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Naomi Scott, Olivia Cooke e Bel Powley são as estrelas e as produtoras executivas da série de podcast chamada Soft Voice. A história acompanha uma jovem mulher (Scott) com uma voz em sua cabeça que diz a ela o que fazer, guiando-a para seu sucesso extraordinário. Um dia, a voz desaparece — e uma nova voz assume. A série de 10 episódios foi criada pelo ator James Bloor (Barkskins).

Confira o resumo do segundo episódio de Soft Voice.

EPISÓDIO 2 – WANT

A Dark Voice começa dizendo: “Não há como negar, a Soft Voice fez um excelente trabalho aqui.” Conta que tudo está limpo, no lugar certo, “Eu estive me acomodando.” Ela conta ter assistido Lydia voltar do canal e chorar até dormir. “Agora são 6h30 da manhã, acredito que eu deva me apresentar.” Lydia acorda com uma forte ressaca da noite anterior, e no banheiro ela chama novamente pela Soft Voice, perguntando “Soft Voice, por que você me abandonou?” Sem a Soft Voice, Lydia tenta seguir sua estrita rotina: ela deve ir trabalhar. Mas os comandos que Soft Voice sempre lhe dava agora se encontram confusos enquanto ela tenta dizer a si mesma o que deve ser feito. “Talvez eu precise de um iogurte correto?” e também a escolha do sabor torna-se confusa. E é aí que a Dark Voice diz “Olá, Lydia.”

Com o susto de Lydia, Dark Voice comenta “esse é provavelmente o barulho mais alto que você já fez em 20 anos.” Lydia, apavorada, pergunta como ela invadiu o seu apartamento, e a Dark Voice esclarece não estar no apartamento dela, mas sim em sua cabeça. “Soft Voice?”, a Lydia pergunta, mas logo a Dark Voice explica: “sua cabeça estava vaga, então eu entrei. Espero que não se importe.” Incrédula, Lydia pergunta se ela se tratava de uma alucinação, mas a resposta é “Eu sou a Dark Voice”. “Onde está a Soft Voice?”, Lydia pergunta. “Não sei” é a resposta imediata. Com o desespero e a ressaca, Lydia volta a sentir-se mal e agora a Dark Voice assume um tom um pouco mais gentil ao dizer que está tudo bem, entretanto, “iogurte não vai resolver seus problemas.”

Checando as horas, Lydia percebe estar atrasada. Ela então lista tudo o que deveria ter feito até agora, e enquanto lista tudo o que deveria fazer em breve a Dark Voice a interrompe: “Você quer?”

A pergunta nunca antes feita para Lydia torna-se de difícil compreensão para ela, que justifica suas decisões com o verbo ‘dever’ e não ‘querer’. E a Dark Voice insiste, perguntando por fim: “O que você quer fazer?” Lydia responde que quer fazer o que for correto, e a Dark Voice pergunta como ela sabe o que é correto. “A Soft Voice me diz”, responde Lydia, e a Dark Voice a recorda de que a Soft Voice não está aqui. “Então o que você quer?” Lydia pergunta se a Dark Voice sabe a resposta, e a Dark Voice diz que não, perguntando em seguida como ela se sente, pedindo então que ela segurasse a própria mão e deitasse no chão. “Relaxe”. Lydia suspira, dizendo sentir-se muito bem, e podemos escutar a Dark Voice dizendo para ela aproveitar.

Quando Lydia se dá conta, ela está num salão de beleza, onde a cabeleireira diz que ela adormecera ali, e que chegara há uma hora, comentando sobre a nova cor de seu cabelo. “Ele está…” começa Lydia, e a Dark Voice completa: “incrível”. “Incrível”, concorda Lydia. O cabelo dela estava da cor rosa. Ou melhor: coral. E chega o momento de cortar, com a cabeleireira oferecendo mais um champagne já que, segundo ela, Lydia já tomara três, e ela aceita. Lydia hesita sobre o corte, dizendo ter mudado de ideia, mas a cabeleireira diz “não, Lydia, lembra do que você disse quando entrou aqui?” incerta, Lydia pergunta o que foi que ela disse, e a cabeleireira responde: “você disse para não dar ouvidos a você se você mudasse de ideia.”

O champagne é entregue, e a cabeleireira começa a cortar seu cabelo quando encontra uma mecha mais curta que as outras. “Você tentou cortar sozinha?” e Lydia, vagamente, acredita ter tentado mas sem ao certo se lembrar do porquê. A cabeleireira também a recorda dos ‘grandes planos’ que ela contou mais cedo: pedir demissão, largar o Graham, e caminhar na Costa Rica para ver as jaguatiricas. Ela também conta que Lydia mostrou os áudios do Graham, parafraseando-a com “Eu não me importo se eu investi três anos nesse relacionamento tedioso, mas eu vou pular fora porque o Graham é estúpido.”

Lydia até tenta dizer que o namorado tem um coração de ouro, como se referiu a ele no primeiro episódio, mas é calada por um secador de cabelo. Quando questionada sobre o que fará depois de Costa Rica, a Dark Voice diz e Lydia repete quase simultaneamente um tour completo na América do Sul. E que tiraria o dia de folga, mas ela acaba se embananando com as palavras e pede perdão pela confusão. “Lyds,” Dark Voice chama, “pare de pedir desculpas”. Terminado o corte, a cabeleireira diz que ela estava incrível, e então somos transportados para uma conversa mais íntima com a Dark Voice.

Dark Voice nos explica que, normalmente, quando Lydia era elogiada, os elogios eram categorizados em ‘mentiras educadas’, e que o armazenamento de mentiras educadas estava transbordando, ocupando um quarto inteiro na cabeça de Lydia. “Você está tão bem”, “Lydia, você é tão divertida!” e “Lydia, você é uma pessoa tão gentil” são alguns dos exemplos que a Soft Voice colocou nesse quarto de mentiras educadas durante todos esses anos. Porém a Dark Voice decidiu não categorizar esse elogio com as mentiras educadas, e sim como verdade. “Você está incrível” foi o que a cabeleireira disse, e Lydia acreditou nisso. “Hora de ir às compras”, diz Dark Voice.

Outro lapso. Lydia agora se encontra num vestiário, com uma roupa nova que a Dark Voice quer saber o que ela acha, mas no momento Lydia está mais preocupada sobre não ter pagado a cabeleireira. “Sim, você pagou. Em dinheiro.” diz Dark Voice. Lydia pergunta quanto custou e a Dark Voice responde: “segredo.” Voltando a atenção para a roupa escolhida pela Dark Voice, Lydia não consegue ser clara em dizer se gosta ou não. “Ok, Lydia, vamos jogar um jogo: eu te mostro uma roupa e você tem que dizer ‘sim’ ou ‘não’. Sem ‘talvez’ ou ‘possivelmente’, só ‘sim’ ou ‘não’ direto.” No início, Lydia ainda tem dificuldades em dizer ‘não’, mas a Dark Voice exige mais assertividade e ainda diz que ela não deveria dizer ‘sim’ por medo de ferir os sentimentos da Dark Voice. Conforme o jogo vai caminhando, Lydia vai respondendo ‘sim’ ou ‘não’ com mais firmeza, e conhece uma nova sensação: convicção.

O chefe de Lydia, Trevor, liga para ela, e quando ela pergunta o que fazer a Dark Voice logo se esquiva com um “não pergunte pra mim”. Ela precisa atender, então Trevor pergunta onde raios ela está, que os clientes estavam esperando por ela. Lydia conta estar tendo um dia maravilhoso e o Trevor diz esperar que ela lembrasse da conversa do dia anterior, que o escritório dependia dela. Ele também a chama de egoísta e manda que ela vá trabalhar, tratando-a rudemente, chamando-a de desagradável, de lesma.

Calmamente, a Dark Voice pergunta o que Lydia fará com essas palavras do Trevor e ela diz que vai afastá-las. E que vai colocá-las no quarto da verdade. “E por que você vai colocá-las na verdade?”, pergunta a Dark Voice, e a resposta é que as palavras de Trevor são similares às outras palavras do quarto da verdade. A Dark Voice abre a porta do quarto da verdade e escutamos coisas como “trabalhadora”, “esperta”, “feia”, “perfeita”, “uma enorme frustração”, “melhor agente estatal do mundo”.

A Dark Voice sugere que ela colocasse as palavras de Trevor no quarto dos absurdos, e então escutamos um pouco do que está no quarto dos absurdos: “Todo mundo é perfeito do seu próprio jeito”, “Eu tenho permissão para curtir a mim mesmo”, “Nós sempre amaremos você, do jeitinho que você é”. Dark Voice tem então uma ideia melhor: colocar tudo o que o Trevor já falou no quartinho dos absurdos. Lydia reluta, dizendo que o quarto dos absurdos não deveria ser o lugar das palavras de Trevor, mas a Dark Voice pede para que ela deixasse isso por conta dela. “Agora, lembre-se disso: você está incrível. Vamos voltar às compras.”

Lydia realmente está gostando de fazer compras, mas preocupa-se quanto ao dinheiro. “Não sei se consigo arcar com isso, Dark Voice. Não está no meu plano de despesas mensal.” Dark Voice argumenta que ela está sendo generosa consigo mesma e Lydia diz que isso é muito legal, mas que ela não acha que esteja merecendo. “Merecer”, diz Dark Voice, “não existe.” Lydia então se interessa por mais coisas a comprar: luvas, um chapéu, batom amarelo. E com as compras feitas, Dark Voice diz que Lydia está pronta. “Pronta pra quê?”, pergunta Lydia, e a Dark Voice responde: “Para seduzir um barista”.

Elas chegam na cafeteria e a Lydia conta que o lugar é muito popular por fazer ótimos cafés e pelos baristas serem muito atraentes. Dark Voice pergunta em qual deles Lydia está interessada e ela indica o seu barista favorito em toda a Londres. Lydia diz gostar das sobrancelhas dele, do pescoço, do sorriso, das tatuagens, e da camiseta enorme que ele usa, e o piercing dourado que ele usa no nariz que não é notado se você não chegar perto, e que ele é alto, e muitas expressões faciais… e ela gosta que ele parece não se importar muito com nada. Então Lydia vai até o rapaz. Dark Voice vai conduzindo-a, mas logo Lydia pega o jeito. “Cuidado,” diz o barista, atenciosamente “está muito quente”, e Lydia responde com um duplo sentido de “eu gosto de ‘muito quente’”.

Lydia consegue fisgar o barista e se despede, com uma Dark Voice muito contente que diz que ela foi muito bem para um primeiro flerte. Fora da cafeteria ela recebe uma mensagem de voz de seu namorado, Graham, que diz ter reservado uma mesa num restaurante de ostras para comemorarem o aniversário de namoro essa noite. Mas Lydia odeia ostras. A Dark Voice comenta ironicamente sobre ela odiar ostras e o Graham a estar levando para comer ostras, mas Lydia o defende ao dizer que foi lá que eles tiveram o primeiro beijo. Ao ser questionada sobre como foi o beijo, Lydia diz que foi pior do que as ostras, e a Dark Voice decide relembrar esse momento.

Visitamos a memória de Lydia, e chegamos a um Graham monótono explicando a diferença entre homicídio culposo e homicídio doloso. Ele diz ter tido uma tarde muito adorável e pergunta se ela se importaria se ele a beijasse. Lydia dá o consentimento e eles se beijam, constrangedoramente, de forma que Lydia pede para que a Dark Voice parasse com aquilo. “Isso foi tão bom”, disse Graham após beijá-la, “você beija excepcionalmente bem”. Dark Voice comenta sobre Graham ter bafo, e a Lydia diz que aprendeu a respirar somente com a boca quando está com ele.

De repente, escutamos Lydia caminhando. Ela pergunta para onde estão indo e a Dark Voice diz não saber, que é a Lydia quem está no comando. Elas passam pela rua do asilo da avó de Lydia, e ela comenta ter o desejo de conhecê-la como pessoa. Então elas vão visitá-la. Entretanto a moça da portaria diz que não é horário de visitas, pedindo que Lydia voltasse no dia seguinte. Dark Voice pede então que Lydia a suborne com o dinheiro que só agora Lydia percebeu ter no bolso. Ela assim o faz e consegue entrar, indo até o quarto de sua avó. Ela se introduz à avó, dizendo ser a Lydia, e a avó responde saber que era ela, “Eu não sou cega”.

A avó não pareceu se importar com a mudança no visual de Lydia, mas quando a neta apontou estar com o cabelo rosa, a avó diz que parece mais com coral. Lydia pergunta à avó o que ela estava fazendo, e a avó conta que estava sentada pensando nos bons e velhos tempos em Berlim entre 1968 a 1973. “Eu nunca me senti tão viva”, diz sua vó. Ela também expressa o desejo de voltar para lá, de sair da prisão que é o asilo. A avó dela mostra-se uma pessoa muito travessa e também muito ativa. Dark Voice, gostando da avó de Lydia, sugere que Lydia a leve em uma viagem para Berlim. Trevor liga, já está na hora de seu jantar com Graham, mas a Dark Voice fala para a Lydia que essa é uma oportunidade única, que só se vive uma vez e que deve ser divertido. “É seguro?”, pergunta Lydia. “Segurança”, diz Dark Voice “não existe.”

Lydia concorda, chama a avó para ir para Berlim. Na portaria ela suborna outra vez a moça da portaria, que reluta bastante em deixá-las saírem. Logo elas entram no Uber e Lydia paga a passagem para Berlim. “Dark Voice?”, Lydia chama “Todo o dinheiro que eu tenho gastado hoje. De onde ele veio?” e a Dark Voice responde, “Da sua poupança!”, e então a gargalhada da Dark Voice é a última coisa que escutamos antes do episódio acabar.


Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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A Vogue Britânica em parceria com o YouTube, deram início a uma nova série de masterclasses, a Vogue Visionaries, onde especialistas do mundo da moda, beleza, música e muito mais, compartilham suas palavras de sabedoria e conselhos sobre como ter sucesso em seu campo escolhido. Dividido em cinco capítulos, Naomi Scott aborda seus primeiros passos na indústria, como se dar bem em uma audição, seus papéis determinantes, como lidar com as críticas e os conselhos que ela daria ao seu ‘eu’ mais jovem.

Para quem quer começar a atuar, a aula de Naomi Scott é cheia de anedotas perspicazes e dicas valiosas para aspirantes a artistas. De seus dias cantando no coro da igreja até sua primeira audição (para um comercial de seguro holandês), Scott revela como ser notada, as habilidades necessárias para uma self-tape de sucesso e como lidar com a síndrome do impostor.

O Naomi Scott Brasil decidiu transcrever cada capítulo e fazer da aula da Naomi para o Vogue Visionaries um especial.

CAPÍTULO CINCO – NOTAS PARA O MEU ‘EU’ MAIS JOVEM

Notas para o meu ‘eu’ mais jovem seriam… primeiro: defina o que o sucesso é para você. Lembre-se disso, o máximo que puder, para que cada passo que você tome, cada escolha que você faça, te aproxime do que é esse objetivo. E então, ligado a isso, o sucesso não é o que você faz, mas sim quem você é. E isso é algo que é muito importante. Faz de você uma artista melhor, para enxergar como algo mais holístico, ao contrário de ser só sobre o que você pode conseguir disso ou quanto dinheiro você vai receber ou qualquer outra coisa. Não que essas coisas sejam ruins. Sempre seja curiosa e continue aprendendo. Não fuja das coisas nas quais você não é boa. Vá para elas. E tudo o que você está construindo ou tudo o que está fazendo, tudo no que você está trabalhando é para ser compartilhado. E quando você muda essa perspectiva, eu acho que transforma tudo, todas as escolhas que você faz.

Eu sou a Naomi Scott. Esse foi o ‘Vogue Visionários’. Espero que tenham aproveitado, espero que tenha ajudado de alguma forma.


Fonte: Vogue Britânica
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Você já sentiu como se houvessem várias pessoas na sua cabeça, constantemente discutindo sobre como você deveria pensar ou agir? Se sim, talvez você veja — ou melhor, escute — a si mesma em Soft Voice, um novo podcast de comédia e suspense sombrio que transforma muitas das convenções de experiência de áudio ao colocar o ouvinte no papel de protagonista. Em Soft Voice, uma jovem agente estatal (Naomi Scott) negocia a sua vida com Soft Voice (Bel Powley) e Dark Voice (Olivia Cooke), duas forças internas que a influenciam ao reprimir seus desejos e satisfazê-los imprudentemente. A experiência de escutar Lydia conforme ela tenta apaziguar essas vozes é tanto desconcertante quanto poderosa.

Essa semana, a Vogue conversou com Powley, Scott e Cooke por telefone para discutir sobre Soft Voice, sobre trabalho remoto, e seus podcasts favoritos. Veja a conversa completa a seguir.

Vogue: Onde vocês três estão vivendo?

Olivia Cooke: Estamos todas em Londres no momento.

Como tem sido esse último ano para vocês? Quer dizer, difícil, claro, mas…

Cooke: Estou feliz que esteja acabando, é o que eu posso dizer.

Naomi Scott: Eu passei por altos e baixos.

Bel Powley: Bom, nós conseguimos fazer esse podcast durante a quarentena, então pelo menos fizemos alguma coisa!

Scott: Ah, falando nisso… parabéns, Olivia, por Sound of Metal, que acabou de ser nomeado ao Oscar!

Sim, isso é tão empolgante! Parabéns, Olivia.

Cooke: [Gargalha.] Obrigada!

Powley: Ela é muito humilde, mas ela é brilhante.

Scott: Eu estou obcecada por você nesse filme.

Podem me contar um pouco sobre como Soft Voice surgiu?

Cooke: Bom, James Bloor, que escreveu e criou Soft Voice, teve a ideia há alguns anos. Somos amigos há um bom tempo e quando ele me contou sobre o podcast que ele estava criando — nos primórdios dos podcasts narrativos que não eram sobre crimes verídicos ou entrevistas — ele soou muito interessante, porque era tudo sobre consciência e a ideia de um anjinho e um diabinho nos seus ombros.

Scott: James tem uma voz singular em sua escrita, e o tom é tão divertido e específico e meio Britânico também, o que eu adoro.

Powley: A Olivia e a Naomi já estavam no projeto quando eu cheguei, o que imediatamente chamou minha atenção, porque elas são duas atrizes que eu respeito e amo e queria trabalhar com elas de qualquer forma. Eu nunca li uma série tão rápido; eu realmente sentei no chão do meu quarto por três horas lendo, e eu fiquei obcecada imediatamente. É um mistério que não dá pra piscar… ou, eu acho que você estará escutando, então não dá para parar de ouvir. [Gargalha.]

Como foi trabalhar juntas desse jeito tão único e remoto?

Powley: Foi basicamente tudo feito de dentro dos nossos quartos! Foi na primeira vez que eu encontrei com a Naomi, e estávamos atuando juntas pelo Zoom. A Naomi estava gravando por muito mais tempo quando eu entrei, e ela sabia todo o linguajar: Quando eu devo desligar meu Zoom? No que eu não devo tocar? Ela realmente me treinou pelo negócio, mas provavelmente teria sido mais divertido se pudéssemos ter estado juntas.

Quais são os podcasts que ajudaram vocês durante esse ano pesado?

Cooke: Eu sinto que tudo o que eu faço é escutar podcasts, especialmente na quarentena, para evitar de pensar em qualquer outra coisa que esteja acontecendo em minha vida. Nós temos um comediante no Reino Unido chamado Alan Carr, e ele acabou de lançar um podcast de viagem chamado Life’s a Beach. É uma série que alterna entrevistas com celebridades sobre as férias de infância, em quais merdas eles se meteram, todo o romance… é tão bom.

Powley: Eu escuto o The Adam Buxton Podcast, ele é outro comediante que eu gosto. Grounded With Louis Theroux também é fantástico; e a entrevista dele com a Michaela Coel é ótima.

Scott: Eu ouço esse podcast chamado Conflicted, que é basicamente sobre um ex-jihadi que se tornou um espião do MI6 e um frade aposentado tentando explicar as nuances dos conflitos no Oriente Médio. Eu não escuto tantos podcasts, mas esse é muito bom e complexo. Table Manners, com Jessie Ware e sua mãe, é um que eu não pensei que fosse amar!


Fonte: VOGUE
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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A Vogue Britânica em parceria com o YouTube, deram início a uma nova série de masterclasses, a Vogue Visionaries, onde especialistas do mundo da moda, beleza, música e muito mais, compartilham suas palavras de sabedoria e conselhos sobre como ter sucesso em seu campo escolhido. Dividido em cinco capítulos, Naomi Scott aborda seus primeiros passos na indústria, como se dar bem em uma audição, seus papéis determinantes, como lidar com as críticas e os conselhos que ela daria ao seu ‘eu’ mais jovem.

Para quem quer começar a atuar, a aula de Naomi Scott é cheia de anedotas perspicazes e dicas valiosas para aspirantes a artistas. De seus dias cantando no coro da igreja até sua primeira audição (para um comercial de seguro holandês), Scott revela como ser notada, as habilidades necessárias para uma self-tape de sucesso e como lidar com a síndrome do impostor.

O Naomi Scott Brasil decidiu transcrever cada capítulo e fazer da aula da Naomi para o Vogue Visionaries um especial.

CAPÍTULO QUATRO – LIDANDO COM CRÍTICAS E ENCONTRANDO APOIO

É como uma pergunta de um milhão de dólares, “qual a sua relação com as redes sociais?”. No momento eu sinto que têm me perguntado muito isso. E existem algumas regras que eu gosto de tentar seguir. Bem simples. Uma é: sem celular no quarto. Não olhar o telefone como a primeira coisa do dia, então tentar fazer outras coisas como yoga ou meditação… isso me faz soar como uma pessoa tão equilibrada. A outra coisa é tentar não ler os comentários. Sabe, um por um, especialmente quando você está nos olhos do público. Não procurar o que as pessoas estão dizendo sobre você. E eu digo isso porque é muito difícil não fazer isso às vezes. E se eu for realmente sincera, eu já fiz isso. Eu fiz isso porque eu queria ver o que as pessoas estavam falando sobre mim, mas na verdade isso vem de você querer que seu próprio ego seja inflado. Você quer ver se as pessoas estão falando coisas legais sobre você e validando a sua beleza ou seu sucesso ou seja lá o que. E o real problema disso é que não é real, entende? Não é… existe um enorme intervalo, essas pessoas não sabem de verdade quem você é e mesmo assim você está dando tanta voz para eles e tanto palco e só está ferindo você.

Quanto mais tempo passamos nisso, e isso sou eu falando pra mim mesma, quanto mais tempo eu passo fazendo isso, menos tempo eu tenho para criar e construir aquilo que eu realmente quero construir ou caminhar na direção dos objetivos, ir na direção daquilo que eu quero ser, e eu acho que é irônico que possamos passar tanto tempo nos comparando com alguém nas redes sociais e ficamos ‘ah, é isso que eu quero ser’, e tudo o que isso está fazendo é arrancar o tempo que poderia ser usado para você virar a pessoa que você verdadeiramente quer ser. Particularmente, como eu silencio meu criticismo no momento… perspectiva, né. Eu acho que às vezes existem momentos, momentos de silêncio e solidão e eu não quero dizer como “desculpa, eu tenho que sair por uma hora e ter um pouco de silêncio e solidão” eu só quero dizer: dar a si mesmo cinco minutos, se você tiver um tempinho vá para o banheiro. Respirar fundo e pensar em algo que esteja fora de onde você está agora. É pra ser como “tá bom, eu posso ser melhor nisso, mas tudo bem, porque é a segunda vez que eu faço um filme, meu segundo filme, é claro que eu não era tão boa.” Sabe, “Foi a segunda vez que eu interpretei um papel desse jeito e aqui está o que eu aprendi com ele”. Seja lá o que for, você vai se sentir mais preenchido quando você se permite aprender sem ser tão rigoroso consigo mesmo.

É tão importante com quem você se cerca porque você meio que vira as pessoas que estão ao seu redor, né, e pessoas que tenham seus melhores interesses de coração serão muito honestas com você. Talvez elas não venham diretamente atrás de você, você sai da cena e alguém “ah esse não foi o seu melhor trabalho” mas alguém que possa ser sincero com você, e também ser sincero quando você está fazendo ser sobre você. Quando, você sabe, você está falando como se o mundo girasse ao seu redor “eu não fui bem, ah, eu não…” e você mergulha nesse tom e vai afundando nesse buraco. Alguém que faça você se tocar, tipo “ei, você nem era a parte importante dessa obra, então nem se preocupe” sabe, alguém que te dê perspectiva.

Sendo uma atriz, parte disso é lidar com a rejeição. É difícil. Mas eu acho que com o passar dos anos eu entendi mais e mais que não é pessoal. Eu entendi isso melhor quando eu experienciei o por trás das câmeras, enquanto falávamos sobre coisas de elenco agora, sobre produção, e entender que nunca é uma questão de “essa pessoa é talentosa e essa não”. São tantos outros fatores levados em consideração ao se fazer um filme ou uma série ou algum material que não têm nada a ver com você. É sobre como você se encaixa no meio dessas peças montáveis. Então seja por eles já terem escolhido outro titular ou algo assim e, você sabe, eles precisam que alguém complemente essa pessoa, então eles precisam de alguém com uma energia muito específica, talvez eles precisem de alguém… quer dizer, às vezes tem a ver sobre a sua altura. São tantas variáveis que interferem, mas isso raramente é sobre suas habilidades. Só tem a ver com, você sabe, você não necessariamente se encaixa naquela versão de contar aquela história e eu não consigo enfatizar o suficiente sobre não ser pessoal.

Agora, eu acho que agora mais do que nunca, eu me alegro com tudo aquilo que eu não consegui. Foram experiências de tantos aprendizados e crescimento para mim que eu olho para trás e penso “minha nossa, que bom que eu passei por isso porque eu aprendi tanto sobre mim” ou eu aprendi a me desapegar de algumas coisas, e sim, eu acho que também molda quem você é como um ator, todas essas coisas. Então nunca… eu sei que é difícil na hora mas nunca negue quão importante essas experiências são para o crescimento, no sentido da rejeição. Mas agora eu também vejo toda oportunidade de audição é uma prática. Conseguindo ou não. É como “legal! Eu posso brincar com uma cena, ter outro alvo”, especialmente se você está entre empregos e você não tem trabalhado há um tempo. É só prática, só está te fazendo melhor. Então veja os testes assim também.


Fonte: Vogue Britânica
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil