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A nova Princesa Jasmine da Disney fala com Clarisse Loughrey sobre o que leva para modernizar um clássico para uma nova geração.

“Eu não tenho tempo para me preocupar com o que as pessoas me rotular,” diz Naomi Scott. Suas palavras poderiam muito bem servir como um manifesto para a sua geração. A mulher de 26 anos, como muitos de seus contemporâneos, recusa ser acorrentada: ela é uma atriz, cantora, produtora musical e diretora. Ela é a Power Ranger rosa, do filme de 2017, e uma das Panteras, com um novo reboot chegando aos cinemas no final desse ano. Será, entretanto, mais conhecida em breve como a Princesa Jasmine, do remake em live-action de Aladdin da Disney. E, assim como Scott, essa nova Jasmine não será facilmente definida. Ela tem muito mais em sua silhueta do que esperar príncipe aparecer.

“Ela é tanta coisa em tantos pontos diferentes,” Scott explica. “O que eu amo é que você pode ser forte e pode chorar. Você pode ser forte e se sentir fraca.” A atriz diz que a palavra “atrevida” aparece bastante ao descrever a personagem, mas ela acha a palavra um pouco redutiva. “Sim, ela é atrevida, mas o mais importante é que ela na verdade está lutando pela liberdade de escolha de seu povo,” ela diz. “Isso é o feminismo, não é só um comentário gracioso.”

Para uma atriz à beira do estrelato, Scott não parece excessivamente inquieta sobre cultivar uma imagem. Ela está feliz só por ser ela mesma. Nós estamos em um luxuoso quarto de hotel em Londres – empoeirado em cada extremidade dos tipos de sofá que ameaçam te engolir inteiro – mas não demora muito para que a formalidade forçada ao nosso redor se dissipasse. Nós logo somos apenas duas mulheres de vinte e poucos anos, discutindo animadas sobre Mulan de 1998 (outro filme da Disney previsto para um remake em live-action). Particularmente, o momento em que a homônima heroína supera o fracasso, prova a si mesma para os outros soldados, e escala até o topo do mastro de madeira que ninguém mais havia conseguido conquistar. “É a metáfora perfeita de uma mulher em um mundo de homens,” ela diz. “Pois para a mulher, muitas das vezes, existe essa sensação de que devemos trabalhar duas vezes mais pesado.”

Scott também dá créditos a Mulan por tê-la ajudado a enxergar além das limitações que as garotas são ensinadas a colocarem em si mesmas, e a presunção de que elas não têm direito de competir com os meninos. “Eu não sei de onde isso vem,” ela diz. “É muito do subconsciente e pode ser muito sutil, sabe? Eu cresci rodeada por uma família maravilhosa.” Scott nasceu em Hounslow, Londres, porém sua família se mudou mais tarde para o leste, do outro lado da cidade, para Woodford. Sua mãe, que é de descendência gujarati indiana, nasceu em Uganda, enquanto seu pai é inglês. “Eu não fui ‘desligada’ de modo algum, mas é só a sociedade em geral, certo?” Scott continua. “Parece tão simples, mas por algum motivo, sempre teve essa coisa de: ‘Não, você não consegue.'”

Ainda, enquanto a princesa dos anos 90 pode ter parecido empoderada para uma geração, os tempos mudam.
“Eu amava essa personagem,” Scott diz sobre a Princesa Jasmine. “Ela era a minha princesa da Disney favorita e ela fez-me sentir empoderada. Ela se posicionou, ela queria lutar pela escolha de casar. Mas no nosso filme ela é muito mais ativa.”

Claro, ela ainda tem que escolher um pretendente no infinito desfile de pretendentes escandalosos aparecendo na sua porta (incluindo o Príncipe Ali, que na verdade é o “rato de rua” Aladdin, promovido com uma nova identidade após usar um dos três desejos do Gênio), mas agora ela tem um controle bem maior na lei de Agrabah. Ela vem para destruir o conselheiro de seu pai, o vilanesco Jafar, que tem seus próprios planos de tornar o reino em um vasto império. E em nenhum momento ela precisa colocar uma roupinha sexy vermelha e seduzi-lo, como a Jasmine de 15 anos faz no original. “Ela estudou tudo,” Scott conta. “Ela é uma política. Eu queria que ela tivesse tato e fosse forte, pois ela não está dizendo que quer liderar só por dizer. Ela está apresentando habilidades de liderança.”

Essa Jasmine é também mais madura do que sua precedente, uma vez que Scott não queria interpretá-la “tão nova e extravagante.” Ela acrescenta: “Há o senso de que ela conhece a situação em que se encontra. Ela entende porque seu pai é superprotetor, ela cronometra o Jafar. Ela vê tudo.”

A Jasmine refeita no século 21 ganha seu próprio mostruário musical em “Speechless”, um marcante novo número com música de Alan Menken, que compôs o filme original, e letras da dupla de La La Land, Benj Pasek e Justin Paul. Musica, em verdade, foi o primeiro amor de Scott. Ela apresentava na banda de jovens na Bridge Church em Woodford, onde ambos pais são pastores. Um momento fundamental chegou quando ela cantou “Say a Little Prayer” da Aretha Franklin num acampamento local de verão. “Eu me recordo ficar tipo: ‘Eu não acho que estou sendo delirante aqui. Acho que eu tenho uma voz realmente boa,'” ela diz. Daí em diante, o único futuro que ela viu para si foi como artista. Sua primeira revelação veio como cortesia do House of Mouse, com papéis na série do Disney Channel UK, Life Bites, e o filme Lemonade Mouth de 2011. Ela também lançou dois EPs e uma linha de singles.

Scott foi criada na música gospel, e é informalmente seu estilo desde então, o que significa que Aladdin marcou um maior departamento para ela – ela nunca teve aulas de canto, e certamente não foi classicamente treinada. Mas era importante para ela que a Jasmine mantivesse essa inexperiência. (Para demonstrar o oposto, Scott começou a vocalizar como a Branca de Neve e eu meio que esperei que um pássaro voasse pela janela e pousasse em seu dedo.) A atriz cantou muitos de seus números ao vivo. “Eu quis que parecesse o mais natural possível, sabe?” ela explica.

“Speechless”, em particular, funciona como um hino de poder, alinhado com o “Livre Estou” de Frozen. A Jasmine teve que sorrir e tolerar muitos abatimentos vindos de Jafar, um homem que acha que ela seria melhor ficando calada e complacente. Como Scott percebeu, é um momento que muitas mulheres podem se relacionar. Para ela, significa a percepção de Jasmine de que “eu posso perder essa briga, mas é válido que eu fale algo, pois eu tenho uma voz.” A atriz não só apresenta a música, ela a libera como um rugido, conforme as lágrimas escorrem por seu rosto e as veias de sua testa saltam. “Eu quis que ela tivesse essa chama dentro de si,” ela diz.

Além da Jasmine, o novo Aladdin também carregou a responsabilidade de atacar o legado original de representação cultural: para alguns, significou muito crescer com personagens que na verdade parecessem com eles, enquanto outros discutiram que os esteriótipos apresentados terminaram fazendo mais estragos do que fazendo bem. A letra “onde eles cortam a sua orelha se não gostarem da sua cara” por exemplo, foi removida do número de abertura “A Noite na Arábia” após protestos do comitê de árabes americanos anti-discriminação e o acadêmico Jack Shaheen.

Enquanto a animação usou elenco de dubladores brancos, o novo remake colocou ênfase na diversidade de seus protagonistas. Ao lado de Scott, Mena Massoud, que interpreta o Aladdin, nasceu no Cairo de país cópticos egípcios e emigrou para o Canadá quando era novo. Marwan Kenzari, que interpreta o Jafar, é holandês, nascido de pais tunesinos. “Estou tão orgulhosa de quão diverso o nosso elenco é,” diz Scott. “Para mim na infância, a Jasmine era a minha princesa, provavelmente porque eu me via nela. Ela era alguém que eu poderia interpretar.”

Talvez como um cabeceamento do material de pesquisa da história, Mil e Uma Noites, uma coleção de folclores com raízes através do Oriente Médio e Ásia, o Aladdin original desenhou um misto de culturas para criar a cidade fictícia de Agrabah. Scott, certamente, tomou os elementos do Sul Asiático quando criança. “Isso soa bobo, mas mesmo algo como Rajah [o tigre da Jasmine], eu lembro de ser algo super simbólico na cultura indiana.”

É uma abordagem que tem sido adotada de maneira ainda mais apaixonada para o remake. Scott descreve o cenário do filme como um “portão para o mundo oriental”, com o time de produção desenhando de influências do Oriente Médio, sul asiático e até chinesas. “Nós criamos um mundo que várias pessoas diferentes podem pegar as coisas e levar com elas,” Scott conclui. “Eu acho que, principalmente para as crianças pequenas, ver elas mesmas num personagem é realmente poderoso. Mesmo se elas não pegaram os detalhes, as coisas pequenas, elas provavelmente pegam isso subconscientemente. Para mim, isso é bonito.”


Fonte: The Independent
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Ela usou a Rainha Rania da Jordânia como inspiração, acha que as garotas deveriam pegar mais de seus ídolos, e diz que ela não é a Ariana Grande… ainda. Conheça Naomi Scott, a próxima grande britânica de Hollywood.

Naomi Scott entra no quarto envolta de um branco roupão turco e sentou-se num sofá chesterfield. De repente ela alcança e agarra o ditafone. Ela fala nele, testa – ‘Sim, a qualidade do áudio está boa’ – e entrega para mim, sorrindo. ‘Ok, vamos arrasar!’

Scott é brilhante, divertida companhia, seus grandes olhos radiando calor e intensidade conforme ela fala sobre tudo acerca de sua missão de ajudar a fundar clínicas para mães e bebês no Togo (em um momento ela realmente parece prestes a chorar) de ser uma WAG (seu marido, Jordan Spence, joga no Ipswich Town FC. Nota da tradutora: WAG é o termo em inglês referente às mulheres e esposas de celebridades esportivas), de sua carreira como cantora.

Ela não está com o rótulo de gravação, portanto ela ‘mantém o controle criativo’ – e todo o potencial de renda? ‘Sim, garota! Eu não estou dizendo ser a Ariana Grande no momento mas eu possuo minha própria chefe e minha publicação, e há força nisso.’

Se alguém a comparasse com um personagem de desenho, seria a Princesa Jasmine de Aladdin, a parte que ela interpreta ao lado de Will Smith como o Gênio na versão em live-action do filme de 1992 da Disney. Ela também se juntou à Kristen Stewart e Ella Balinska no novo trio As Panteras, dirigido por Elizabeth Banks. Esse filme virá logo após Aladdin: esse é definitivamente o ano de Scott. Mas ela está pronta.

Aos 26, ela tem estado na indústria por mais de uma década. ‘Eu tive alguns anos no início dos meus 20 quando eu estava quase conseguindo trabalhos e não os conseguindo. Esse foi um tempo realmente importante pois eu aprendi: meu mundo desmorona? Estou deixando isso ser minha identidade? Fico contente que eu passei por isso antes de entrar numa plataforma mundial.’ Estrelar em Aladdin é um sonho de infância se tornando realidade. ‘A Princesa Jasmine sempre foi a minha princesa da Disney quando eu era pequena,’ ela diz, ‘apesar de eu ser mais parecida com a [guerreira chinesa] Mulan em minha personalidade.’

Scott passou seus primeiros anos em Hounslow, antes de sua família se mudar ‘para o outro pedaço muito asiático’ ao redor de Londres, como ela coloca – o subúrbio nordestino da Woodford do Sul. Seus pais são ambos pastores na igreja Bridge Pentecostal local, uma parte importante de sua vida. ‘É uma comunidade muito diversa na igreja, nós somos uma grande família,’ ela diz. ‘Toda a minha criatividade é tão conectada à minha espiritualidade, pois é daí que eu acredito que tudo surge: minha criatividade vem da minha fé.’

Ela iniciou sua carreira como adolescente em puras produções da Disney TV, então o progresso até Aladdin faz sentido, mas ela ainda fez o teste ao lado de outras 1.000. Ela esqueceu de seguir as instruções de trazer um vestido (‘eu não tenho esse tanto de vestidos’), e teve que correr à Topshop para conseguir ‘alguma coisa, qualquer coisa.’ Mas ela tinha convicção, e sabia que ela ‘queria interpretar a Jasmine como uma jovem mulher, não uma menina’.

‘Essa foi a procura de elenco mais globalmente extensiva que eu tenha me envolvido, e quando vimos Naomi, nós sabíamos ter encontrado a nossa Princesa Jasmine,’ diz Ritchie. ‘A Jasmine é uma forte mulher que luta pelo povo de Agrabah, e a Naomi trouxe tanta autenticidade ao papel. Ela trouxe muita energia para o set, também. Desde cantando Parabéns Para Você para o elenco e a produção até brincar com minhas crianças quando elas vieram para o set, ela é fantástica, e sua Jasmine é uma encarnação revigorada da personagem.’

Algumas pessoas entraram no Twitter para criticar o seu casting por sua etnia, que é meio branca inglesa, meio gujarati – nascida em Uganda, sua mãe Usha foi expulsa durante a regra de Idi Amin – ao invés de ser do Oriente Médio, a configuração tradicional da história de Aladdin. Um exemplo de comentário: ‘eu amo a naomi scott mas eu não amo a ideia de que “pessoas marrons são substituíveis” que hollywood acredita então é um não para mim huehue.’ Ela suspira.

‘Você não pode genuinamente agradar todo mundo. Esse sentimento de ser incompreendida pelas pessoas comentando sobre mim – se eu puser energia nisso, não irei a lugar algum. Eu só tenho que continuar a dar os passos que eu me sinto confiante em dar com pessoas que eu amo e confio atrás de mim…’ Parece doer. ‘Claro. Você é humano.’

O plano era ‘adicionar profundidade e preenchimento à personagem da Jasmine, humanizá-la – e empoderá-la’. Em 1992 a Jasmine era graciosa, mas não em 2019. ‘Acredite em mim, ela abandona a graça. Ela não se contêm e caminha para liderar seu país quando ela deve fazê-lo.’ Como uma inspiração Scott menciona a Rainha Rania da Jordânia, cujo trabalho humanitário a impressiona. ‘Ela parece ser super-hiper-legal,’ Scott diz. ‘Na verdade eu vou conhecê-la quando formos a um evento de tapete vermelho na Jordânia.’ (Parte do filme foi gravado em locação lá.)

Então as princesas dos filmes infantis têm evoluído, após Frozen? ‘Ah, 100 por cento, nós esperamos mais – e devemos ter mais,’ Scott concorda. Benj Pasek e Justin Paul, dois dos compositores por trás de La La Land, uniram-se ao lendário compositor da Disney Alan Menken para escrever o novo solo da Jasmine chamado Speechless.

‘É ela dizendo, “eu não serei silenciada.” É muito atual. Ela pode não vencer a batalha, mas ela canta para todos os que vêm depois dela, do mesmo modo que mulheres falando como parte do #MeToo [estão]. Não é divertido para elas… Não há nada a ganhar para elas, seja o que falarem. Elas estão pensando, “Estoy fazendo isso por minhas meninas, por aquela atriz de 15 anos chegando.”

Scott não passou pelo tipo de abuso que tem sido exposto no movimento #MeToo. ‘Eu fui 100 por cento bem tratada como uma jovem atriz e eu devo isso às mulheres que vieram antes de mim e pressionaram isso para frente.’ Isso é, para ela, a ressonância de Speechless. E ela tem os pulmões para vender isso.

Cantar é o super poder de Scott. ‘A música é o meu primeiro amor,’ ela diz. Na infância ela estaria cantando gospel com a banda da igreja todo domingo, ‘e agora, mesmo não estando cantando necessariamente gospel, continua ali, o sentimento de graça e amor… eu realmente realmente gosto do frio na barriga de apresentar ao vivo, como todo mundo eu continuo ficando nervosa.’ Aos 11 anos ela participou de um acampamento da igreja chamado Quer Cantar, Vai Cantar. ‘Foi quando eu percebi, “Oh, isso não é só algo que eu goste de fazer, eu sou boa nisso…”‘

Ela foi ‘marcada’ aos 12 anos num evento da igreja por Kélle Bryan, integrante do grupo de R&B Eternal nos anos 90. ‘Estava cantando só para preencher um intervalo… e então [Bryan] me escutou de outro salão. Antes mesmo de me ver.’ Bryan agenciou Scott à sua agência de talentos. Com seus contatos e apoio, Scott ganhou partes em publicidade antes de ser elencada para Life Bites da Disney, um programa de TV de esquetes para pré-adolescentes com base no Reino Unido.

‘Nós não somos o tipo de família que salta sobre as coisas brilhantes ou pensa, “Ooh, uma grande oportunidade.” Mesmo que seja grande, não significa ser correto,’ ela diz. Mas a Disney, com seu conteúdo saudável, pareceu certo, e Scott aos 17 anos foi para Hollywood para gravar um papel principal no filme Lemonade Mouth da Disney TV, sobre uma banda que se conhece na detenção. Só Bryan a acompanhou. ‘Kélle foi muito protetora. Eu era muito verde, era o meu primeiro filme. Eu aprendi no trabalho; não tinha treinamento, sem escola de teatro,’ ela diz.

Ela é uma enxertadora? ‘Não, eu sou muito instintiva. Eu aprendo minhas falas, tenho uma ideia de o que minha personagem está sentindo e então vejo o que acontece no dia. Eu acho que você deve estar apto a tomar notas, ser flexível e mudar as coisas no percurso. É bem diferente de estar despreparado.’

Ela olha para trás para Lemonade Mouth com carinho. ‘Eu conquistei amigos para a vida toda e as pessoas ainda me reconhecem majoritariamente por esse filme.’ Logo em seguida ela foi ofertada com um protagonismo em Terra Nova, uma série da Fox de ficção científica gravada na Austrália, o que significaria abandonar suas provas. ‘Eu só sabia que deveria que fazer isso,’ ela diz. ‘Nós fomos a uma reunião com meus pais e meu professor chefe, que simplesmente disse, “É, ela deveria ir.”‘ Aconselhada a ter um professor de nivelamento ‘pois atuação é difícil’, a resposta de Scott foi: ‘Não, não, não, não, não, não, não, não. Eu não tenho tempo pra isso, NÃO!”

Mas quando ela estava no início de seus 20, as coisas pararam, após sua participação no filme do Matt Damon, Perdido em Marte, ter acabado no chão da sala de cortes. ‘Eu realmente não os culpo, pois eu fui terrível,’ ela diz. ‘Era tudo muito grandioso, Ridley Scott dirigindo e assim por diante, que eu fiquei muito nervosa e chocada, com a boca seca. Eu congelei completamente. Isso me ensinou quão difícil é para as pessoas que vêm ao set para fazer uma única cena. Agora se eu estou como regular em um filme eu dou o meu jeito para que esse ator sinta-se realmente confortável.’

Aos 21, Scott casou com o defensor Britânico-Jamaicano Spence, seu amado da infância. ‘Ele é um jogador de futebol então as pessoas não esperam por isso’ – ela revira os olhos – ‘mas ele é um ávido leitor.’ Em uma noite comum eles vão assistir aos Artistas do Ano no Sky Arts. Ele vai cozinhar. Spence estudou numa escola chique na região, Scott em uma escola abrangente, mas eles se conheceram na igreja de seus pais.

‘Eu nunca fui essa pessoa que queria casar cedo. Isso nunca foi o que eu havia ansiado, mas não é esse o caminho?’

Eles vivem juntos do lado de fora de Colchester, perto de Ipswich Town. ‘Mas uma transferência pode significar que você precisa levantar e sair instantaneamente. Isso pode acontecer com qualquer um cujo parceiro é um jogador de futebol. Algumas dessas mulheres são incríveis. Algumas trabalham, algumas ficam em casa com as crianças, mas essas mulheres amam suas famílias e isso me enlouquece, esses velhos esteriótipos.’ A ideia de WAGs ser superficiais e mimadas? ‘Sim, e eu estou tão cheia com isso.’

Scott também fica galvanizada discutindo a questão de raça no futebol. ‘Meu marido recebeu abusos no campo, mesmo em casa. Ele teve algo jogado nele em campo.’ A reforma virá somente quando houver um misto de diversidade de pessoas em todos os níveis no futebol, ela acredita.

Ela aponta que vê jogadores como o Raheem Sterling do Manchester City recebendo publicidade negativa sem razões aparentes. ‘Ele compra uma casa e é chamado de fanfarrão, seu colega branco compra uma casa e “ooh que adorável, é para a mãe dele”. Mesmo que a casa do Raheem Sterling fosse realmente para a sua mãe. Quando as pessoas dizem que não é uma questão de raça, eu acho que isso é tolo.”

Apelidados como ‘os novos Posh e Becks’, Scott e Spence estão interessados em usar seus status para promover certas causas. Spence trabalha com caridade e saúde mental na Suffolk Mind, e Scott é uma embaixatriz para a Compassion UK, uma caridade baseada na igreja cujo apelo atual volta-se para replicar no Togo um programa de saúde de maternidade que ela viu funcionar brilhantemente em Ruanda, com doações combinadas pelo Departamento do Desenvolvimento Internacional do Reino Unido até o final de junho. ‘Nós dois mantemos perspectiva sobre querer fazer algo útil, não só para nos sentirmos bem conosco mas por que isso nos inspira.’

Scott tem ligações familiares próximas da África. Sua avó, uma gurajati ugandiana, veio para o Reino Unido com 10 crianças. ‘Minha vó passou por muitos altos e baixos, financeiramente. Mas quando não tinha muita comida por perto ela era tão engenhosa, eles diziam que poderia fazer qualquer coisa a partir de farinha e água… os sacrifícios que ela fez chegando aqui e então dizendo para suas filhas, vocês casem com quem quiserem casar. Agora ela me inspira.’

Nós pausamos a entrevista para que Scott possa trocar seu roupão por uma roupa de caminhada preta Criminal Damage de veludo e itens de treino da Alexander McQueen. ‘Eu amo o meu estilo, acredite. É arte que você veste. Eu aproveito e aprecio.’ Ela agraciou a capa da British Vogue em abril e, para sua sorte, tem um mundo inteiro de tapetes para andar. ‘Ah, quando Aladdin sair vai ser maneiro.’

Não, não vai, eu disse – vai ser mental. ‘Quero dizer,’ ela fala pensativa, ‘minha carreira estará crescendo organicamente, o que é melhor do que só “whoosh!” da noite pro dia.’

Aladdin da Disney nos cinemas em 23 de Maio de 2019.


Fonte: Telegraph UK
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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A atriz e cantora britânica, Naomi Scott, está prestes a chegar nas nossas telas como Princesa Jasmine no remake em Live Action de Aladdin da Disney. Uma apaixonada apoiadora da Compassion por mais de sete anos, nós nos encontramos com Naomi para escutar, em suas próprias palavras, o porquê de sua determinação para defender a voz de garotas ao redor do mundo.

Naomi, você recentemente viajou para Ruanda para ver os projetos da Compassion Child Survival como parte do seu recurso da Different Path. Agora que está de volta ao lar, poderia compartilhar algumas reflexões da sua viagem com a gente?

Ruanda é um país incrível. As comunidades que eu visitei como parte do recurso Different Path eram surpreendentes e as pessoas que conheci eram tão resilientes. Eu vi por mim mesma como as pessoas se juntaram. Esse era o tema entre as linhas da viagem – a linguagem universal de mulheres se juntando, se ajudando e se empoderando.

Mães são a fonte da vida, então eu vi como começar a educar as mulheres e ajudar as mulheres nesse estágio da vida tem um efeito tão positivo em muitos aspectos diferentes incluindo pobreza e crescimento econômico.

Para mim, eu amo que num contexto de um projeto da Compassion, que é sempre conectado a uma igreja local e enraizado numa comunidade, as gestantes recebem a instrução e ajuda para garantir uma vida mais saudável para a sua família. Isso tem um incrível impacto nas gerações futuras.

Você também visitou a Etiópia com amigos da igreja de seus pais em Essex. Poderia nos contar um pouco sobre ver nosso Programa de Apadrinhamento de Crianças em ação e conhecer uma das suas três crianças afilhadas?

Quando eu visitei o projeto Compassion eu vi que dar esperança às crianças é o coração e a cultura da Compassion.

Eu lembro que fomos à sede e vimos como as cartas dos padrinhos são classificadas. Nós aprendemos muito sobre como as crianças são incrivelmente protegidas através do programa de apadrinhamento. Conhecemos um cara chamado Tsehaywota que é o Diretor Nacional da Compassion na Etiópia. Ele é um homem extraordinariamente humilde. Fui atingida por todos os funcionários serem tão receptivos, tão alegres e entusiasmados com o que estão fazendo. O amor pelas crianças realmente corre por toda a organização.

Eu vi o impacto que a Compassion tem na vida de uma criança. Que quando você apadrinha uma criança, você providencia cuidados médicos, cuida de seu bem-estar emocional e social e garante a chance para uma boa educação. É muito holístico o que é algo que eu realmente amo. Por fim, está mostrando o amor de Deus e mostrando a graça de Deus.

Nós amamos sua paixão por empoderar mulheres e garotas pelo globo. Por que você acha queria importante para as meninas que tenham fortes papéis como modelos?

Para mim, é tudo sobre insinuar valor e esperança. Eu acho que quando nos sentimos valorizados nós começamos a sonhar, é onde começa. É tão importante trazer jovens moças ao entendimento de que elas têm uma voz, elas têm algo a oferecer.

As mulheres que eu conheci em Ruanda, mulheres como Ernestine e Eugenia, eram tão inspiradores! Elas pegavam nada e transformavam em algo.

Com os projetos Child Survival, eu vi o impacto quando as mulheres começam ousando pensar, ousando sonhar.
Quando elas se juntaram você podia ver que elas se sentiram amadas. Você podia ver que a Compassion está ajudando as mulheres a entender que elas têm mais a oferecer, engrandecendo-as e dando a elas mais oportunidades.

Estamos tão ansiosos para o seu papel como Jasmine no novo filme da Disney em Live Action de Aladdin. Poderia nos contar um pouco sobre o papel?

Eu sempre tentei ser muito pensativa sobre os papéis que consegui.

Quando a oportunidade apareceu para o remake de Aladdin, eu estava muito consciente de que a Jasmine era a minha princesa da infância. Então sim, eu quis conectar-me a ela nesse nível, nas eu também queria levar o papel além.

É 2019 e eu amo o que a Disney está fazendo com as suas heroínas. Consigo me lembrar de sentar com um dos produtores e perguntar sobre a visão deles para a personagem e realmente pareceu que estavam os na mesma página.

Nós falamos essas palavras como ‘forte’ – que é uma palavra recorrente no momento – nós queríamos ‘mulheres fortes’. Mas para mim, é também sobre contar a história de uma mulher. Ter uma narrativa feminina, qualquer que seja ela.

Eu amo que o que nós imaginamos para a Jasmine foi sim, todas essas coisas que amamos sobre a versão animada do filme. Mas também, que queríamos retratar que ela está verdadeiramente lutando pela escolha, libertação e liberdade de seu povo. [O diretor] Guy Ritchie foi campeão nisso. A Jasmine quer conduzir seu povo! Ela pode ver que o Jafar é um velhote desonesto! Seu objetivo no início do filme é ‘como eu posso me conectar às pessoas de forma que eu posso liderá-las?’

No filme do Aladdin nós temos essa incrível música nova chamada ‘Speechless’. A essência música é sobre encontrar a sua voz. Que coisa atual! Existem tantas pessoas no nosso mundo que foram silenciadas, caladas, negligenciadas. Eu sei que é uma música em um filme da Disney – e os problemas que nós vemos e os problemas que a Compassion lida são duas coisas diferentes – de qualquer forma, para mim, elas continuam conectadas num caminho. Eu sou tão apaixonada por dar uma voz às pessoas.

Aladdin é uma história muito amada – foi divertido de fazer? Poderia nos contar sobre alguma história engraçada que você tem no tempo em que estava gravando o live action de Aladdin com o elenco?

Isso pode soar uma coisa boba, mas no trailer de Aladdin eu desço uma íngreme escadaria e eu estou com esse figirino louco, eu estava calçando salto alto e eu tinha um vestido com uma cauda de 10 pés! Então estavam os gravando eu descendo as escadas e as portas se abriram e o time disse ‘Nay, você acha que conseguiria não olhar para baixo?’. E quer saber? Esse foi um daqueles momentos em que você se sente brincando, ‘oo claro, por que você não tenta botar esse vestido, calçar esses sapatos e descer as escadas olhando pra frente!’.

Mas eu sou uma pessoa muito competitiva e eu disse, tudo bem, eu tenho que fazer isso! Eu fiz e fiquei super orgulhosa. Eu desci as escadas sem olhar para os meus pés nenhuma vez! Que com todas as acrobacias que o Mena Massoud [Aladdin] fez, todas as coisas que o Will Smith [Gênio] fez, eu garanto a você que nenhum dos dois teria capacidade de fazer isso!

Você também está estrelando em As Panteras que chega aos cinemas no final do outono. Como foi trabalhar com a diretora Elizabeth Banks e a equipe?

Ter Elizabeth Banks no leme de As Panteras foi incrível. Que esperta, incrivelmente talentosa e multi-facetada mulher. Por ela ser uma atriz, ela quis que nós fizéssemos as nossas próprias escolhas. O que era um pouco assustador às vezes mas foi brilhante!

Ela foi fantástica. Mesmo coisas tão pequenas como o fato de Kristen Stewart, Ella Balinska [as outras Panteras] e eu termos alturas tão diferentes! Teve também uma pressão para que o elenco fosse igual então foi tão revigorante quando Elizabeth disse, ‘eu não ligo que vocês têm diferentes alturas, vocês são pessoas diferentes’.

Você tem algum outro papel favorito para encontrar? Você teve uma carreira tão variada de Lemonade Mouth para Terra Nova e depois indo interpretar a Power Ranger rosa, Kimberly. Como foi fazer parte dos Power Rangers?

Meu papel em Power Rangers foi realmente interessante para mim porque foi incrivelmente físico. E novamente os figurinos foram um desafio! Eu e a minha parceira Ranger Becky Gomes literalmente nos sentimos como os Teletubbies naquelas roupas! Não era só látex, tinha o peso das camadas então parecia mesmo uma armadura. Você não conseguia nem andar então nós tínhamos que gingar!

Poderia compartilhar um pouco sobre como a sua fé Cristã moldou você e a sua carreira? Por que Isso é tão importante para você e seu marido Jordan Spence?

Meu esposo e eu estávamos na verdade falando sobre isso ontem. Algumas vezes nos perguntam, ‘Como vocês equilibram sua fé com o que vocês fazem?’ Mas para mim, eu não sei como eu viveria sem minha fé.

Aquela paz que você sabe que você é amado e valorizado é algo que me mantém incrivelmente fundamentada, incrivelmente focada. Honestamente, eu não vejo isso como algo separado, isso adiciona. Minha fé é só uma parte do que eu sou e do que eu faço.

A vida é incrivelmente empolgante no momento, tem muita coisa acontecendo. Nós só pensamos uau. Graça de Deus. Mas não importa o que aconteça, não importa o que alguém diz sobre mim no Twitter, seja o que for que o futuro guarda, saber que isso não me define é incrível. Saber que isso não expressa a minha identidade em nenhum tom ou forma (apesar de ser mais fácil falar do que fazer). Isso vai ser a coisa que me mantém indo. Mantendo o principal, o principal de tudo.

Muitas pessoas te conhecem como Naomi Scott a atriz, mas você também é uma incrível e talentosa musicista. Conte-nos sobre sua música e o que alimenta a sua criatividade?

A música sempre foi o meu primeiro amor. É parte de quem eu sou. Então aconteceu de que tinham outras coisas criativas e canais e a atuação veio como a vanguarda de hora em hora. Mas em termos de todos os diferentes aspectos de mim, eu os vejo como um. Eu sou uma artista e eu amo criar coisas.

Estou muito ansiosa por conseguir uma música nova saindo esse ano. Mesmo na indústria musical têm certas armadilhas que você pode cair em termos de ter que fazer algo de uma certa maneira, buscando as correntes, buscando as visualizações. Você sabe, quando Jordan e eu discutimos coisas como essa nós dizemos, ‘vamos simplesmente fazer o trabalho que amamos.’

Nós frequentemente tentamos conhecer nossos apoiadores em 1 minuto! Poderia nos contar o que você esteve recentemente…

Lendo? Eu acabei de ler esse livro chamado ‘Just Mercy’ do Bryan Stevenson. É uma incrível, incrível história. Você deveria ler!

Assistindo? Eu sou sempre muito inspirada por filmes como A Ilha dos Cachorros, Grand Budapest Hotel e Moonrise Kingdom do Wes Anderson.

Escutando? Estou obcecada em Koffee, o novo álbum da Ariana Grande, Solange.

Vestindo? Eu tenho essa jaqueta que eu absolutamente vesti demais! É uma jaqueta bomber e é a minha coisa favorita do mundo. Jordan comprou para mim de aniversário.

Grata por? Eu tenho a melhor equipe e a melhor família ao meu redor.

Rezando por? Estamos rezando que aproveitemos esse momento a seguir e que sempre mantenhamos o principal como o principal.


Fonte: Compassion UK
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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É o aniversário da Naomi Scott, mas você não saberia disso na atmosfera de seu quarto no Mark Hotel na tarde da segunda-feira. “Eu sei, loucura, né?” ela disse quando a desejei um feliz 26º ano. Num aniversário comum, a nova garota da capa da W estaria “simplesmente relaxando, saindo com a família e amigos,” ela explicou; provavelmente teria “comida envolvida em algum momento”. No seu aniversário mais memorável, quando fez 21, seu marido, o jogador de futebol Jordan Spence, a pediu em casamento. Esse ano, entretanto, ela está celebrando com uma grande, grande festa – a maior, pelo menos no que diz respeito à moda: o Met Gala. Esse era para ser o seu primeiro, e ela foi participando como uma convidada do designer da Burberry, Ricardo Tisci, que construiu para ela uma roupa customizada.

(Spence, enquanto isso, planejava assistir a algum jogo de basquete no bar do hotel antes de encontrá-la mais tarde em uma das pós-festas do Met. Pareceu uma boa, eu falei para ele.)

Então ao invés de balões,  sacolas e bolo de aniversário, o quarto de Scott estava cheio de paletas de sombra, cabides de vestidos, e uma frota inteira de ferramentas para o penteado. Um pelotão de estilistas, incluindo o estilista pessoal dela, Zadrian Smith, montaram suas bases de guerra pelo quarto. Sua prima, Tiffany Pope, atuou como fiscal do tráfego durante todo o processo de preparação, orquestrando quem entrava, quem saía, para onde ia. (Mais cedo, como foi visto nos stories do Instagram da Scott, Pope também pregou balões roxos pela suíte.) De um lado do quarto, na frente de um espelho de comprimento total, Scott sentou, uma toalha a envolvendo, enquanto uma maquiadora e um cabelereiro limpavam seus olhos e prendiam seus últimos fios de cabelo.
Sua roupa – espartilhos pretos de seda-cetim e calças pretas “grain de poudre” que combinavam com uma cota de malha sobre o vestido composta de cristais, painéis de PVC, e ligamentos prateados com um tufo de penas de marabu flutuando das costas – esparramadas na cama.

Scott recebeu os primeiros esboços de sua roupa da Burberry há um mês: era muito parecido com o resultado final, mas as penas foram uma adição posterior. “Sabe quando tem aquela única coisa que amarra tudo junto ou explode o visual?” ela perguntou. “Para nós, era isso.” Talvez não as “três mil penas” que Susan Sontag descreveu em seu ensaio inicial “Notes On Camp’,” que informou ser o tema da Met esse ano, mas com ação crítica de penas mesmo assim. O tema desse ano provou-se árduo, em grande parte as formas mais puras de camp não estão “tentando” ser um camp totalmente. “O Camp Puro é sempre natural,” Sontag escreveu no “Notes On ‘Camp.’ ” “O camp que sabe em si ser um camp é normalmente menos satisfatório.” Tem que ser exagerado, sério, artificial, lúdico, tudo ao redor de “muito”. Mas no térreo do lobby do hotel, lá estava Janelle Monáe com uma torre de chapéus; Elle Fanning em um conjunto “Vale das Bonecas” psicótico rosa-pêssego; e o vencedor da “RuPaul Drag Race” Violet Chacki com uma comboio em forma de luva. Alguns participantes fizeram seu dever de casa.

Quando ela escutou “camp,” Scott imaginou vestidos de baile; ela ficou aliviada ao descobrir que a proposta de Tisci era algo mais andrógeno, sobrepondo a feminilidade tradicional (uma silhueta cheia de jóias agitadas) à masculinidade tradicional (calças de smoking). “Eu fiquei tipo, ‘Oh, na verdade, isso é meio maneiro, fazer algo inesperado,” ela falou. O inesperado, para Scott, é o ponto crucial do camp: “É aquilo que talvez não seja considerado apropriado,” ela diz, citando a revolução sexual dos anos de 1920 – uma clara referência de seu visual – quando mulheres começam a “brincar um pouquinho mais com o gênero.”

Possivelmente totalmente no camp, Tisci pegou a estética da Burberry e levou ao extremo. “É essa visão consistente, é só uma versão elevada disso,” ela disse. O mesmo vai para a sua ícone de camp Kate Bush (“me corrija se nós não a acharmos camp,” Scott acrescentou como um aviso legal), cujo vídeo “Wuthering Heighs” aparece sério em suas intenções, ainda ultrajante, exagerado em sua aparência e som.

Naomi Scott conheceu Tisci, que assumiu a Burberry há pouco mais de um ano e fez sua estréia na coleção de primavera de 2019, durante um ajuste para o visual; como ela conta, eles se deram bem imediatamente. “Obviamente eu o admiro e acho que ele é incrível e um gênio e ele ama e celebra as mulheres, mas de um jeito muito legal e puro,” ela disse. “Nós funcionamos juntos.” (Tisci, por sua vez, se referiu à sua convidada da Met como “uma verdadeira estrela brilhante em todos os sentidos” e um “belo espírito” em um e-mail.)

Como parte do clã da Burberry, Scott sentaria com as modelos Fran Summers, Irina Shayk e Mariacarla Boscono, e os atores Alexander Skarsgard e Ezra Miller (cuja roupa fará você se sentir tonto mas que certamente também fez o dever de casa) na festa – mas o que ela estava realmente procurando, disse ela, era sua iminente reunião com suas co-estrelas em As Panteras, Kristen Stewart, que estaria sem dúvidas vestindo Chanel, e Ella Balinska, que chegou com Tory Burch. O filme delas é o terceiro de uma série de remakes blockbusters, seguindo o o Power Rangers de 2017 e o live-action de Aladdin, nos cinemas no final do mês, que coloca Scott caminhando em papéis queridos. (Pergunta importante: o Will Smith azul entra como camp?)

Para Scott, fazer As Panteras foi especialmente impactante. “Você não consegue passar por uma experiência como essa – gravar um filme que é literalmente sobre empoderar outras mulheres – e não se apaixonar por suas colegas de elenco,” ela disse. “Teria algo errado.” No set, a diretora Elizabeth Banks nutriu um senso de camaradagem, enfatizando e celebrando as diferenças entre suas atrizes. Elas mantiveram contato por grupo de mensagem, naturalmente, e a festa soou como uma “reunião das garotas, mas de um jeito muito louco,” Scott adicionou. “Tipo, ‘Reunião das Garotas – vejo vocês no Met Gala!” E no seu aniversário, nada menos.

Além de As Panteras, com estréia em setembro, Scott – que é também uma cantora além de ser uma atriz; ela veio de filmes musicais e ainda consegue vender nos cinemas de Londres – ela disse que não sabe ao certo o que vem em seguida. “Uma pausa, eu espero,” ela disse com uma gargalhada. Por hora, ela está somente deleitando-se em quão confiante ela está para seus projetos atuais: “Você coloca algo ali; você não tem o completo controle daquilo,” ela diz. “É a melhor coisa. É tudo pelo que você pode pedir.”

 

Fonte: W Magazine
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil