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Naomi Scott concedeu uma entrevista para o quadro Ladies Night do site Collider como forma de divulgação do podcast Soft Voice. A entrevista foi dividida em uma série de vídeos onde Naomi conta sua jornada no entretenimento até agora.

Por que Naomi Scott não se intimidou ao cantar Speechless para a icônica trilha sonora de Aladdin

Scott está enfrentando desafios de todos os ângulos em um filme [Aladdin] como esse. Há uma pressão geral para justificar a decisão de refazer um filme amado. Scott tem que cantar músicas do filme de animação de 1992 que são clássicos certificados. E, além disso, Scott também é quem precisa adicionar uma faixa completamente original à mixagem – “Speechless”, escrita por Benj Pasek e Justin Paul.

Quando chegamos à parte de Aladdin do nosso bate-papo do Ladies Night, perguntei a Scott onde ela se sentia mais pressionada, refazendo canções clássicas como “A Whole New World” ou fazendo um original como “Speechless” e esperando que chegue ao limite definido por aqueles inesquecíveis originais.

“Você realmente não consegue competir com o original. Não é uma situação de competição, certo? É como, ‘Bem, essa é a música que tem que estar no filme e eu tenho que cantá-la e me sinto muito confiante de que posso cantá-la bem.’ Não posso dizer que fiquei muito nervosa com essa música. A Whole New World também, apenas em termos da música em si, não é tão difícil de cantar como Speechless. Speechless é uma música muito, muito difícil. Então eu acho que fiquei mais nervosa com isso porque foi um grande momento para a personagem.”

Além da natureza desafiadora da música e da personagem principal, Scott também estava bem ciente da pressão que estaria em “Speechless” em comparação com as outras músicas:

“É obviamente novo; e se as pessoas não gostarem? Sabe, essa é a música que as pessoas vão, quando ouvirem, pensar no seu personagem e você meio que está assumindo uma coisa nova, então eu diria provavelmente mais pressão com Speechless.”

Então, sim, claramente havia algum nervosismo aqui, mas no final das contas? Scott estava animada mais do que tudo. Aqui está o porquê:

“Mais do que qualquer outra coisa, eu provavelmente estava animada porque era uma música muito forte. Uma balada muito forte. Não pareceu tipo – qual é a palavra? Não era apenas leve e bonito; parecia que tinha alguma intuição, o que me deixou meio animada.”

Scott, uma talentosa e experiente cantora fora da tela, também fez uma pausa para apontar a diferença entre cantar uma música como Jasmine e cantar uma como ela mesma:

“A outra coisa sobre essas canções é que eu estou cantando como a personagem, então a maneira que eu canto geralmente soa muito diferente do meu canto neste filme porque é um pouco mais teatral, talvez. Há algum tipo de sotaque. Houve conversas sobre isso. Você sabe, eu estou cantando como Jasmine. Mas eu estava animada para injetar um pouco mais de emoção, talvez seja mais da minha sensibilidade em termos do que eu cresci ouvindo.”

Com “Speechless”, Scott sabia que haveria dois tipos de espectadores por aí – pessoas que prefeririam ver o filme se apegar à versão de 1992 e outras que acabariam amando a nova adição. Mas para ela, pessoalmente, não foi difícil se agarrar à positividade por causa do quanto ela acreditava na música.

“Acho que estava mais animada do que qualquer outra coisa. Provavelmente porque talvez eu entro nessas coisas completamente cega. Eu fico tipo, ‘Acho que é uma ótima música! Se eu acho que é uma ótima música, então todo mundo…’ Mas, você sabe, algumas pessoas gostam de coisas novas, outras não. Algumas pessoas ficam tipo, ‘Não, apenas continue como é’. Você nunca vai agradar a todos, mas eu adorei a música, adorei o significado por trás dela, adorei o momento em que veio no filme, adorei o fato de que longe do filme pareceu de alguma forma um pouco moderna.”

Scott também acrescentou algo sobre sua abordagem em lidar com a pressão de “Speechless” e como isso poderia ser útil ao trabalhar em praticamente qualquer coisa; realmente não há motivo para se preocupar excessivamente.

“Eu deveria ter sentido talvez mais pressão e todas essas coisas, mas quando você está naquela bolha, aquela bolha adorável de fazer o filme, e você está com todas essas pessoas e você se sente muito confiante sobre as escolhas que você está fazendo e você é muito claro sobre o que você está procurando alcançar, isso é tudo o que você pode realmente fazer porque, no final das contas, você sabe que haverá pessoas que curtirão e outras que não, e isso é como tudo que eu venho feito até agora [risos], então eu meio que tipo, não há porque se preocupar demais”.


Fonte: Collider
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil