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Continuando a divulgação da nova fragrância da Chloé, Nomade Naturelle, Naomi Scott concedeu uma entrevista para o site POPSUGAR e falou sobre fragrâncias, sustentabilidade, e seu lema: “valorize mais e compre menos”. Confira:

A beleza tem sido uma parte importante da vida de Naomi Scott desde sempre. Estrelar em filmes como As Panteras e Aladdin requer um retrato de uma gama de personagens em tela, e com isso vêm horas a fio numa cadeira preparando cabelo e maquiagem. Não é segredo que o cuidado com a pele e a maquiagem sejam uma parte importante de sua vida — e agora, ela está adicionando fragrâncias a essa lista. A atriz firmou parceria com a Chloé para o lançamento da nova fragrância Nomade Naturelle, que ostenta uma bela combinação de tâmaras e ameixas como as notas de topo, jasmim no corpo, e baunilha e sândalo para a base. Nos reunimos com Scott através do Zoom para conversar sobre a nova fragrância, sua rotina de beleza, e o compromisso da Chloé com sustentabilidade.

O que você pode nos dizer sobre a fragrância e porque você estava animada para trabalhar na campanha da Chloé?

A Chloé é uma marca tão icônica. É uma da qual todos têm ciência, e ao crescer, você reconhece essa marca, e você sabe o que é. É uma coisa realmente linda poder trabalhar com uma marca que você ama esteticamente e que você possa apoiar em termos do caráter do que eles estão tentando conquistar.

O que veio a sua mente quando você sentiu o cheiro da fragrância pela primeira vez?

Ela me lembrou o sair da cidade — aquela sensação quando você só sabe quando está muito longe de casa, como quando costumávamos ir ao Center Parcs Wales e começávamos a entrar na natureza novamente. Me lembrou da sensação de sair da cidade e estar livre.

Qual a diferença dessa nova fragrância para as outras que a Chloé lançou anteriormente?

Ela é feita 100% por ingredientes orgânicos, é vegana, e a embalagem também é 40% de materiais reciclados por PCR. Na verdade eu aprendi bastante sobre sustentabilidade conforme eu segui esse processo com a marca, aprendendo o que isso realmente significa e como as empresas estão dando passos verdadeiros em sua direção. Eu acho que a Chloé tem sido tão intencional com isso, e eles conseguiram o certificado B Corp, que é um grande feito, e que mostra que não estão direcionando os esforços apenas a um produto. É algo que está mesmo arraigado na empresa, e eu amo isso. É muito importante, e é inspirador para mim também, porque nenhum de nós é perfeito quando o assunto é sustentabilidade. Eu certamente não sou, mas eu gostaria de pensar que estou caminhando para ser mais intencional sobre o que eu faço, o que eu consumo, e o que eu produzo de resíduos. Então me aliar a uma marca que realmente está trilhando a jornada e não só declamando o discurso é muito, muito legal.

Isso parece incrível. Você lembra qual foi o seu primeiro perfume?

Sinto dizer, não é um muito elegante, mas foi um Impulse. Aqueles sprays cumpriram a missão, sejamos francos. Definitivamente eu lembro de ter um DKNY Be Delicious e nos meus anos de adolescente, ter um Daisy da marca Marc Jacobs, que eu gostava muito. Eu acho que foi minha tia que me deu.

Quais são as coisas essenciais que você procura ao encontrar uma nova fragrância?

Algo que não me dê dor de cabeça. Eu não quero que seja muito forte, e eu não quero que me faça pensar, ‘Oh, isso é perfume, isso é bem cara de perfume’. É um cheiro que seja natural de modo que não pareça ter sido feito por pessoas. Algo que eu possa usar que não irá irritar minha pele é importante, também. Algo que seja fresco, e floral, e delicioso. Meus cheiros preferidos são normalmente os de comida na verdade!

Sério? Quais são seus cheiros favoritos de comida?

O melhor cheiro de todos é literalmente a mistura de cebolas fritas, alho, e gengibre quando você começa a fazer curry, com um pouco de cravo-da-índia. O início do curry é o melhor cheiro do mundo. Eu também amo o cheiro do preparo de chapatis porque minha avó costumava colocá-los direto no forno. É engraçado porque eu não acho que seja um cheiro que as pessoas sentiriam e ficariam ‘humm’, mas é um gatilho de memória para mim que me leva de volta para quando eu fazia chapatis com ela quando criança. Qualquer coisa relacionada a comida indiana para mim já está na lista. Então o completo oposto é pó de talco por causa do lado inglês da minha família e o fato de que minha avó cheira a talco.

Excelente! Em termos de problemas de pele, você falou ter eczema no passado. Como você diria que isso afetou a forma que você lida com a beleza num todo?

Isso afetou todo o meu conceito de beleza. O que eu passei nos últimos dois anos não tem sido exatamente eczema, tem sido o resultado dos cremes que me deram desde a infância quando eu achava que tinha eczema. Então o que realmente aconteceu foi uma retirada dos cremes esteróides. A condição que eu tenho se chama TSW, ou Síndrome da Retirada de Corticóides [Topical Steroid Withdrawal]. O seu corpo então toma um longo, longo tempo para se curar e se descobrir, porque esteve se apoiando em outra coisa. Existe algo que deve ser dito sobre beleza e essa ideia de que menos é mais. Nossos corpos são tão incríveis que eles podem realmente se curar.

Existe um elemento de não querer depender tanto de algo, seja um hidratante ou outra coisa, e eu concordo. Eu estive lidando com a TSW, e tem sido uma morte para o ego, sendo sincera, por conta de algumas coisas pelas quais você passa. Eu posso dizer isso agora, porque eu espero estar me aproximando do fim disso. Quando seu rosto é o seu trabalho, isso te força a aceitar e entender que você está onde está com base no seu trabalho duro, seu talento, suas habilidades e não somente pela forma como as pessoas enxergam você fisicamente e esteticamente. Te força a ficar, ‘Bem, meu valor não pode estar no meu rosto agora porque eu pareço um lagarto’. Meu valor precisa estar em algo além, e isso te força a ter esse reconhecimento de si mesmo. Também te mostra quem está verdadeiramente ali com você, quem está disposto a sentar do seu lado quando a coisa está feia.

Isso também me provou quão forte eu sou. Algumas vezes, era muito doloroso, e eu tinha que gravar um filme no qual eu precisava colocar maquiagem na minha pele quando ela estava ferida, o que era muito difícil e doloroso. Por mais difícil que tenha sido esse período, tem sido na verdade uma boa lição. Agora eu me questiono até o que é a beleza, e quando todos falam ‘Ah, a beleza está no interior’, eu fico tipo sim, claro, mas não há nada mais bonito do que alguém que esteja confortável com quem é e onde está. Não há nada mais atraente do que isso em um ser humano.

Com certeza. Você sente que o lockdown te ajudou com isso, também?

Absolutamente. Não estou sendo anti-expressão ou maquiagem. Eu amo isso, e eu respeito muito a arte nisso. Para algumas das minhas amigas, maquiagem é quase uma terapia para elas, e elas amam essa forma de expressão, mas é para elas. Não é só uma peça de uma armadura, é uma forma de se expressar. Eu realmente acho que todos nós podemos nos desafiar com isso sempre.

Que conselho você daria para pessoas que estão tentando viver a beleza com mais consciência?

Por eu não ser uma expert nas praticidades da coisa, eu posso falar só sobre minha experiência pessoal e a mudança de perspectiva. Para mim, é a ideia de colocar o valor de volta nos itens. Tem um livro que eu li chamado The Ruthless Elimination of Hurry, e fala como a conveniência e a cultura do imediatismo são grande parte do nosso problema. O fato de que somos tão acostumados a escolher coisas, usar as coisas, e não pensar sobre de onde elas vieram ou a ideia de como foram feitas, ou mesmo pensar no acabamento. Existe tanta beleza no processo de criar algo, e então você valoriza aquilo mais quando entende de onde vem. Eu acho que diminuir o ritmo é uma boa parte do que me ajuda pessoalmente. Eu não quero falar por ninguém, mas eu acho que existe algo no conceito de devolver o valor das coisas. Quando você faz isso, você começa a valorizar mais e comprar menos, na minha experiência.


Fonte: POPSUGAR
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Naomi Scott concedeu entrevista para a ELLE UK e falou sobre textura de pele, lições de beleza e o poder dos aromas.

Quando o assunto é conquistar novos horizontes, Naomi Scott sabe como estar à altura. Do seu papel pomposo como Jasmine no remake em live-action do amado filme Aladdin da Disney, à sua performance ao lado de Kristen Stewart e Ella Balinska como uma das três Panteras, e emprestando sua voz para o imersivo podcast de drama cômico-sombrio Soft Voice, poucas atrizes foram abordadas com papéis em tal grau de cobiça tão cedo em suas carreiras. E ainda assim, é algo que Scott faz com equilíbrio, elegância, e uma borrifada do charme vindo do leste londrino.

Sua última empreitada, como o rosto da fragrância Nomade Naturelle, mostra a mulher de 28 anos em sua estreia no mundo dos cosméticos. ELLE UK se juntou à atriz para ir fundo em seus produtos de beleza indispensáveis, seu primeiríssimo perfume e sua habilidade em aprimoramento como maquiadora de noivas…

Qual a sua filosofia pessoal de beleza?

Eu acho que tem a resposta filosófica, e aí tem a resposta prática. Então, pensando em autocuidado, eu acredito fortemente que menos é mais em termos de o que você coloca no seu corpo e pele; é mais sobre o que você consome. Mas sobre o meu relacionamento com a beleza e os padrões de beleza, eu sinto que nenhum ser humano fica mais bonito do que quando está confortável com quem eles são e com quem eles foram criados para ser. Quando estão vivendo seu propósito, essa para mim é a coisa mais linda e é algo que irradia de uma pessoa em oposição à estética.

Para mim, é definitivamente minha mãe. Ela é a pessoa mais modesta e é a razão para eu não ter crescido correndo atrás de manicures ou pedicures. Minha mãe sempre diz que seu sucesso é sobre quem você é e não sobre o que você faz, e esse é um ótimo ethos para seguir. Ela é linda por dentro e por fora, ela é uma pessoa de tanta entrega e ela é muito generosa.

Enquanto crescia, quais lições de beleza você aprendeu das mulheres ao seu redor?

Não tem certo ou errado nisso, mas acontece que as mulheres na minha vida não eram muito do tipo caprichosas. A lição que elas me ensinaram foi, e eu tenho certeza que muitas outras garotas indianas lhe dirão isso, minha mãe dizendo ‘Você não vai fazer sua sobrancelha tão cedo,’ e me salvando disso. De volta à época em que era bacana ter sobrancelhas finas e as mães ficavam ‘Não faça isso, não faça isso!’ Então eu não era autorizada a fazer minhas sobrancelhas e só comecei quando tinha 16 anos.

Minha mãe também me disse ‘Não raspe suas pernas porque os pelos crescem grossos,’ mas quando você é uma criança e você é indiana e você tem muitos pelos nas pernas, e você está indo para a educação física com shorts, não é o melhor cenário. Então eu decidi raspá-las, e aí é claro que cresceu como pelo de pernas de homens e eu precisei começar a depilar, o que era tão doloroso. Eu acho que estamos entrando fundo demais nos meus traumas com depilação aqui!

Conte-nos sobre uma importante lição de beleza que você aprendeu na sua carreira…

Eu acho que ver pele é muito atraente, na minha opinião, em homens ou mulheres. Quando eu vejo sua pele eu penso que essa é uma coisa muito, muito atraente. Se eu não posso ver nada da sua pele e eu só vejo toldos inexpressivos tudo bem, mas existe algo de muito bonito sobre ver a textura da pele. Eu diria para que não tenha medo da textura da sua pele e não tenha medo das suas pequenas imperfeições. Eu entendo que você queira esconder algo quando esteja ‘Nossa, eu estou com uma espinha enorme’ ou qualquer coisa, contudo, textura de pele é atraente, cara.

Como você acha que a representação das mulheres tem mudado nos filmes?

Eu acho que tem menos a ver com uma ‘mulher forte’ e mais a ver com uma mulher complexa, representando as mulheres e ponto final! Mostrando com profundidade a experiência feminina e isso sendo o centro da narrativa. Em alguns dos meus filmes favoritos as personagens femininas são aquelas com falhas e você as vê fortes, as vê fracas, as vê chorando, as vê com raiva – você as vê fazendo de tudo porque elas são seres humanos.

Eu entendo de onde essa ideia de querer mulheres fortes nas telas vem, especialmente no contexto de entretenimento para toda a família, quando você pensa na sua sobrinha ou sobrinho ou filha ou quem seja, você quer que eles tenham algo incrível para se inspirarem. Mas, no geral, eu amo ver histórias femininas nas telas em toda a sua complexidade e se isso inclui força, então provavelmente deva incluir momentos de vulnerabilidade.

Como você usa a beleza para se expressar no dia a dia?

Para mim, pessoalmente, menos é mais para o meu próprio rosto. Algumas pessoas amam ir para o 1000% e eu amo isso, eu amo a arte nisso e respeito e a aprecio. Para mim, são poucas coisas que eu uso para acentuar meus traços, e em termos de rotina é muito simples. Eu lavo o meu rosto e eu, na verdade, não uso nenhum hidratante! Eu tenho problemas de pele bastante específicos então eu não uso hidratante. Eu estou basicamente tentando fazer meu corpo criar sua própria hidratação.

Então eu penteio minhas sobrancelhas, uso um pouquinho de lápis marrom e coloco algum delineador. O delineador Rare Beauty da Selena Gomez é como um pincelzinho e é tão macio, eu só faço uma bordinha, não como um olho-de-gato mas algo como uma marca em cada lado. Então eu uso um pouco de lápis de boca com um pouco de bálsamo labial e estou pronta. Isso sou eu pronta e isso sou eu bem vestida ou não, isso não muda.

Quão experimental você é com maquiagem?

Na verdade eu prefiro fazer maquiagem em outras pessoas! Como eu tenho que usar maquiagem para o trabalho, eu gosto de me dar um descanso. Eu sempre fico ‘Minha nossa, eu não posso ficar preocupada colocando e tirando maquiagem!’, mas eu realmente gosto de fazer em outras pessoas. Na verdade eu fiz a maquiagem da minha cunhada no seu casamento, e no dia eu entrei em pânico e pensei, ‘M**da, eu preciso fazer a maquiagem dela, é tanta responsabilidade! E se eu estragar tudo? O que eu vou fazer?’

Por sorte ela gostou e ficou feliz. Ela gosta de menos é mais e nós não exageramos, ficou com um contorno clássico, não o tipo de contorno como conhecemos hoje, um pouco de iluminador e aí alguns cílios individuais. Eu posso dizer que definitivamente não sou uma mágica com eles então não venha até mim buscando por cílios postiços!

Qual parte da maquiagem você mais se destaca?

Eu acho que sou muito boa em sombras e na uniformização. Eu digo isso, mas aí vou para o YouTube e tem pessoas tão insanas com a precisão. Pense em mim mais como uma maquiadora da moda antiga em que é só um toque, e você só coloca um pouquinho e já está pronta. Essa é a minha vibe.

Qual papel os perfumes têm interpretado na sua vida?

Eu tenho pele muito sensível então ser o rosto da Chloé Nomade é tão incrível porque é um perfume que eu realmente possa usar. É feito 100% de ingredientes de origem natural, e é orgânico e vegano, então não há nada que vá irritar minha pele, o que eu acho que é muito importante. Meu relacionamento com perfumes até agora tem sido muito mais com velas e aromaterapia na minha casa, mais do que com perfume de verdade mas eu genuinamente amo – tem um cheiro maravilhoso.

Como perfumes têm te ajudado a se empoderar?

Houve um tempo em que eu estava passando por problemas de saúde e não estava dormindo e durante um período muito difícil num trabalho meu marido trouxe um difusor que temos em casa e ele fez tanta diferença. Nós sempre usamos um odor específico, Aesop Beatrice, é um aroma calmante que te faz sentir muito confortável então ter isso no set me fez sentir mais como se estivesse em casa e isso me tirou de um período bem difícil. Engraçado como os cheiros estão tão relacionados às nossas emoções.

Você se lembra do primeiro perfume que comprou na vida?

Na verdade eu não acho que era perfume, acho que era provavelmente o spray corporal Impulse, mas a pior coisa é que eu realmente achava que era um perfume! Eu ficava ‘Minha nossa, esse é o aroma.’ Mas no caso de perfume de verdade eu lembro de ganhar essa caixa verde da minha tia, era dela antes de ser minha, e era Dior Poison. O cheiro era tão forte ao ponto de me dar dor de cabeça, mas eu lembro de pensar que era muito especial. Apesar de que eu não sei se eu cheguei a usá-lo! Eu certamente lembro que tive um perfume Be Delicious da DKNY em algum momento e Marc Jacobs Daisy também.

PRODUTOS DE BELEZA ESSENCIAIS USADOS POR NAOMI SCOTT

CHLOÉ NOMADE NATURELLE

RARE BEAUTY PERFECT STROKES MATTE LIQUID LINER

AESOP BEATRICE OIL BURNER BLEND

MARC JACOBS DAISY EAU DE TOILETTE


Fonte: ELLE UK
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Naomi Scott participou da décima primeira temporada do Table Manners with Jessie Ware. Apresentado pela cantora britânica Jessie Ware e sua mãe, Lennie, o podcast fala sobre comida, família e a bela arte de bater um papo, direto de sua própria mesa de jantar.

No décimo terceiro episódio, Naomi fala sobre ter crescido como filha de pastor, a comida de sua avó e as primeiras lembranças de fazer Chapati juntas. Ela também fala sobre seu marido que ela conheceu aos 16 anos na igreja e que cresceu cercada por música gospel em Hounslow.

Jessie Ware: Você entrou e falou “eu só não posso consumir laticínios”.
Naomi Scott: É o seguinte, saibam que eu não sou médica. Mas eu !!! com TSW.
JW e Lennie: O que é isso?
JW: Parece nome de banda.
NS: Eu sei! TLC.
L: Aquela que canta ‘No Scrubs’?
NS: Exato! Então, é a chamada Resistência a Esteróides Tópicos (Topical Steroid Withdrawal). Eu amo como estamos indo direto na minha ficha médica, como primeiro tópico.
L: Ah…
NS: Não, tudo bem, eu adoro. Bom, eu cresci com eczema e os doutores…
L: Você usou esteróides.
NS: Creme de corticosteróides, aos quais eu tenho uma opinião forte sobre. E com o passar dos anos o meu corpo ficou, como se diz… viciado ao creme com esteróides. E aí o seu corpo para de…
L: Você não funciona sem eles.
NS: Exato. E receitaram esteróides mais fortes e etc. Daí o seu corpo só vai “Nah, isso não funciona mais”. Chegou num ponto que eu tinha, eu acho, 23 anos, e meu corpo basicamente erodiu. Isso foi depois de gravar Aladdin. E eu e meu marido ficamos “ok, nós temos que ser naturais, para deixar o corpo se curar naturalmente”, então eu afastei todos os meus esteróides e outros cremes imunodepressivos. E aí surgem os sintomas da dependência, que ninguém nunca te avisou sobre. E como você pode ver, minha pele…
L: Sua pele é linda!
NS: Quer dizer…
JW: É muito bonita.
L: Olha essa pele!
JW: Mas isso foi tudo curado a partir de uma dieta?
NS: Bom, não. Está sendo curado pela paciência, e parar de passar os cremes.
L: Mas o que você faz se você estiver com coceira? Se você estiver tendo uma reação a alguma coisa?
JW: Mas eu lembro que na festa da Vogue você estava sentindo a coceira, e você disse “Meu eczema está forte”.
NS: O que é engraçado porque nessa época eu não sabia que eu tinha resistência aos esteróides. Eu nem sabia que isso existia. Esse assunto não recebe muita atenção por muitos motivos. Mas é um dano nervoso. Então os cremes esteróides entram em contato com a pele, e a pele é o seu maior órgão. Não é só uma reação alérgica, é também um dano nervoso, porque a coceira é tão profunda que você não consegue alcançá-la.
L: Ui!
NS: É desconfortável, desculpa, estamos prestes a comer e eu tipo “eu lasco o meu corpo todo”…
JW: Oh não.
NS: Mas eu acho que é importante falar sobre isso, porque muitas pessoas estão passando por isso, e muitas pessoas estão passando por isso sem nem saber que seja Resistência a Esteróides Tópicos. Eles acham que seja só um eczema severo, mas na verdade é do creme de esteróides que você está usando. Então, você vê minha elasticidade quando eu sorrio. Eu não tenho uma elasticidade normal, parece que sou muito enrugada.
L: Por causa dos esteróides?
NS: Esse é o processo de recuperação. Então eu estou há três anos nesse processo, e eu faço um tratamento natural, o que significa que eu não coloco nenhum hidratante na pele.
JW: Quê!?
L: Por quê?
NS: Porque isso força o meu corpo a criar os próprios óleos e se hidratar. É maluco porque, diante das câmeras, meu rosto é o meu trabalho. E tem sido interessante através dos anos…
JW: Como o seu rosto reage à maquiagem? É um pesadelo? Porque você parece radiante para mim.
NS: Então… outra coisa estranha sobre isso é que, em 2019, que é quando eu viajei muito em questão de promover coisas, foi como uma reação atrasada, porque eu não estava colocando cremes nem nada e minha pele estava muito boa, eu estava apta a funcionar sem eles. Chegou 2020, tudo desandou.
L: Fomos pegos por uma pandemia.
NS: Sim! Literalmente eu passei pelos meus piores sintomas. Eles não são só relacionados à pele, eles envolvem outras coisas. Então você achou que foi porque eu teria um quê de atriz de “ai eu não posso tomar isso, não posso comer aquilo”.
L: Têm muitas pessoas assim.
NS: A questão é que laticínios são o gatilho principal.
JW: E isso se associa muito com o eczema, né?
NS: Exatamente! Porque laticínios não são bons, no geral, para mim. Mas para isso, por exemplo, eu acho tão difícil de negar. Eu sou uma comilona, eu como… eu amo tanto comida, que eu mandei um email para a minha equipe perguntando “mas tem que ser lá?” e eles disseram “o podcast só funciona se você for lá”.

JW: Então me diga, sobre o passado. Sua ascendência. Como funciona quando você come com a sua família?
NS: Oh, minha mãe faz… sabe uma coisa que me mata?
L: O quê?
NS: Pimenta. Porque a pimenta inflama e faz o corpo ferver.
L: Dá coceira.
NS: É… E é tão triste, porque o Dahl da minha mãe… E o curry… minha nossa, eu amo a comida da minha mãe.
L: Eu preciso da receita do curry. Você acha que sua mãe me passaria?
NS: Sim! Com certeza!
JW: Certo, então me diga como era, quando você era criança, quem preparava aquela típica refeição de família na sua casa?
NS: Hm… Minha avó.
JW: Você morava com a sua avó?
NS: Não, não! Desculpa, não, eu quis dizer que nós sempre íamos para a casa da minha avó para comer. Mas na nossa casa, era estranho, porque meu pai é inglês e minha mãe é indiana, então…
L: De qual parte da Índia?
NS: Ela na verdade é africana.
L: Ah, então você é asiática de Uganda?
NS: Sim! Fico tão contente que você saiba disso! (…) Então ela veio de Uganda, mudou-se para a Inglaterra quando ela tinha onze anos, minha avó com seus dez filhos, cerca de dois meses antes de Idi Amin perder as estribeiras, então eles organizaram um jeito de fugir.
L: Se eles tivessem sido pegos, ele teria feito algo.
NS: Ele teria, provavelmente. Não sei.
JW: Você não estaria aqui.
NS: Eu não estaria aqui. Ou eu estaria de uma forma diferente.
JW: E como eles chegaram ao Reino Unido?
NS: Eu não sei pra onde eles foram em primeiro lugar, mas eles cresceram em Hounslow. E meu pai é de Wimbledon, ele é super britânico, então eu cresci… minha casa…
L: Onde eles se conheceram?
NS: Eles se conheceram na igreja, na verdade.
L: Então você é cristã?
NS: Sim! Eu diria que sim, apesar dessa palavra ser muito forte. É interessante para mim… Sim, eu diria que sim.
L: Eu acho que a dica foi na parte da igreja. Eles não se tornaram hindi, ou…
NS: Não, não, não. Ela… E isso é outra coisa interessante. A família dela era hindu. Mas eu diria que, em questão de prática, eu não tenho certeza. Minha avó disse a todas as suas filhas, pois ela teve nove filhas e um filho, e ela disse “Você pode casar com quem você quiser casar”, não tinha aquela pressão. Então eles estão ao redor do mundo, casados com pessoas de diferentes nacionalidades. Mas eu também sinto que teve uma questão de assimilação, ela só tinha 11 anos, e minha mãe é muito inglesa também. É uma mistura interessante. Eu acho que eu tive refeições muito britânicas na infância, era uma casa muito britânica. Só quando eu ia para a casa da minha avó e, uma das minhas primeiras lembranças é de fazer chapatis com minha avó, é tão… tão adorável. E o curry da minha avó era o melhor! Era tão bom.
JW: Ela está viva?
NS: Não… ela morreu há uns… seis anos?
JW: E ela veio para cá com o seu avô?
NS: Eu acho que eles vieram antes e meu avô veio depois, mas eu não tenho certeza. Mas foi a minha avó quem realmente fez o trabalho pesado de conseguir os passaportes. Teve uma outra família que os ajudou, financeiramente, a fugirem também. Mas a minha avó era essa indiana pequenininha, ela era tipo tamanho PP, e era incrível.
L: Ela vestia saare?
NS: Sabe, ela usava quando era mais nova, eu lembro dela usar saare. E aí ela envelheceu, não muito, mas sim, minhas lembranças dela é que na casa dela tinham todos esses deuses hindus diferentes. Você só tem essas memórias, sabe? E sempre o cheiro, né, quando falamos de infância sempre tem o cheiro. Ontem estávamos andando de bicicleta pela East London e eu falei para o Jordan “eu sinto cheiro de chapatis”. Eu pude lembrar daquele cheiro. Mas sinceramente, curry, pra mim, feito em casa, é… (estala a língua)
JW: Você acabou de mencionar o Jordan.
NS: Sim.
JW: (Cantarola) Que é o seu, muito charmoso, marido.
NS: (Gargalha)
JW: Minha nossa, mãe, se ele tivesse vindo a senhora ficaria muito feliz.
L: Ele é bonito? Deixa eu ver ele.
NS: Vou te mostrar fotos.
JW: Ele deveria ter vindo!
NS: Não diga isso… ele ficaria… ele ficaria meio…
JW: Mas ele é um de seus gerentes, não é?
NS: Bom, sim. Tecnicamente.
JW: Poderia tê-lo trazido pelo trabalho.
NS: Eu poderia! Ah, deixa eu te mostrar fotos dele.
JW: E ele… ele é um futebolista semi-profissional?
NS: Profissional, sim.
JW: Profissional!
L: Ah, Jessie! O homem é perfeito.
NS: É. Esse é o meu marido.
L: Meu Deus.
JW: Sim, eu sei! Traga-o aqui, rápido! Tragam ele pra cá!
L: Onde vocês se conheceram?
NS: (Gargalha) Na igreja!
JW e L: Meu Deus!
JW: Eu pensei que seria algo como… jardim de infância.
NS: Jardim!? Eu conheci o Jordan quando eu tinha 16 anos!
JW: Isso é tão adorável…
NS: Nós começamos a namorar quando eu tinha 17.
JW: E vocês se casaram bem cedo, né?
NS: É. Aliás, hoje eu fico, minha nossa, se uma moça de 21 anos vier me falar “é, ahm, eu acho que vou me casar” e vou responder “oi? Perdão?” Mas na época, também para as pessoas que nos conheciam, em questão dos nossos trabalhos, nós tivemos que crescer muito rápido. Então eu acho que nós amadurecemos muito rápido, então para as pessoas que nos conheciam isso fazia sentido.
JW: Ele era um jogador profissional.
NS: Sim, sim.
L: Ele estava em qual time?
NS: Na época… West Ham? Quando nos conhecemos ele jogava no West Ham.
L: Eu ia dizer que ele era de West Ham
NS: Você ia? Você teve a sensação…
L: De que ele tinha sido um jogador do West Ham? Sim.
JW: Então você ia à igreja com frequência?
NS: Eu sou filha de pastores. Eu sou uma PK (Pastor’s Kid), eu sou uma filha de pastores.
JW: Nossa!
L: Foi onde ela conseguiu… cantar.
NS: Eu cresci na igreja. E comecei a cantar lá, sim. Eu cresci com música gospel.
JW: Ahh! Okay! A ficha caiu!
NS: Então eu cresci com Mary Mary, Kim Burrell… Gospel popular. É a minha bagagem.
JW: Quem estava na banda da sua igreja? Porque sempre começa assim, alguém na banda da igreja…
NS: Não. Era mais… tio Martin no baixo. 16 anos, mandando um (faz barulho do baixo). Não é como as igrejas americanas. Era mais simples. E a música com a qual eu cresci definitivamente foi nessa pegada de Pop-Gospel.
JW: E quando você recebeu seu primeiro solo?
NS: Quando eu recebi meu primeiro solo? Oh, eu não me lembro!
JW: Você não lembra qual foi!?
NS: Não lembro! Por que eu só lembro de cantar na igreja. E então, todas as vezes eu tinha que puxar uma música. Mas eu lembro da primeira vez que eu realmente cantei, pra valer, como num show. Nós tínhamos esse acampamento de verão chamado “Quer Cantar, Vai Cantar”.
JW: Parece ótimo.
NS: Eu sei, eu amo. E a moça que estava coordenando me deu “I Say a Little Prayer”, da Aretha Franklin.
L: Uau!
NS: A propósito, que música difícil. Cruelmente difícil.
JW: Foi sabotagem ou…?
NS: Não, ela estava tipo “eu acredito que você consegue”.
L: Por que é tão difícil?
JW: Pela distância das notas.
NS: Para uma garota de 12 anos, essa parte (canta), e como o refrão é, (canta).
L: É muito agudo, sim.
NS: Sim. E eu lembro de apresentar e os meus pais ficaram tipo “oh, ela consegue cantar. Nós sabíamos que ela conseguia cantar, mas ela pode cantar mesmo”.
JW: O Jordan estava na plateia?
NS: Não. Eu acho que isso foi antes de nos conhecermos. Mas ele… a primeira vez que ele foi para a igreja eu estava cantando no palco e isso é hilário. Eu lembro o que eu estava vestindo, terrível a propósito. Era de uma loja.
L: Onde foi isso, em Hounslow?
NS: Não, tínhamos nos mudado para o leste, então… Eu cresci em Hounslow e aí nos mudamos para Ilford. Minha mãe encontrava a salvação em qualquer lugar que fosse. Mas o vestido que eu usava era bem barato, (…) cinza, decotado.
JW: Você usava decote? Na igreja?
NS: Eu acho que sim. Ele era cinza, justo, e de mangas compridas… Então ele entrou, quer dizer, ele já estava lá, muito alto.
JW: Não dá pra não vê-lo.
NS: Então eu o notei, e eu fiquei, “tem um adulto ali” (gargalham), mas eu achei que ele fosse muito mais velho.
L: Você lembra o que estava cantando?
NS: Ah, não, eu não lembro. Mas aí meu pai tinha esse negócio de “ok, vai lá dar oi pra alguém que você não conhece!” (gargalham)
L: Oh não!
JW: Mas ela estava tipo “eu vou direto no Jordan”.
NS: Ir direto no Jordan. Mas ele estava com a tia dele, que agora é a minha tia. Tia Paula, um salve, tia Paula. E eu pensei que eles eram irmãos, e eu fiquei “oh esse é o seu irm…” Eu não sei, eu acho que estava tentando me entrosar com a tia, sabe? E ele era muito reservado, muito reservado e quieto. E eu fiquei intrigada com ele, tipo “esse cara é estranho”. E aí eu descobri que ele era jogador de futebol e fiquei “ohh, não sei não.” (…) Eu acho que eu tinha essa ideia na cabeça de como seria um jogador de futebol, e eu fiquei “ah não”, mas depois eu fui ficando “na verdade ele é bem legal”.
L: Ele deve ter um físico muito bom, né?
JW: Nossa, minha mãe fazendo as perguntas que nós…
NS: O físico é importante!
L: O físico, ele é um jogador.
NS: E tem algo sobre a forma de um homem.
JW: Qual a altura dele?
NS: 1,90.
JW: E você é miudinha.
NS: Eu sou…
JW: Você tem que subir num degrau para beijá-lo. (…) Ok, então ele não falava muito. O que aconteceu no primeiro encontro?
NS: Eu lembro do primeiro encontro. Nós fomos para um restaurante italiano perto da casa dele.
L: Italiano? Não era um Pizza Express?
NS: Eu amo o Pizza Express, aliás. E eu estava tão nervosa que eu não… porque ele me viu em tantas situações diferentes, todo mundo me conhece pelo tanto que eu consigo comer. Eu como muito, eu consigo comer mais do que o meu marido, eu consigo comer mais do que qualquer um. E se eu estiver com fome eu posso comer muito. E ele me viu em ação e eu sou como um filhote de dinossauro quando eu como. Mas como eu estava muito nervosa eu comi só uma fatia e eu acho que ele ficou meio “o que tem de errado com ela? Por que ela não está comendo?” E isso porque… tudo o que eu lembro é que eu estava tão nervosa que ele me levou para casa e eu estava muito nervosa, e eu só corri para dentro de casa.

JW: Voltando para a sua infância, sua mãe cozinhando pratos britânicos. Qual era o seu favorito?
NS: Meu favorito era… e eu acho que está sempre ligado a memórias. Era um assado no domingo, depois da igreja. Sempre, a igreja sempre está presente.
L: E como vocês faziam isso, com a igreja? Porque eu…
JW: Ela deixava pré-assado.
NS: Não era tão sofisticado.
L: Vocês iam à igreja, que horas a igreja terminava?
JW: Porque você é a filha dos pastores, então…
NS: 12h30?
L: E ela tinha que preparar a comida?
NS: Sim, então ela ia direto pra casa, colocava o frango no forno. Ela saía da igreja mais cedo.
L: Isso é o que as mulheres têm que fazer, precisam sacrificar…
NS: O seu momento de socializar depois da igreja. (Gargalham) Então ela ia pra casa, colocava o frango no forno, e a Mauryn sempre vinha.
JW: Quem é Mauryn?
NS: Ela era a senhora da igreja, que…
L: Era solitária?
NS: Sim, ela vivia sozinha, ela era muito uma dona de gatos. Mas ela era incrível, ela era muito forte, e eu sempre lembro da gente preparando o frango juntas. Cortando o frango juntas. E eu já comia muito. A pele, a pele é a minha parte favorita. Então essas memórias sobre o assado de domingo. É engraçado. Minha refeição favorita são ou os curries indianos ou um assado inglês bem feito. Eu amo um assado inglês.
JW: Você faz bem algum desses? Você é uma boa cozinheira?
NS: Eu sou… ok. Eu acho que naturalmente eu sou uma boa cozinheira, mas eu não investi tempo nenhum nisso.
JW: Mas eu não sei, você pode agora comprar os seus assados.
NS: Não, eu faço um bom assado. Curry é algo que eu ainda não… Eu sei como fazer um curry básico.
JW: Tem algo a ver com a estação da pimenta, com o período…
NS: Tem.
L: Eu não acho que eu seja a melhor cozinheira para curry.
JW: O seu curry não é o melhor.
L: Mas eu acho que fazer um assado com manjericão, é o meu favorito.
NS: Como você faz batata assada?
JW: Ela fez umas muito boas esse ano.
NS: Ok, eu preciso saber.
L: (…) Eu acho que o segredo, pra mim, tem sido usar óleo de colza. Óleo de colza pode chegar a temperaturas mais altas.
NS: Quais batatas você usa?
L: Maris Piper.
NS: É a Maris Piper, né. Eu tentei algumas diferentes, mas Maris Piper é a correta.
L: Ferve elas e deixa cozinhar por uns três ou quatro minutos depois que ferver.

JW: Eu quero saber: pra qual restaurante você vai assim que eles começarem a abrir?
NS: Ok, eu amo comida japonesa. Ao Roka.
JW: Eu nunca fui ao Roka! (…)
NS: Eu amo comida japonesa. Minha nossa. Eu quero ir a tantos lugares.
JW: Tem muitos perto da sua casa?
NS: Não são muitos. Tem o Sheesh.
JW: Minha nossa! Eu ouvi falar desse! É bom?
NS: Sim, é ótimo. Eu amo como eles fazem a salada, é ótimo. E eles costumavam fazer um pudim de pão, mas eles não fazem mais, o que é tão triste porque era o meu favorito.
JW: Por que você não traz de volta?
NS: Eu não sei porque eles tiraram! Era tão popular.
JW: Seria bom se Naomi Scott trouxesse o pudim de pão de volta.
NS: Eu tenho que tentar alguma coisa?
JW: Sim.
NS: Fora isso, não tem muitos lugares para comer perto de casa.
JW: Então você cozinha muito?
NS: Sim! Nós cozinhamos também.
JW: O Jordan cozinha bem?
NS: Sim, ele é um bom cozinheiro. Então, no meio da semana é mais… salmão cozido, batata doce…
JW: Mais simples.
NS: Mais simples.

JW: Eu quero te perguntar. Fazer podcasts é como uma nova aventura para você. E pelos três primeiros episódios, é muito bom.
NS: Obrigada!
JW: É muito bom! E eu não costumo escutar ficção.
NS: Nem eu!
JW: (Gargalha) Ok, então você está estrelando nele mas também produzindo. Você que escreveu? Quem escreveu?
NS: Não.
JW: Como isso surgiu?
NS: Ok, então, como você, eu nunca tinha escutado um podcast narrativo. Mas eu estava gravando um filme no final do ano passado.
JW: Você pode dizer qual é?
NS: Sim, se chama ‘Distant’, com o Anthony Ramos. Eu não sei se vocês viram Hamilton.
JW e L: Sim!
NS: Ele também está em In The Heights, que está pra sair. Ele é muito, muito talentoso. Ridículo, irritantemente talentoso.
L: Ele dança ou canta? Parece que ele tem um estilo de hip hop em tudo.
NS: Sim, eu diria que ele tem jeito pra hip hop… Mas sim, ele é um bom dançarino. Ele é um ótimo cantor, um incrível cantor. E ele também é muito talentoso como ator. E nesse filme nós temos duas pessoas no espaço, muito bom para o contexto de covid. Foi gravado em Budapeste e o produtor com quem estávamos trabalhando tem essa empresa de podcast chamada QCode e eu estava, basicamente, falando o tanto que eu amo a Olivia Cooke, mas nós sempre estamos fazendo testes para os mesmos papéis, então nós nunca…
JW: Sério?
NS: É, e a gente nunca trabalhou junto, e ele falou “Talvez eu tenha algo em que vocês possam trabalhar juntas”, então ele nos mandou essa história curta, e tivemos uma reunião no zoom com o roteirista, James Bloor, então ele é o criador, James Bloor. E ele é um ator e escreveu esse roteiro para o namorado que ele acabou terminando com ele depois, e esse roteiro era sobre a sua jornada pessoal, tem muito a ver com saúde mental e ele seria capaz de falar muito melhor sobre isso, mas o que nós amamos no projeto foi que tinha um tom tão específico. Então o estilo de escrita, de comédia sombria, é tão britânico, tão engraçado, tendo tantas conversas diferentes. E é tão único que ficamos “minha nossa, eu amei isso. Eu tô dentro.” Então a Olivia já estava comprometida com o projeto e nos conhecemos pelo Zoom e conversamos, estávamos todos muito entusiasmados com o projeto. E tinha um terceiro papel que estávamos falando sobre quem assumiria e a candidata principal era a Bel Powley. Eu a amo desde ‘O Diário de Uma Adolescente’.
L: Ela é tão boa…
JW: Quão boa ela é em ‘O Rei de Staten Island’?
NS: Eu não assisti ainda!
JW: Minha nossa! Ela é incrível!
NS: Eu vi os trailers! A propósito, ela tem o meu coração. Eu amo e respeito muito as duas. E foi tão legal porque nós todas meio que tentamos os mesmos papéis e é muito legal estarmos juntas e ficar “Podemos trabalhar juntas. Estamos produzindo.” E nós acreditamos. Não conhecíamos muita coisa sobre podcasts narrativos, mas sabíamos que esse era muito bom e é definitivamente algo de que gostaríamos de fazer parte. E o que a QCode faz é que eles tem esse podcast narrativo e eles conectam com atores, e aí dá pra vender como uma série de TV e é uma prova real.
JW: Eu posso imaginar como uma série de TV, estrelando…
NS: Sim, e meio que essa é a ideia. Nós amamos. E quando você está participando de algo, especialmente produzindo, você tem que acreditar tanto nisso, e nós amamos tanto o projeto.
JW: Então, antes de você chegar eu tentei explicar na introdução. Mas quando eu expliquei, minha mãe ainda não ouviu, mas ela falou que seria sobre esquizofrenia. Eu não sei se é.
L: É sobre as vozes na sua cabeça, né. Ou sobre lidar com o ego. Me disseram que o jeito que os pais criam os filhos… você não vai ter seus pais com você quando for adolescente, você tem que tomar decisões, mas seu pai está sentado no seu ombro te dizendo o que fazer e o que não fazer. As coisas boas e as coisas ruins. E as coisas ruins são as pessoas te empurrando e dizendo “vai lá, tenta isso”, e a coisa boa sou eu sentada no ombro da Jessie, dizendo “não faça isso”.
JW: É uma abordagem muito esperta para tratar esse diálogo interno, esse conflito, a moral e a ansiedade. É incrível que com episódios curtos você se comprometa com esses personagens. Olivia Cooke faz a personagem da Dark Voice. Você, como Lydia. E então a Soft Voice que vem um pouco depois. É tão dinâmico. Eu imagino tudo muito bem, sabe?
NS: A nossa meta nunca foi “Nós vamos conseguir milhões de pessoas ouvindo”, o que nós queríamos é que as pessoas que se engajarem com o podcast conectem-se com ele da forma que nós nos conectamos. E é isso que estamos descobrindo. Estamos descobrindo pessoas que estão se conectando com ele e estão realmente amando. Todo mundo, desde a minha sogra até os meus amigos que são muito ligados em podcasts. São muitos temas que são abordados. E essa ideia de vozes, que também são vozes do passado… basicamente é sobre essa corretora de imóveis, 25 anos, chamada Lydia, que tem uma voz chamada Soft Voice que a diz o que fazer.
JW: Perfeccionista.
NS: Um dia, a Soft Voice desaparece e é substituída por outra voz.
JW: Serão quantos episódios?
NS: Dez episódios. São lançados às quartas. E é interessante você falar que muitas pessoas possam se conectar de alguma forma, com a conversa sobre saúde mental. E isso é algo do James, vem da cabeça dele, e são muitos temas diferentes, muitas discussões que surgem do projeto, e como eu disse é uma jornada muito pessoal.

JW: Última ceia, o que você comeria?
NS: Última ceia da vida. Eu posso escolher o que eu quiser?
JW e L: Sim.
NS: E eu posso considerar que eu não vou ficar cheia?
JW: Sim.
NS: Ok, porque eu teria… eu preciso de uma refeição assada, em algum lugar do dia. Eu preciso de um jantar assado completo, com o macarrão com queijo da minha sogra. Ela faz o macarrão com queijo mais incrível.
JW: O que ela faz para ele ser tão bom?
NS: Eu acho que tem algum segredo com a mostarda.
JW: Ah sim.
NS: Mas é tão bom! E aliás, ela não cozinha muito. Ela não cozinha.
JW: Mas esse é o ponto forte.
NS: Esse é o ponto forte, e é incrível. Então seria a versão caribenha de uma ceia de natal. Completo. Tem que ter curry em algum lugar.
JW: Seria o da sua mãe ou o da sua avó?
NS: Seria provavelmente o dahl da minha mãe.
JW: E se você pudesse colocar pimenta, colocaria?
NS: Com certeza! Quero tudo. Dahl… o que mais…. chapatis. Eu posso comer o curry no café da manhã, eu comeria no café da manhã.
JW: Eu amo curry no café da manhã também.
L: É estranho, é estranho que na Índia tem o hábito de…
JW: Não é estranho.
L: Eu acho estranho porque é uma comida muito pesada.
NS: Não, mas tem tipos diferentes, por exemplo os vegetarianos. Tem o dali, que seria dahl… e curries vegetarianos.
JW: Ok, então temos curry para o café da manhã, assado caribenho para o almoço. Pudim?
NS: Ok, nossa, eu amo a torta de banoffee da minha prima. Eu amo torta de banoffee.
JW: E o que você vai beber?
NS: Não sei.
JW: Vinho?
L: Você gosta de champanhe?
JW: Coquetéis? Gosta de coquetel?
NS: É, eu gosto de coquetel. Eu gosto de gin tônica.
L: Você tem boa etiqueta?
NS: (sussurra) Eu acho que não.
JW: Eu acho que tem!
L: Você está bem, querida.
NS: Você diz etiqueta tipo, etiqueta, etiqueta mesmo? Mas deixa eu falar, esse bolo está sensacional.
JW: Está muito bom!
L: Mas ele ficou meio molhado.
JW: Melhor do que seco.
L: Era para ficar no forno por 40 a 45 minutos mas ele ficou por volta de uma hora.
JW: Mãe, está ótimo! O Jordan gostaria de um pedaço?
NS: Quer dizer, sim. Ele adoraria.
JW: Naomi Scott, você poderia ficar aqui para sempre.
L: (sussurrando) Pergunta pra ela sobre o karaoke.
NS: Ah, eu sei qual a minha música de karaokê.
L: Ok, qual é?
NS: ‘Best I Ever Had’, do Drake.
L: Como você consegue essa? O Drake faz muito rap.
JW: Eu amei, você canta muito em karaokê?
NS: Não. Nunca, na verdade.
JW: Mas você sabia a resposta.
NS: Mas é porque, da época que eu tinha 18 anos, namorava o Jordan, eu estava gravando essa série na Austrália. E eu aprendi o rap. Ele me apresentou as músicas do Drake, no período que eu voltei para casa, nas fitas antigas dele, e eu estava tentando impressioná-lo. Fiquei aprendendo a letra de ‘Best I Ever Had’. Eu não lembro se eu gravei um vídeo ou se eu apresentei para ele pelo Skype. Mas eu vesti alguma coisa estúpida.
JW: Você apresentou pelo Skype, você é muito fofa.
NS: Foi idiota.
JW: Foi idiota, mas nós te amamos por isso.

JW: Naomi Scott, você veio aqui, bebeu um pouco, e nós te amamos muito. Você é uma incrível cantora, e espero que as pessoas escutem você cantar além de ‘Um Mundo Ideal’, eu só acho que as pessoas precisam ouvir sua voz. Ou você cantando o karaokê do Drake.
NS: Eu sei, eu estava quase fazendo o rap. (Gargalham)
JW: Muito obrigada por participar do Table Manners.
NS: Own! Obrigada por me receberem!


Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil


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Por

Naomi Scott concedeu uma entrevista para o quadro Ladies Night do site Collider como forma de divulgação do podcast Soft Voice. A entrevista foi dividida em uma série de vídeos onde Naomi conta sua jornada no entretenimento até agora.

Naomi Scott fala sobre sua cena cortada no filme ‘Perdido em Marte’

Você sabia que Naomi Scott aparece em Perdido em Marte? Não? Eu também não – não até que comecei a me preparar para o episódio do Collider Ladies Night e me deparei com um clipe dela discutindo o filme no Jimmy Kimmel Live. Acontece que ela teve um pequeno papel no sucesso de bilheteria de 2015 e indicado ao Oscar, mas a cena que a apresentaria mais fortemente acabou sendo cortada do filme.

Coisas assim acontecem o tempo todo, mas temos que imaginar que seria uma grande chatice ser cortado de um filme de Ridley Scott, especialmente considerando que Perdido em Marte foi um dos primeiros grandes trabalhos de Naomi em Hollywood. Ela iria causar uma grande impressão em Power Rangers de 2017 e impressionar o mundo no filme live-action Aladdin, mas aparecendo em The 33 e Perdido em Marte no mesmo ano? Isso poderia ter sido um começo empolgante para a carreira de Scott no reino do cinema.

Se você assistiu a algum episódio do Collider Ladies Night, provavelmente sabe que gosto de falar sobre obstáculos no caminho para colocar o foco em como os cineastas os superaram e, com certeza, Scott não decepcionou nesse departamento. Começamos nossa parte marciana da conversa repassando exatamente o que foi cortado do filme.

“Houve uma cena de diálogo e então eu estava em outras cenas, mas apenas lá. Então houve uma cena de diálogo. Era um jargão científico. Ridley Scott estava atrás dessa cortina e eu simplesmente, cara, eu simplesmente engasguei. E você sabe o que? Eu acho que é tão importante falar sobre momentos em que você engasga, porque eles realmente informam suas experiências e realmente o forçam a reconciliar quaisquer que sejam essas inseguranças que você tem e enfrentá-las.”

Como alguém que sempre tenta se lembrar de que não há falhas, apenas lições, agradeço muito a interpretação positiva que Scott dá à experiência agora. Mas naquela época – e enquanto trabalhava com Ridley Scott, no entanto – era difícil. Ela continuou:

“Qualquer pessoa lá fora, em qualquer área de trabalho, e você pensa naquela época em que você queria que o chão o engolisse, deixe-me dizer a você, todos nós já passamos por isso. Eu passei por isso na frente de Ridley Scott. [Risos] Eu estava sufocando. Eu não conseguia pronunciar essas palavras. Eu não conseguia pronunciar essas palavras de jargão. E eu literalmente lembro de pensar, genuinamente na minha cabeça, ‘Sabe aquela frase, eu quero que o chão me engula? Na verdade, eu quero que o chão me engula agora mesmo.’”

No final das contas, porém, Scott chegou lá e deu a Ridley Scott e a equipe uma filmagem utilizável. Mas as cenas foram cortadas do filme por vários motivos e Scott suspeita que, no final, seu grande momento simplesmente não foi tão necessário:

“Quero dizer, se eles quisessem usar, eles teriam usado. Acho que provavelmente foi uma combinação do fato de que eles não precisavam disso. No entanto, o fato de eu saber que estava tão nervosa e que eu engasguei, provavelmente estava tipo, no fundo da minha mente, ‘Sim, não sei se vou estar neste filme.’”

Com certeza, ela não foi para a edição final e ela não soube disso até a exibição do filme para o elenco e equipe técnica. Scott continuou assistindo ao filme, esperando por seu grande momento e então finalmente se pegou pensando: “Oh, ok. Eu não estarei nos créditos, então, acho que não estou nisso.” Novamente, ela pode ter se decepcionado na época, mas Scott é capaz de relembrar a experiência com uma risada. Aqui está o que ela disse quando questionada se é típico não ser avisado quando você é cortado de um filme:

“Eu era apenas este pequeno papel. Eles não se importaram. Talvez se você for o protagonista em alguma coisa. Eu não levaria essas coisas para o lado pessoal, você sabe o que quero dizer? Eu ri disso. Voltei para a minha sogra – esta é a melhor coisa – voltei para casa, fui para a dela porque estávamos lá e ela abriu a porta e disse: ‘Você é uma figurante?’ porque literalmente no filme há uma foto minha com este boné e estou assim. Foi tipo, em um segundo!”

Scott já havia enfatizado o valor de aprender com os desafios durante nosso bate-papo, mas focar em Perdido em Marte também levou a uma discussão sobre como lidar com a dúvida e destacando que o caminho de todos neste setor é diferente, e tudo bem.

“Mas foi um momento divertido! Tive que ir a Budapeste por alguns dias com minha prima, Tiff. Foi divertido. Mais uma vez, você aprende! Mas genuinamente eu estava tipo, ‘Ok, o que aconteceu?’ E eu percebi, eu não acho que merecia estar lá. Ainda hoje tenho momentos de síndrome do impostor completa e absoluta. Apenas, ‘Como vim parar aqui? Eu não fui para a escola de teatro.’ A propósito, essas não são coisas em que eu necessariamente acredito e dou crédito, mas já passei por isso e muitas vezes sua mente volta para lá. Você apenas tem que forjar continuamente um tipo diferente de caminho neural em termos de onde sua mente vai. Eu me sentia uma estranha nesse sentido, e não cresci lendo Shakespeare, não fiz teatro, todas essas coisas que passam pela sua mente em termos de ‘Oh, isso deve significar que não sou uma verdadeira atriz.’ Quanto mais você percebe isso, mais tempo você gasta fazendo isso, menos tempo você realmente gasta descobrindo, aprendendo e crescendo e realmente se tornando o artista que deseja se tornar e não apenas o artista que você pensa onde deveria estar. ‘Oh, eu deveria ser como essa pessoa’, ou todas essas pessoas que você admira e pensa: ‘Como faço para chegar lá?’ Mas apenas a versão de si mesmo. Agora, mais do que nunca, há muito apetite por especificidade. Não apenas especificidade em termos do conteúdo que assistimos, mas especificidade em termos de jornada de como você chegou lá como escritor, ator, diretor. Não existe uma maneira. O seu pode ser único e se inclinar para a sua singularidade. Mas é uma coisa que eu tenho que dizer a mim mesma!”

Não deixe de conferir a nova série de áudio/podcast de Scott, Soft Voice, que também é estrelada por Bel Powley e Olivia Cooke. Os três primeiros episódios estão disponíveis onde você prefere ouvir seus podcasts.


Fonte: Collider
Tradução & Adaptação: Equipe Naomi Scott Brasil