácil, quando se está gravando, esquecer-se desses detalhes mas para mim foi definitivamente um caso de ‘eu preciso pilotar essa coisa em algum momento pois eu posso.’ É muito mordaz para mim pois ela é aventureira por natureza e apesar de ter sido ensinada a ficar comportada por ter uma responsabilidade para sustentar, ela não se conforma aos típicos papéis de gênero, especialmente como uma princesa. Também há uma força em ser comportada, uma força em manter-se firme, ser sábia e ponderada e quando ela escapa do palácio ela também quer explorar, ela não tem medo, então para mim esse tipo de coisa foi importante.

É só que não se trata apenas da Jasmine querendo somente ser Sultana mas querendo liderar por saber que ela possui grandes habilidades de liderança e isso foi o mais importante para mim. Eu não estava reclamando por poder só porque eu posso, a Princesa Jasmine sabe que ela é mais do que qualificada para pegar esse papel tipicamente masculino de Sultana. Eu queria que as pessoas a vissem como uma princesa dos dias modernos que é forte, inteligente e assertiva.

Aladdin pode ser visto como sendo um dos mais diversos filmes da Disney até então, como foi fazer parte de um projeto como esse, um grande filme onde você viu a si mesma representada na tela?

É muito louco porque eu creio que para mim como atriz sempre tem sido um filme interessante como exemplar para a minha jornada, eu não a mudaria pelo mundo pois eu aprendi tanto e eu cheguei a um lugar onde eu sou quem eu sou. Como uma mulher mestiça e para passar por todas as coisas onde você não é o suficiente para uma pessoa ou outra pessoa, é tão bom sentir que eu sou representada de um jeito que é verdadeiramente especial para mim e eu penso para outras garotas, jovens garotas e jovens garotos, ver alguém que eles possam interpretar, especialmente quando você é pequeno é simples mas também poderoso. Uma criança pode não ver todas as nuances, mas elas podem ficar tipo ‘AI MEU DEUS eu posso ser ela!’ então isso é algo que eu percebo ser muito importante e poderoso, eu estou simplesmente tão orgulhosa desse elenco e tudo é perfeito. Assim como o Will trazendo sua sensibilidade e seu tempero para o seu papel foi também muito importante.

Você acha que isso configurará um precedente para a Disney em fazer seus filmes mais diversos?

Eu espero que sim, gostaria de pensar que sim. Eu acho que o que é legal é que estamos começando a ver mais desses tabus sendo quebrados, a ideia de ‘ohh uma líder’ e aí boom Mulher Maravilha e aí boom Bela e a Fera- Obrigada! ‘Ohh um elenco negro?’ e aí Pantera Negra! Eu acho que é bom que estejamos vendo isso sendo jogado fora porque eu acho que também causa efeitos mais num nível psicológico. Algumas vezes não é tão palpável quanto apenas os fatos dos dados, é um sentimento de ‘oh, ok, eu consigo fazer isso’. Por exemplo Pantera Negra, para as crianças negras houve um tempo em que eles só poderiam relacionar ao líder branco por um longo período e agora é tipo ‘confie em mim, você consegue fazer isso também’, como não é na verdade tão difícil e você fica apto a se conectar. O que eu amei sobre esse filme é que foi um baita filme negro e isso se deve ao diretor Ryan Cougler comandando isso que foi tão importante. Antes desse filme as crianças provavelmente pensavam que ser uma pessoa de cor e brincar de ser o líder é algo que elas não poderiam fazer, talvez para aquela uma pessoa dentre milhões mas agora é realmente uma opção viável se eu trabalhar duro.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido e definitivamente para mim eu tive que forjar minha própria pista pois eu sou meio que uma criatura estranha já que eu não sou uma coisa ou outra, então tive que criar meu próprio jeito e eu passei por muita coisa, ser a garota nova e então perder para a opção de negócio potencialmente mais sábio porque para eles isso faria mais sentido, mas agora eu amo e compreendo quem eu sou.

Você canta uma música no filme chamada ‘Speechless’ que eu acredito que será outro grande hino da Disney. O objetivo é uma poderosa mensagem sobre recusar a desistência e quão importante é lutar por aquilo que você acredita. Quão importante foi para você fazer dessa música um dos destaques do filme?

Primeiramente, eu cresci com música gospel, tipo Mary Mary, Kirk Franklin então para mim foi um pouco diferente pois é mais musical e eu nunca tive um treinamento vocal ou qualquer coisa do tipo. Foi um desafio. E era uma música tão difícil. Quando eu escutei, eu fiquei tipo ‘wow!’ se não pela afinação dessa música sozinha.
Quando gravamos aquela cena foi a tempo, especialmente na mídia onde mulheres e homens falavam sobre coisas que aconteceram com eles e eu meio que senti o peso disso, eu estava tipo, você sabe, têm muitas pessoas antes de mim que se expressaram e isso não teve um efeito positivo em suas vidas. Essa concepção que pensamos que as pessoas estão se colocando só por alguma recompensa, é tipo ‘não, esse não é o motivo!’ É duro pois quando você se posiciona você recebe essa repercussão e tiveram pessoas que vieram antes de mim e se colocaram e permitiram que eu me sentisse mais protegida no meu trabalho tipo que incrível, houveram mulheres que precisaram fazer sacrifício, como a minha avó.

Minha família é da Uganda, minha avó tinha 10 filhos e se sacrificou tanto por eles, ela se casou aos 15 e teve o primeiro filho aos 16. Eu olho para a minha avó e penso ‘wow, o que você entregou permitiu-me fazer o que estou fazendo hoje.’ Então essas pessoas na mídia, mulheres que eu conheço ou mulheres que eu acabei de conhecer que me inspiram, tudo isso foi o que eu levei para o lugar quando gravávamos ‘Speechless’. Eu quis dar tudo de mim em homenagem. Eu não queria que fosse bonito, eu queria que fosse bruto, eu tinha veias saltando dos lugares, eu queria que fosse feio nesse sentido, porque ela está brava e está tudo bem ficar bravo algumas vezes. Eu queria fazer justiça à música, precisava ser poderosa, forte e ainda provocante e eu espero que tenha feito isso.


Fonte: Gurls Talk
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil