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Naomi Scott concedeu uma entrevista para o quadro Ladies Night do site Collider como forma de divulgação do podcast Soft Voice. A entrevista foi dividida em uma série de vídeos onde Naomi conta sua jornada no entretenimento até agora.

Naomi Scott fala sobre sua cena cortada no filme ‘Perdido em Marte’

Você sabia que Naomi Scott aparece em Perdido em Marte? Não? Eu também não – não até que comecei a me preparar para o episódio do Collider Ladies Night e me deparei com um clipe dela discutindo o filme no Jimmy Kimmel Live. Acontece que ela teve um pequeno papel no sucesso de bilheteria de 2015 e indicado ao Oscar, mas a cena que a apresentaria mais fortemente acabou sendo cortada do filme.

Coisas assim acontecem o tempo todo, mas temos que imaginar que seria uma grande chatice ser cortado de um filme de Ridley Scott, especialmente considerando que Perdido em Marte foi um dos primeiros grandes trabalhos de Naomi em Hollywood. Ela iria causar uma grande impressão em Power Rangers de 2017 e impressionar o mundo no filme live-action Aladdin, mas aparecendo em The 33 e Perdido em Marte no mesmo ano? Isso poderia ter sido um começo empolgante para a carreira de Scott no reino do cinema.

Se você assistiu a algum episódio do Collider Ladies Night, provavelmente sabe que gosto de falar sobre obstáculos no caminho para colocar o foco em como os cineastas os superaram e, com certeza, Scott não decepcionou nesse departamento. Começamos nossa parte marciana da conversa repassando exatamente o que foi cortado do filme.

“Houve uma cena de diálogo e então eu estava em outras cenas, mas apenas lá. Então houve uma cena de diálogo. Era um jargão científico. Ridley Scott estava atrás dessa cortina e eu simplesmente, cara, eu simplesmente engasguei. E você sabe o que? Eu acho que é tão importante falar sobre momentos em que você engasga, porque eles realmente informam suas experiências e realmente o forçam a reconciliar quaisquer que sejam essas inseguranças que você tem e enfrentá-las.”

Como alguém que sempre tenta se lembrar de que não há falhas, apenas lições, agradeço muito a interpretação positiva que Scott dá à experiência agora. Mas naquela época – e enquanto trabalhava com Ridley Scott, no entanto – era difícil. Ela continuou:

“Qualquer pessoa lá fora, em qualquer área de trabalho, e você pensa naquela época em que você queria que o chão o engolisse, deixe-me dizer a você, todos nós já passamos por isso. Eu passei por isso na frente de Ridley Scott. [Risos] Eu estava sufocando. Eu não conseguia pronunciar essas palavras. Eu não conseguia pronunciar essas palavras de jargão. E eu literalmente lembro de pensar, genuinamente na minha cabeça, ‘Sabe aquela frase, eu quero que o chão me engula? Na verdade, eu quero que o chão me engula agora mesmo.’”

No final das contas, porém, Scott chegou lá e deu a Ridley Scott e a equipe uma filmagem utilizável. Mas as cenas foram cortadas do filme por vários motivos e Scott suspeita que, no final, seu grande momento simplesmente não foi tão necessário:

“Quero dizer, se eles quisessem usar, eles teriam usado. Acho que provavelmente foi uma combinação do fato de que eles não precisavam disso. No entanto, o fato de eu saber que estava tão nervosa e que eu engasguei, provavelmente estava tipo, no fundo da minha mente, ‘Sim, não sei se vou estar neste filme.’”

Com certeza, ela não foi para a edição final e ela não soube disso até a exibição do filme para o elenco e equipe técnica. Scott continuou assistindo ao filme, esperando por seu grande momento e então finalmente se pegou pensando: “Oh, ok. Eu não estarei nos créditos, então, acho que não estou nisso.” Novamente, ela pode ter se decepcionado na época, mas Scott é capaz de relembrar a experiência com uma risada. Aqui está o que ela disse quando questionada se é típico não ser avisado quando você é cortado de um filme:

“Eu era apenas este pequeno papel. Eles não se importaram. Talvez se você for o protagonista em alguma coisa. Eu não levaria essas coisas para o lado pessoal, você sabe o que quero dizer? Eu ri disso. Voltei para a minha sogra – esta é a melhor coisa – voltei para casa, fui para a dela porque estávamos lá e ela abriu a porta e disse: ‘Você é uma figurante?’ porque literalmente no filme há uma foto minha com este boné e estou assim. Foi tipo, em um segundo!”

Scott já havia enfatizado o valor de aprender com os desafios durante nosso bate-papo, mas focar em Perdido em Marte também levou a uma discussão sobre como lidar com a dúvida e destacando que o caminho de todos neste setor é diferente, e tudo bem.

“Mas foi um momento divertido! Tive que ir a Budapeste por alguns dias com minha prima, Tiff. Foi divertido. Mais uma vez, você aprende! Mas genuinamente eu estava tipo, ‘Ok, o que aconteceu?’ E eu percebi, eu não acho que merecia estar lá. Ainda hoje tenho momentos de síndrome do impostor completa e absoluta. Apenas, ‘Como vim parar aqui? Eu não fui para a escola de teatro.’ A propósito, essas não são coisas em que eu necessariamente acredito e dou crédito, mas já passei por isso e muitas vezes sua mente volta para lá. Você apenas tem que forjar continuamente um tipo diferente de caminho neural em termos de onde sua mente vai. Eu me sentia uma estranha nesse sentido, e não cresci lendo Shakespeare, não fiz teatro, todas essas coisas que passam pela sua mente em termos de ‘Oh, isso deve significar que não sou uma verdadeira atriz.’ Quanto mais você percebe isso, mais tempo você gasta fazendo isso, menos tempo você realmente gasta descobrindo, aprendendo e crescendo e realmente se tornando o artista que deseja se tornar e não apenas o artista que você pensa onde deveria estar. ‘Oh, eu deveria ser como essa pessoa’, ou todas essas pessoas que você admira e pensa: ‘Como faço para chegar lá?’ Mas apenas a versão de si mesmo. Agora, mais do que nunca, há muito apetite por especificidade. Não apenas especificidade em termos do conteúdo que assistimos, mas especificidade em termos de jornada de como você chegou lá como escritor, ator, diretor. Não existe uma maneira. O seu pode ser único e se inclinar para a sua singularidade. Mas é uma coisa que eu tenho que dizer a mim mesma!”

Não deixe de conferir a nova série de áudio/podcast de Scott, Soft Voice, que também é estrelada por Bel Powley e Olivia Cooke. Os três primeiros episódios estão disponíveis onde você prefere ouvir seus podcasts.


Fonte: Collider
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Naomi Scott, Olivia Cooke e Bel Powley são as estrelas e as produtoras executivas da série de podcast chamada Soft Voice. A história acompanha uma jovem mulher (Scott) com uma voz em sua cabeça que diz a ela o que fazer, guiando-a para seu sucesso extraordinário. Um dia, a voz desaparece — e uma nova voz assume. A série de 10 episódios foi criada pelo ator James Bloor (Barkskins).

Confira o resumo do terceiro episódio de Soft Voice.

EPISÓDIO 3 – BURIAL GOLDMINE

(ALERTA DE GATILHO – SUICÍDIO)

A batida da música transporta-nos, ouvintes, para uma boate: Burial Goldmine. Dark Voice comenta gostar de Berlim, que é muito divertido. No fundo da floresta de corpos, em meio à fumaça, às respirações, ao suor, aos toques e à dança está Lydia. Seu coração bombeando sangue, os lábios com gosto de whisky, seu corpo arrepiando-se e girando. Lydia estava tendo a melhor noite de sua vida.

Logo escutamos a avó de Lydia muito contente, cantarolando em meio à multidão sobre como ama Berlim. “Vó Night Night! Onde você esteve!?” Exclama Lydia, com alívio por tê-la encontrado.

Dark Voice então nos diz que Lydia e sua avó chegaram ao Burial Goldmine seguindo 3 passos simples. Primeiro passo: Lydia diz que queria ter levado mais coisas do que a roupa de malha e o macacão, e que acha que a cabeça vai congelar porque o cabelo está super curto. “Pare de se lamentar!” repreende a avó, “Estamos em Berlim! Finalmente estamos aqui!” Lydia reclama que o ouvido ainda está com pressão pelo vôo, e a avó sugere que a neta boceje, o que resolve a situação. Lydia recebe uma mensagem do Graham. “Graham é o seu marido?”, questiona a avó, e Lydia diz “Não exatamente. Tipo isso.” Então a avó pergunta se ele é gay e Lydia diz que não. Ela escuta o áudio de Graham, que dizia “Hey, só fazendo um check-in. Eu estou aqui no restaurante de ostras, e eu não tenho nenhum sinal de você, então… Não, espera, ali está você! Ah… Não, é só um cavalheiro desajeitado.”

Lydia preocupa-se, pois deveria estar com ele. “Meu bom Jesus! Ele soa um chato.”, diz sua avó, “Encontre um homem decente, Lydia, pelo amor. A vida é curta. E a parte boa da vida é muito curta. Pare de desperdiçá-la.” Lydia diz sentir sua cabeça girando, então decide que elas precisam ir para o hotel, e então elas poderão acordar e fazer algumas atividades culturais pela manhã. “Não, não, não!” a avó desaprova o plano de Lydia, “Os garotos estarão aqui já já”. Lydia se surpreende e a avó diz “Meus garotos de Berlim.” Lydia questiona se a avó falava sobre os amigos que tinha quando morava na cidade, nos anos 70, mas Night Night diz, prontamente: “Claro que não, estão todos mortos! Garotos novinhos.” A avó diz tê-los conhecido num aplicativo pornográfico, e Lydia se surpreende que ela tenha um celular, e a avó diz “É o século 21”, denotando o quão óbvio deveria ser o fato dela ter um celular.

Então a avó, após contar algumas vantagens do aplicativo, diz que pode abri-lo, mudar a localização para Berlim… E lá estão eles, na esquina. “Fizemos grandes planos para essa noite, Lydia”, informa a sua avó, já chamando a atenção dos rapazes do carro. Dark Voice narra para nós que três gays lindos desceram do carro e abraçaram a avó de Lydia, jogaram glitter sobre ela e sobre a Lydia (que espirrou). “Você deve ser a Lydia,” disse um dos homens “ouvimos falar muito de você.” O homem se apresentou como Saalim. Malco e Yulian se apresentaram logo em seguida. “Vamos,” Saalim chamou “precisamos entrar no carro”, sem se importar com a preocupação de Lydia sobre como caberiam todos ali dentro.

“Segundo passo:” Dark Voice nos conta, “a pílula maravilhosa.” Saalim diz que vai levá-las para uma boate chamada Burial Goldmine, e apesar de Lydia estranhar por estarem no meio da semana, Night Night pede para que eles pisem fundo no pedal. Yulian oferece uma pastilha para a avó e outra para Lydia. Um dos rapazes pergunta se a avó quer beber alguma coisa pra ajudar a engolir, mas a mesma diz ser uma “engolidora profissional de pílulas” por causa das muitas cartelas de remédio que ela toma diariamente no asilo. “Oh meu Deus!” Lydia diz em tom de alarme, “avó Night Night, você tem suas cartelas com você!? Você as trouxe!?” A avó diz que não, e manda a neta calar a boca. Quando Lydia tenta argumentar, Night Night fala para ela tomar a pílula também, colocando-a na boca da mais nova e Lydia engole. “Mas o que vamos fazer!?”, pergunta Lydia, mas não obtém resposta.

O terceiro e último passo foi atravessar os seguranças. Um deles barrou Night Night com a justificativa de ela ser muito velha. Night Night então, irritada, diz quem ela é: Judith C. Gumpfield, que teve muitos apelidos durante a vida. Ela conta que vivia em Berlim antes do segurança ter nascido, quando as pessoas ainda levavam tiros por tentarem atravessar o muro. Ela apresenta uma cicatriz no queixo e explica que foi causada pela polícia. “Se nós não tivéssemos invadido Kreuzberg, o seu governo teria destruído todo o lugar!” Ela ainda diz que Burial Goldmine seria um banco. “Isso significa que você me deve o seu emprego.” diz Night Night, “Agora saia do caminho.” E com isso, a avó atravessou os guardas e entrou na boate, deixando Lydia e os rapazes para trás. “Dark Voice”, chama Lydia, perguntando o que foi a sensação que ela acabara de ter nas pernas. “São golfinhos”, diz Dark Voice, e Lydia exaspera: “Nas minhas canelas!?”, “Yep.” é a resposta de Dark Voice, seguida por um “Aproveite.” Lydia diz estar com medo, e a Dark Voice fala para ela sentir a música, respirar, e relaxar. Relaxar tudo. Lydia começa a gostar da música, mas fala não saber como aproveitá-la. “Pare de tentar”, diz Dark Voice. Lydia diz querer dançar, mas que não pode porque dança mal. “Dançar mal não existe”, retruca a voz.

Lydia procura pela avó, mas não consegue vê-la. Dark Voice garante que ela estará bem, então Lydia começa a curtir as sensações que tinha, e a voz diz “De nada.” Decidida a dançar, Lydia enfiou-se no meio dos corpos, e pela primeira vez na vida Lydia não tinha ideia de como ela poderia parecer para as outras pessoas. Ela sorria, estava eufórica, com muitas sensações boas borbulhando dentro de si. Quando abriu os olhos, Lydia percebeu estar dançando com dois homens. Eles a beijaram. Ao mesmo tempo. Então a levaram para um quarto escuro. Lydia pergunta se os rapazes são gays, se são um casal, e um dos homens diz que eles não são substantivos, mas sim verbos. Lydia diz que acredita ser um adjetivo. “Qual?”, pergunta o homem. “Bonita,” começa Lydia, “oculta. Inocente. Perigosa.” O homem sussurra que não, que ela é um verbo. Porque ela é tocar, beijar, lamber e brincar. E no meio de tanto prazer, uma única palavra veio à mente de Lydia: Graham.

Lydia sai às pressas da boate, e então envia um áudio para o namorado. Ela pede desculpas por ter furado com ele, e diz estar em Berlim. Então ela se pergunta porque ela sempre diz que Graham tem um coração de ouro, qual o significado disso. “Talvez signifique que você tenha um coração de metal”, fala que ele é um peso e que ela sofre por estar com ele, porque dentro dela existe medo e indiferença. “De qualquer forma, eu perdi um sapato.” Ela conta que foi beijada inteiramente por dois outros homens. “E eu sinceramente odeio ostras! Eu nunca provei nada mais nojento do que uma ostra. E eu nunca desejei você. E isso é motivo para comemorar porque eu não sou um adjetivo! Eu sou um verbo! Na verdade, eu sou muitos, muitos verbos!”, ela diz, enviando o áudio com triunfo. Dark Voice comemora, e Lydia agradece por finalmente estar livre, por finalmente poder ser ela mesma. Ela agradece muito, e diz amar a Dark Voice, diz sentir-se incrível. “Você é incrível, Dark Voice! Eu te amo, eu te amo mais do que eu amo a Soft Voice. Dance comigo, Dark Voice!”

Chegamos então na cena de início desse episódio, com a avó cantarolando pela boate. “avó Night Night! Onde você esteve? Eu te perdi!”, diz Lydia, mas a avó responde que não é possível perder alguma coisa, porque o total de toda a energia e matéria é o universo, que mantém-se constante, e que as coisas simplesmente mudam de uma forma para a outra. “Eu estava me divertindo!” ela diz. Lydia fala que a ama muito, e a avó responde: “Eu amo você também, minha querida. E obrigada por isso, Lydia. Isso é um deleite!” Lydia diz que esse é o pontapé de um novo começo, no qual elas podem ser quem elas são, em todos os espectros. Ela diz querer conhecer a avó, querer conhecer tudo sobre a avó. “Não dá tempo, minha querida!” diz a avó, e Lydia rebate dizendo que dá tempo sim. Night Night diz que é o fim, e que na verdade já durou demais. Ela diz que não dá tempo, e que Lydia sempre espera que haverá uma chance no futuro, e ainda assim é aqui que ela está. “Onde?”, pergunta Lydia, sem entender. “Aqui, no fim.” responde a avó.

Lydia pergunta se ela está bem, e Night Night diz que espera que não, completando com “eu não tomei meu remédio do coração nas últimas 20 horas, eu tomei meia garrafa de Glenmorangie, uma pílula magnífica e muitas doses tranquilizantes de cavalo. Estou surpresa que cheguei até aqui.” Só então Lydia entende que sua avó arquitetou isso, e que sabia que morreria ali. A avó diz que recomenda que isso não seja feito quando jovem: “Muito tempo diante de você, há muito a perder”, mas quando se está com 89 anos é uma época ótima para morrer. Lydia se desespera, diz que estão só no começo, que precisa levá-la para um hospital, mas a avó esbraveja que ela não ouse. “Você me deu um presente maior do que qualquer outro que eu poderia receber ao me trazer aqui,” diz Night Night, “Eu não poderia desejar um final melhor.” A avó pede para que Lydia dance com ela, e a Dark Voice fala para ela girá-la. Lydia decide contar à Night Night sobre as vozes em sua cabeça, ela diz que tem algo de errado com ela. “O que há de errado com você, minha querida?”, pergunta a avó, retoricamente. Mas antes que Night Night pudesse contar a Lydia o que há de errado com ela, os efeitos da noite vêm à tona, e a avó morre bem ali. Lydia gritou por ajuda mas ninguém ajudou. Os amigos da Night Night recolheram o corpinho dela e a levaram para fora, enquanto que Lydia tentava segui-los aos berros. Colocaram o corpo no porta-malas. Lydia implora para que Saalim, Malco e Yulian parassem, um deles diz que sente muito mas que um dia ela entenderá, e Lydia é deixada para trás com suas súplicas de que não a abandonassem sendo ignoradas.

Não importava o que a Dark Voice dissesse, Lydia não conversou com ela pelas próximas seis horas. Com um único sapato, Lydia pegou um Uber para o aeroporto, comprou sua passagem para Londres. Na sala de embarque, Lydia olhava para o vazio. Todas as sensações boas que ela sentira nessa noite estavam sendo drenadas dela, então decidiu checar o telefone, encontrando 5 mensagens de voz: Ethan, dos Samaritanos; Antonella, a professora de italiano; Trevor avisando que se ela não ligasse para ele nos próximos 5 minutos ela estaria demitida; Trevor avisando que ela estava demitida; Sônia, do asilo. Lydia deletou a maioria das mensagens antes que elas chegassem ao fim. Então ela recebe um áudio de Graham. Graham conta estar chateado com a mensagem dela, e também conta ter tomado a difícil decisão de não conseguir mais estar com ela. Antes de terminar o áudio, Graham ainda diz que está fazendo o check-out. A Dark Voice perguntou à Lydia se ela estava bem, mas a mesma não disse nada. Lydia não falou nada durante todo o voo.

Chegando em Londres, as pessoas encaravam Lydia porque ela estava fedendo, o cabelo parecia um ninho e ela usava só um sapato, mas ela não se importava. Finalmente ela quebrou o silêncio: “Você a matou.”, disse para a Dark Voice, “É tudo sua culpa”. A Dark Voice responde que ninguém tem culpa de nada, mas Lydia rebate que tem culpa sim, e é a Dark Voice a culpada, pois ela disse que era para levar a Night Night para Berlim. “Que foi o que você queria”, explicou Dark Voice, e Lydia explodiu: “Você deu a ideia!”, então a Dark Voice pergunta quem falou que Lydia deveria dar ouvidos a ela. Lydia continua a culpar a voz, e então sente a culpa sobre si, dizendo “Eu a matei. Nós a matamos.” Dark Voice argumenta que a decisão foi toda da avó. “Eu me sinto doente,” diz Lydia, “Eu me sinto muito, muito doente, e estou faminta. Você é maluca.”

Ela também diz que precisa comer, e que precisa comer Manjar Turco. Na hora de comprar, a máquina de ensacamento dá erro e Lydia tenta parar de chorar, mas a máquina dá erro outra vez. Finalmente ela permite passar e pede para selecionar a forma de pagamento. Sem nenhum dinheiro consigo, Lydia tenta seu cartão de crédito, mas a transação é negada. “Negada!? Como isso é possível!?”, Lydia exaspera, e a Dark Voice diz que pode ser porque ela gastou todo o dinheiro que tinha. E Lydia, muito irritada, fala para a Dark Voice não falar com ela. A voz pede para que ela se acalmasse, mas Lydia se enfurece ainda mais: “Não ouse pedir para eu me acalmar! Você destruiu tudo! Você me fez perder tudo. Você perdeu todo o meu dinheiro, que eu trabalhei tanto e economizei com tanta diligência. Você perdeu a minha avó, me fez ser demitida pelo Trevor, você me fez ser descartada pelo Graham. Os Samaritanos me odeiam.”

Ela pergunta como vai ser a zombaria que ela virá a ouvir, “O que eu vou falar para o asilo? O que eu vou falar para a minha mãe!?”. Dark Voice tenta chamá-la, mas Lydia está farta, dizendo “Não ouse dizer meu nome. Tudo era perfeito antes de você chegar. Eu estava num lugar muito bom, eu estava me dando muito bem, e agora você destruiu tudo. Sua idiota! Sua estúpida! Sua idiota estúpida! Você é desgraça, você é egoísta, uma egoísta idiota! Você é doente! Eu te odeio! Eu te odeio.” Enquanto Lydia chora, Dark Voice nos conta que não soube o que dizer, então preferiu ficar quieta. Lydia, sozinha, caiu de joelhos no chão em um pranto desolador. Lydia nunca tinha chorado tão alto, e doía fisicamente, mas o choro fez Lydia sentir-se muito bem, pois era um grande alívio.

Uma assistente de compras se aproximou de Lydia, e, olhando para ela, falou com uma voz muito familiar: “Olá. Posso te ajudar?” O coração de Lydia parou, e ela perguntou: “Soft Voice? É você?”


Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Naomi Scott concedeu uma entrevista para o quadro Ladies Night do site Collider como forma de divulgação do podcast Soft Voice. A entrevista foi dividida em uma série de vídeos onde Naomi conta sua jornada no entretenimento até agora.

Por que Naomi Scott não se intimidou ao cantar Speechless para a icônica trilha sonora de Aladdin

Scott está enfrentando desafios de todos os ângulos em um filme [Aladdin] como esse. Há uma pressão geral para justificar a decisão de refazer um filme amado. Scott tem que cantar músicas do filme de animação de 1992 que são clássicos certificados. E, além disso, Scott também é quem precisa adicionar uma faixa completamente original à mixagem – “Speechless”, escrita por Benj Pasek e Justin Paul.

Quando chegamos à parte de Aladdin do nosso bate-papo do Ladies Night, perguntei a Scott onde ela se sentia mais pressionada, refazendo canções clássicas como “A Whole New World” ou fazendo um original como “Speechless” e esperando que chegue ao limite definido por aqueles inesquecíveis originais.

“Você realmente não consegue competir com o original. Não é uma situação de competição, certo? É como, ‘Bem, essa é a música que tem que estar no filme e eu tenho que cantá-la e me sinto muito confiante de que posso cantá-la bem.’ Não posso dizer que fiquei muito nervosa com essa música. A Whole New World também, apenas em termos da música em si, não é tão difícil de cantar como Speechless. Speechless é uma música muito, muito difícil. Então eu acho que fiquei mais nervosa com isso porque foi um grande momento para a personagem.”

Além da natureza desafiadora da música e da personagem principal, Scott também estava bem ciente da pressão que estaria em “Speechless” em comparação com as outras músicas:

“É obviamente novo; e se as pessoas não gostarem? Sabe, essa é a música que as pessoas vão, quando ouvirem, pensar no seu personagem e você meio que está assumindo uma coisa nova, então eu diria provavelmente mais pressão com Speechless.”

Então, sim, claramente havia algum nervosismo aqui, mas no final das contas? Scott estava animada mais do que tudo. Aqui está o porquê:

“Mais do que qualquer outra coisa, eu provavelmente estava animada porque era uma música muito forte. Uma balada muito forte. Não pareceu tipo – qual é a palavra? Não era apenas leve e bonito; parecia que tinha alguma intuição, o que me deixou meio animada.”

Scott, uma talentosa e experiente cantora fora da tela, também fez uma pausa para apontar a diferença entre cantar uma música como Jasmine e cantar uma como ela mesma:

“A outra coisa sobre essas canções é que eu estou cantando como a personagem, então a maneira que eu canto geralmente soa muito diferente do meu canto neste filme porque é um pouco mais teatral, talvez. Há algum tipo de sotaque. Houve conversas sobre isso. Você sabe, eu estou cantando como Jasmine. Mas eu estava animada para injetar um pouco mais de emoção, talvez seja mais da minha sensibilidade em termos do que eu cresci ouvindo.”

Com “Speechless”, Scott sabia que haveria dois tipos de espectadores por aí – pessoas que prefeririam ver o filme se apegar à versão de 1992 e outras que acabariam amando a nova adição. Mas para ela, pessoalmente, não foi difícil se agarrar à positividade por causa do quanto ela acreditava na música.

“Acho que estava mais animada do que qualquer outra coisa. Provavelmente porque talvez eu entro nessas coisas completamente cega. Eu fico tipo, ‘Acho que é uma ótima música! Se eu acho que é uma ótima música, então todo mundo…’ Mas, você sabe, algumas pessoas gostam de coisas novas, outras não. Algumas pessoas ficam tipo, ‘Não, apenas continue como é’. Você nunca vai agradar a todos, mas eu adorei a música, adorei o significado por trás dela, adorei o momento em que veio no filme, adorei o fato de que longe do filme pareceu de alguma forma um pouco moderna.”

Scott também acrescentou algo sobre sua abordagem em lidar com a pressão de “Speechless” e como isso poderia ser útil ao trabalhar em praticamente qualquer coisa; realmente não há motivo para se preocupar excessivamente.

“Eu deveria ter sentido talvez mais pressão e todas essas coisas, mas quando você está naquela bolha, aquela bolha adorável de fazer o filme, e você está com todas essas pessoas e você se sente muito confiante sobre as escolhas que você está fazendo e você é muito claro sobre o que você está procurando alcançar, isso é tudo o que você pode realmente fazer porque, no final das contas, você sabe que haverá pessoas que curtirão e outras que não, e isso é como tudo que eu venho feito até agora [risos], então eu meio que tipo, não há porque se preocupar demais”.


Fonte: Collider
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Naomi Scott concedeu uma entrevista para o quadro Ladies Night do site Collider como forma de divulgação do podcast Soft Voice. A entrevista foi dividida em uma série de vídeos onde Naomi conta sua jornada no entretenimento até agora.

Como Naomi Scott foi descoberta por Kéllé Bryan, que previu seu sucesso na Disney

Acontece que Kéllé Bryan, que você pode reconhecer do grupo de R&B Eternal, acabou sendo uma figura extremamente influente para Scott no início de sua carreira. Na verdade, pode-se dar crédito a Bryan por descobrir o talento de Scott! Depois de mencionar Bryan, Scott imediatamente enfatizou: “Eu não conseguia pensar em uma mentora melhor para aquela idade e onde eu estava.” Ela também acrescentou: “Kéllé é incrível e uma grande amiga minha”. Então, como exatamente começou esse relacionamento duradouro?

“Então, basicamente, meu Deus, eu tinha 14 anos e estava cantando neste evento da igreja. Eu sou filha de pastor. E foi apenas um evento aleatório e meu pai disse, ‘Oh, você pode cantar alguma coisa?’ Eu fiquei tipo, ‘Pai, eu não estou com meu backing track!’ Então minha mãe teve que ir para casa e pegar meu backing track para a música ‘If I Ain’t Got You’ da Alicia Keys, com um teclado midi realmente ruim! E então eu cantei ‘If I Ain’t Got You’ e Kéllé estava lá porque ela estava dando algum tipo de palestra sobre sua história de vida e fé, etc. E ela me ouviu cantando – eu não acho que ela estava na sala, mas ela me ouviu cantando e [no] final da noite ela meio que disse, ‘Oi,’ e se apresentou.”

Bryan explicou que era dona de sua própria agência e, embora Scott fosse muito jovem na época, poderia ser um caminho que valeria a pena seguir. Scott relembrou: “Ela realmente disse – não estou brincando – ela disse, ‘Oh, eu sei que você pode atuar’. Ela apenas disse, ‘Eu sei que você pode atuar’, o que é simplesmente hilário.” O talento de Bryan para detectar talentos não para por aí. Ela também conseguiu prever um setor da indústria que abraçaria Scott – naquela época e agora também.

“Eu e meus pais nos encontramos com ela e acho que meus pais tinham um equilíbrio muito bom em termos de proteção, em termos de, ‘Ok, não somos muito versados neste mundo. Nós sabemos que há todo tipo de coisa acontecendo, especialmente para uma jovem.’ Como também, ‘Nós sabemos que isso é o que você quer fazer. Queremos apoiar você e o que você deseja fazer.’ E então uma das primeiras coisas que [Kéllé] me disse foi: ‘Oh, a Disney vai devorar todos vocês’. Lembro muito bem, o que é muito doido para mim, porque esse não foi o primeiro trabalho que eu consegui antes do Disney Channel, mas também, você sabe, eu tenho um pouco de história com a Disney!”


Fonte: Collider
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil