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Naomi Scott, Olivia Cooke e Bel Powley são as estrelas e as produtoras executivas da série de podcast chamada Soft Voice. A história acompanha uma jovem mulher (Scott) com uma voz em sua cabeça que diz a ela o que fazer, guiando-a para seu sucesso extraordinário. Um dia, a voz desaparece — e uma nova voz assume. A série de 10 episódios foi criada pelo ator James Bloor (Barkskins).

Confira o resumo do quarto episódio de Soft Voice.

EPISÓDIO QUATRO – THE CRACK IN EVERYTHING

ALERTA DE GATILHO – AUTOMUTILAÇÃO

Lydia encarou a assistente da loja, aquela que tinha a mesma voz de Soft Voice. Lydia se pergunta se teria imaginado isso, ou foi somente uma coincidência ou, ainda, o efeito das drogas que usou na noite anterior. Mas a assistente soava exatamente como a Soft Voice. “Você está bem?”, pergunta a mulher para a Lydia que há pouco tempo estava num choro convulsivo, “Parece que acabou de ver um fantasma.” Lydia deixa escapar um comentário incompleto sobre a voz da assistente, mas quando a última pergunta “O que que tem a minha voz?”, Lydia por pouco não diz que parece com a de Soft Voice, disfarçando em seguida ao se recuperar levemente do transe, dizendo que a voz da assistente parece com a de uma amiga dela, Sophie. Pela reação de Lydia, a simpática assistente pergunta gentilmente se Sophie havia morrido, mas Lydia nega: “Se mudou para longe.”

O rosto da assistente, como nos diz Dark Voice, era uma versão jovem de uma face anciã, com olhos gentis. Quando Lydia diz não ter nada, a assistente concede que ela levasse o manjar turco sem pagar. Apesar de todas as preocupações de Lydia sobre sair sem pagar e sobre os sensores de segurança, a assistente garante que não haverá problemas. “Você está bem?”, pergunta a assistente, e Lydia diz que sim, então a assistente comenta sobre Lydia a estar encarando e a mesma pede desculpas. “Não, é legal. Você tem um rosto bonito”, diz a atendente, que logo se apresenta como Jean. Após se apresentarem uma à outra, Jean diz “Olá, Lydia”, exatamente igual à Soft Voice. Com a voz embargada, ainda fungando e de joelhos no chão, Jean conclui que Lydia talvez precise de um abraço, “Mas temo ser pouco profissional te abraçar aqui. Eu já ultrapassei o limite do profissionalismo ao sentir dózinha de você e te dar o manjar turco de graça. Mas talvez possamos nos encontrar depois, e aí eu poderei te dar um abraço.” Lydia consegue o user do instagram da Jean, que estava na embalagem do manjar turco, pois ela gosta de colocar o user em alguns itens da loja para que mais pessoas a sigam.

Saindo da loja, Lydia e Dark Voice conversam um pouco. “Por que a Jean soa exatamente como a Soft Voice?”, pergunta Lydia, mas Dark Voice apenas responde que essa é uma ótima pergunta.

Lydia cria uma conta no instagram e adicionou a conta @jeansblood, e enviou uma DM. Jean respondeu instantaneamente, convidando-a a jogar boliche com ela.

No boliche, Jean conta jogar todo sábado, e pergunta o que Lydia faz aos sábados. “Aos sábados eu costumo… visitar minha avó”, conta. Jean mostra-se interessada, pergunta sobre a avó dela e comenta que gostaria de ter uma avó também. Lydia responde que ela está bem, e logo se dá conta de que é a sua vez de jogar. Errando feio, Jean sugere que ela usasse a tabela lateral. Jean flerta com ela, e Lydia acaba concordando em usá-la. Ao seguir as instruções de Jean, Lydia faz um strike. “Ela tenta, ela consegue.” Jean fala exatamente como Soft Voice, e Lydia sente-se bem com isso. “Toca aqui”, Jean diz, mas Lydia conta só ter feito ‘toca aqui’ consigo mesma. “Isso é uma palma”, diz Jean, “um toca aqui é uma palma entre duas pessoas”. Lydia tenta, mas erra, então Jean pede para que Lydia a olhasse nos olhos pois os olhos são cheios de sabedoria. Lydia obedece e consegue fazer um toca aqui com ela. Jean convida Lydia para ir ao museu no dia seguinte.

As duas observam um auto-retrato de Caterina van Hemessen, então Jean fala sobre ser impossível ver o seu próprio rosto, que as pessoas ao seu redor o vêem a todo momento, mas você nunca o verá como elas pois o reflexo do espelho não equivalem à realidade. “É como um poema”, diz Jean sobre o rosto. Lydia percebe que ela gosta de poemas, pois lembra de ver alguns no feed de Jean. Jean diz gostar de escrever poemas.

Então pergunta “Quem você acha que a Caterina van Hemessen enxergou ao olhar seu porta retrato?”, e Lydia responde, incerta: “ela mesma”. Jean, por outro lado, diz achar que ela viu o pai através dos olhos e a mãe através da boca. “Eu sei o que você quer dizer,” diz Lydia, “às vezes quando eu me vejo no espelho eu enxergo minha mãe, nos olhos. E ao sorrir, eu sei que pareço com ela. Eu posso sentir. E quando eu choro é a mesma coisa. E no rosto da minha mãe eu consigo enxergar minha avó. Apesar de que recentemente ela…” “Morreu?”, pergunta Jean, e Lydia responde: “Se mudou.” Jean conta não enxergar ninguém além de si mesma, uma vez que fora adotada.

Jean comenta que a outra obra parece sentir-se culpada. E é quando Lydia revela: “Eu acho que matei a minha avó semana passada. Acidentalmente.” Rapidamente explica o que aconteceu e Jean diz que essa história não soa realista. “Você tem alguma prova?”, pergunta Jean, “Como um corpo?” Lydia diz que o corpo dela foi levado pelos amigos, mas que ela tinha a confirmação das duas passagens para Berlim no email. “Você não pode confiar em emails, Lydia”, diz Jean, “Parece que está tudo na sua cabeça”. Lydia se convence de que vó Night Night está bem, provavelmente onde ela deveria estar: sentada na cadeira, em seu quarto do asilo. “Posso te contar uma coisa, Lydia?”, começa Jean, “Se algum dia eu for uma avó, eu quero ter uma neta igualzinha a você”.

Dark Voice nos conta que Jean fez a Lydia sentir-se segura. No caminho de casa, Lydia parou no mercadinho e encarou os iogurtes, certa de que Jean saberia o iogurte certo para escolher. “Jean não é a Soft Voice, Lydia”, diz Dark Voice, e Lydia rebate: “Eu pedi a sua opinião?” As duas começam a discutir, com Lydia insistindo que a Jean é a Soft Voice. Dark Voice insiste para que Lydia parasse de encontrar a Jean, esquecesse dela, pois ela não seria boa para a Lydia, mas elas são interrompidas pelo telefone. É Sônia, a mulher do asilo, avisando ter fotografias das câmeras de segurança onde mostravam Lydia raptando a avó. Lydia desliga antes que ela terminasse de falar. “Eu vou ligar para a Soft Voice”, diz Lydia, e Dark Voice corrige que ela estará ligando para Jean. Elas combinam de se encontrarem na quarta-feira, com Lydia ignorando as súplicas de Dark Voice para que ela não se encontrasse com Jean.

Elas vão para a praia e Jean a chama para entrar na água. A água é gelada e Jean continua a chamá-la. Dark Voice murmura que isso era estúpido, tentando impedi-la. Diz que Lydia não consegue nadar, que vai pegar hipotermia, mas é totalmente ignorada: Lydia pula na água. Depois disso, Jean a chama para que comam peixe frito com batata frita.

As duas vão gostando cada vez mais da presença da outra. Na hora de fazer o pedido, Lydia pergunta a Jean qual peixe ela acha que Lydia deveria escolher, e escutamos Dark Voice murmurando “Isso me deixa tão triste, Lydia. Estávamos prestes a fazer uma viagem à América do Sul para ver as jaguatiricas e agora você voltou para o estágio um: obedecendo os outros, sem nem saber o porquê”.

Enquanto elas comem o peixe frito com batata frita, uma gaivota rouba o peixe de Lydia. Jean oferece um pouco do próprio, dando-lhe de comer na boca. Então chama Lydia para ir na montanha russa.

Lydia agradece por Jean ter bancado tudo, e conta estar desempregada. É quando Jean informa que a loja na qual ela trabalha está contratando pessoal. O telefone de Lydia começa a tocar, era sua mãe, e apesar de não atender, Lydia conclui que a Sônia (do asilo) ligou para a sua mãe e agora sua mãe ligava para ela, sabendo de tudo o que ela fez com sua avó. Mas Jean a tranquiliza, dizendo que se a Sônia tem a gravação de Lydia raptando a avó, também terá a gravação dela mesma aceitando o suborno, então não pode delatar Lydia sem se meter em encrenca. Sentindo-se mais tranquila, Lydia agradece, e Jean completa: “Não soou como se você tivesse sequestrado sua avó. Soou como se você estivesse ajudando-a a fugir.”

As duas vão para a casa de Jean. “Poderia tirar os sapatos?”, pede a anfitriã, e Lydia sente-se tão bem por obedecer a ela que pede que Jean repetisse a frase. Jean ri da situação, mas faz o pedido outra vez, logo comentando: “Você é um mistério”.

Jean chama Lydia até o quarto, cheio de poemas autorais nas paredes, e diz: “Eu vou me despir. Talvez você devesse também”. “Você gostaria disso?”, questiona Lydia, recebendo confirmação de Jean, então pede para que Jean comandasse o que ela deveria fazer. Jean vai guiando-a, dizendo que ela tirasse cada peça de roupa. Então traz uma loção hidratante. “Ela passa a loção no corpo”, diz Jean, “ela faz isso sempre que é comandada”. “Eu gosto de ser comandada”, diz Lydia, e Jean responde: “Eu percebi.” Jean pediu que Lydia fechasse os olhos, e quando pediu para abrí-los, Lydia percebeu que o rosto de Jean estava muito perto do seu. E Jean a beijou, gentilmente. Lydia nunca havia beijado uma mulher antes. E nunca havia sorrido durante um beijo. E ela sentia que Jean sorria também. Os corpos bagunçaram os lençóis, e Lydia percebe gostar de quando Jean brinca com seus cabelos. “Deixa eu fazer cafuné em você”, sugere Jean. Lydia gosta de todas as sensações e diz sentir-se muito à vontade com Jean, e esta diz sentir o mesmo com Lydia, completando: “Eu sei que te conheço só há alguns dias, mas eu sinto que te conheço há anos”. É no meio do cafuné que Jean percebe um pequeno buraco no topo da cabeça de Lydia.

“Bingo”, diz Dark Voice, levando-nos para dentro da cabeça de Lydia.

“Olá, Lydia” ela diz, “não nos falamos há muito tempo. Eu tenho uma coisa para te mostrar. Uma coisa que eu encontrei. E que estava escondida”, Lydia pergunta do que se trata e Dark Voice revela ter encontrado uma lembrança que Lydia havia esquecido.

“Esse é o meu banheiro. Sou eu. Estou me olhando no espelho. Meu rosto parece uma trovoada”, Lydia diz enquanto observa a lembrança, “eu estou cortando um pedaço do meu cabelo no topo da minha cabeça. E agora eu estou pegando um… O que é isso?”, e Dark Voice responde: “‘Isso’ é uma furadeira sem fio de 18 Volts, com dois milímetros de broca de carboneto de tungstênio.” “O que eu estou fazendo?”, pergunta Lydia, “Eu estou colocando a furadeira na cabeça”. Escutamos a voz distorcida de Lydia em sua lembrança, gritando: “Eu te odeio! Saia! Saia de mim! Saia da minha cabeça!”. A Lydia da lembrança aperta o gatilho e escutamos o som da furadeira.

“Lydia?”, chama Jean, e voltamos à tranquilidade do quarto juntamente de Lydia, “Você está bem?” Lydia diz que sim, mas Jean mostra-se preocupada e pergunta o que aconteceu. Lydia diz ter imaginado algo horrível: que furou a própria cabeça. Jean afirma que realmente parece um buraco de furadeira. Lydia fica bastante preocupada, mas Jean diz que ela não precisa se preocupar, explicando que trata-se de uma das mais antigas técnicas medicinais do mundo, chamada trepanação. Sobre a finalidade da técnica, Jean diz que é feita para “deixar algo sair, ou deixar algo entrar. […] Oxigênio, espíritos malignos…” Jean diz que Lydia precisa descansar, e que ela escuta podcasts antes de dormir. As duas dividem um fone.

Elas se aconchegam e o podcast começa com um alerta de gatilho sobre temática adulta e violência. “Jean?”, Lydia chama baixinho, “Isso vai ser assustador?”, e Jean responde num sussurro: “Um pouco. Mas eu vou te proteger.”


Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil